Abr 27 2018

Carta aberta

Publicado por as 18:05 em A minha cidade

Aos:
Presidente da República, Primeiro-Ministro e Ministro do Planeamento e das Infraestruturas

“Pela presente, vêm as entidades subscritoras manifestar o seu repúdio e desagrado pelos sucessivos atrasos que têm ocorrido nos últimos anos, no que respeita a alguns dos investimentos estruturantes do Baixo Alentejo.
Com efeito, apesar do desenvolvimento que a Região tem registado nos últimos anos, continuamos com fortes constrangimentos que afetam os empreendedores já instalados, àqueles que ponderam a sua instalação e de uma forma geral a toda a população.
Se queremos reduzir as assimetrias e ter um País a uma só velocidade, se queremos de uma vez por todas, trabalhar eficazmente e alterar o rumo da desertificação que o interior do país tem sofrido ao longo de décadas, temos efetivamente de eliminar estes constrangimentos que condicionam e atrofiam tudo o que se queira produzir e realizar.

Referimo-nos particularmente e em específico ao problema das acessibilidades.

Não conseguimos entender porque tarda a conclusão do IP8.
Porque é que a extensão da A2 até à Malhada Velha, concluída há vários meses, continua sem estar aberta ao público.
Não conseguimos perceber porque é que a requalificação do restante troço do IP8, não se inicia de uma vez por todas. Falamos da requalificação do piso, que se apresenta um perigo para quem circula por essa via e pelas variantes externas a Figueira de Cavaleiros e Beringel.
Também não podemos aceitar que a ligação ferroviária Beja – Casa Branca não seja, de uma vez por todas, eletrificada, permitindo que o transporte ferroviário seja uma opção válida e capaz para os passageiros, para uma ligação intermodal com o Aeroporto de Beja e numa perspectiva futura como complemento ao troço entre Sines e Caia.

As entidades subscritoras exigem que estas questões mais urgentes e prioritárias sejam resolvidas o mais rapidamente possível e, até, atendendo às verbas envolvidas, que são bastante pouco expressivas se tivermos em conta os efeitos positivos que têm na economia e na qualidade de vida dos cidadãos, sejam equacionadas ainda em sede de reprogramação do Programa Operacional 2020.
Como todos sabemos, existem verbas disponíveis e a sua alocação a estes ou a outros projetos e investimentos, dependem exclusivamente de opções de políticas públicas.
Esta região tem dado o seu contributo para o desenvolvimento de Portugal, chegou a hora de obtermos uma resposta concreta e executiva a estas prioridades
Agradecemos a S. Exc. que interceda em favor do desenvolvimento da nossa região.
Beja, 27 de Abril de 2018

As entidades subscritoras:

ACOS / ACSTDB / CIMBAL / IPB / NERBE/AEBAL”

Share

3 Resposta a “Carta aberta”

  1. António Carlos Ferreira do Nascimento diz:

    Fantástico. Afinal os movimentos informais não populistas ajudam a motivar e incentivar a democracia participativa. No momento em quese desenvolve a 35° OVIBEJA – certame a que todos os notaveis da,vida pública se esforçam por não faltar – é o momento oportuno para surgir este documento simultaniamente simples e forte, capaz de colmatar a surdez impedrenida dos decisores politicos.
    Há um ponto comum que une: o distrito de Beja.

  2. Sol diz:

    É hora !!!

    De dizer basta !!!

  3. Charlie diz:

    É um documento muito importante e que extravasa e ultrapassa o Distrito de Beja.
    Aliás, o Beja Merece + é apenas o cabeçalho de uma afirmação colectiva, heterogénea, de que este documento é testemunho.
    Beja teve, pela sua localização e a importância relativa por se tratar da capital do Baixo Alentejo, a missão de pessoalizar, de dar a cara, de centrar em si esta luta mas que é de toda a região.
    Beja merece+ é o merecimento de todo o Baixo Alentejo, ostensivamente relegado para planos secundários, e por isso, não uma lamúria, mas uma exigência de murro na mesa.
    Está-nos atravessado na garganta terem fechado a linha para electrificação e terem-na aberto pior do que estava dantes depois das obras… na linha de Évora- Lisboa.
    A linha electificada Casa Branca -Beja- Funcheira e tudo pelo caminho de obra prometida, foi adiada, e pior, truncado mais tarde e transformado num ramal, um beco ferroviário, um meio caminho para fechar também… Miserável!
    Ficou uma linha sem condições de comportar outros veículos que não os da tecnologia dos anos 50 do século passado que deu origem a uma das maiores gaffes do ministro Pedro Marques: ” a linha não pode levar comboios eléctricos por não estar electrificada”.
    Impressionante…. Uma resposta destas não merece menos do que 20 valores na disciplina de raciocínio lógico…
    Da auto estrada, Sines- Beja (aeroporto) -Ficalho fundamental para toda economia nacional, irradiando valor da região a partir dessa via, e, fundamental para o maior porto de águas profundas, Sines, só sabemos que há uma dúzia de quilómetros feitos e não abertos ao tráfego, sabe-se-lá-porquê. Dos outros praticamente à espera do alcatrão e alguns pontões… silêncio e mistério!
    E entretanto, as expropriações foram feitas, as terraplanagens, os desvios, obras de arte e por aí… Milhões parados sem proveito e a degradar-se com o passar do tempo.
    E entretanto, a via alternativa, a velha estrada para Ficalho está uma desgraça que os camiões de e para Espanha calcam e estragam ainda mais.
    Sobre o aeroporto nem é preciso dizer mais nada: uma estrutura única no país, pronta a dar o contributo e apoio a Lisboa e Faro, mas que cumpre o papel da anedota do elefante invisível no meio da sala.
    Foi inacreditável como depois do problema em Faro que inviabilizou o aeroporto, os aviões foram TODOS desviados para Sevilha, estando Beja ali a dois passos do destino Algarvio. Nunca diria que todos os aviões fossem poisar em Beja, mas nem um só… É mais do estupidez, é mesmo vexatório, insultuoso.
    E disso, estamos FARTOS!
    O documento só peca por ser leve, por mim levava mais peso.

Deixe Uma Resposta