Mar 30 2018

Onde andam as Câmaras Municipais?

Publicado por as 11:37 em A minha cidade

Escreve o Luís Palminha no seu blog:
“É já no próximo dia 10 de Maio – 5ª feira da Ascensão, a “Excursão” a Lisboa, organizada pelo Movimento Beja Merece +.

Uma “Excursão” de protesto contra a indiferença a que o Alentejo Litoral e fundamentalmente o Baixo Alentejo, têm sido votados pelos sucessivos Governos, pois a verdade é que independentemente da cor ou conjunto de cores, que vão ocupando o Palácio de São Bento, o nosso destino tem sido praticamente o mesmo.

Alvito, Beja e Vidigueira gozam nesse mesmo dia o seu Feriado Municipal. Seria de esperar uma grande mobilização destes Concelhos e mais concretamente das suas Autarquias. No entanto, e até ao momento, nada indica que estas Autarquias se mobilizem para ser parte desta manifestação.

Por outro lado, e apesar de não gozar o seu Feriado Municipal no dia 10 de Maio, a Autarquia de Cuba, diretamente ligada à Ferrovia também parece seguir o exemplo das suas vizinhas, não demonstrando qualquer intenção, disponibilização de meios e recursos para se envolver ou apoiar esta manifestação.

Mas estas autarquias são apenas exemplos. Beja deveria aqui, assumir um papel de Capital de Distrito e fazer aquilo que há muito não faz!

Como é possível que até ao momento o Movimento que se encontra a organizar esta manifestação por um Futuro de Dignidade para o Alentejo Litoral e do Baixo Alentejo não tenha sido contactado por nenhuma Autarquia a propor da sua máxima cooperação?

(Leia e comente o artigo aqui)

Aproveitem e assinem a petição (aqui) (não se esqueça de validar a sua assinatura através de link que vai receber na sua caixa de e-mail). Não custa nada, não perde nada; pode ser que a sua assinatura faça a diferença. Para melhor!)

Share

4 Resposta a “Onde andam as Câmaras Municipais?”

  1. Luís Palminha diz:

    Esqueci-me de referir no desabafo o caso de Ferreira, pois noutros tempos a Câmara de Ferreira do Alentejo ter-se-ia mobilizado. Mas… atualmente a “escolha do Povo” não parece estar muito preocupada com o futuro do Concelho ou da Região.

  2. ATENTO diz:

    Já aqui o disse várias vezes, a culpa do esquecimento a que foi votado o Baixo Alentejo e o Alentejo Litoral, é inteiramente nossa. Do nosso desinteresse pela causa, da falta de bairrismo, da preguiça e do deixa andar.
    Este belíssimo e oportuno texto de Luís Palminha, que toca em tudo o que é flagrante, vem confirmar isso mesmo. Realça ele e muito bem, a gravidade que é os poderes constituídos e com muitas responsabilidades no desenvolvimento regional, não aderirem. Não o fazem porque cada um olha para o seu umbigo, porque põem interesses partidários e locais acima do interesse regional, porque têm “dor de corno” por não terem sido eles os promotores, por muitas coisas mais e, fundamentalmente, por não se quererem incomodar e não entrarem em conflito com as diretivas partidárias e governamentais para a região. Em resumo, porque são medrosos (podia dizer outra coisa trocando duas letras) e esqueceram-se de quem os elegeu.

  3. Ruiz diz:

    Teremos que começar a eleger listas de independentes para as autarquias. Como foi o caso de Portalegre.
    Não há mais nada a fazer.

  4. Charlie2 diz:

    De facto vivemos um período em que se vive um refluxo do processo democrático.
    Bem sabemos que tem de haver organização, alguma hierarquia, e um nortear e delinear das grandes linhas de orientação. Mas ao que assistimos é ao resultado a que conduziu efectivamente o facto do esgotamento deste modelo democrático.
    Um sistema que criou anti-corpos à renovação, à participação, à instalação de baronatos cheios das suas posições inabaláveis, fechados às novas ideias, subvertendo o princípio essencial da democracia : um homem um voto.
    Ora os votos, esquecem-se “eles” não são propriedade deles, são nossos, expressam nossa vontade, nunca são feudo de um partido.
    Mas, como se vê, são granjeados com mentiras, com promessas eternamente adiadas etc, sem que desses factos se tirem as consequências, ou seja o primado da impunidade e por essa via do seu desprestígio, cada vez maior.
    Por exemplo, o processo que deveria ter dado origem à regionalização assustou o centralismo. Levantaram-se de imediato os fantasmas: os do despesismo, os do clientelismo, até os do separatismo. Nada mais falso pois nem se discutiram os modelos, tendo-se ido logo à condenação da ideia “tout court” sem mais discussão.
    Imaginemos um diálogo no que toca a transportes via férrea entre o distrito de Évora, de Beja e de Faro.
    Será que, depois de devidamente electrificada desde a Funcheira, alguém de Beja se importaria de ir até Évora para depois seguir para Lisboa? No que toca a gestão de veículos, para a CP seria exactamente o mesmo com a poupança de meios. Para os passageiros, nada traria de atraso os 12 km que se fariam a mais nos dois sentidos, pois o tempo ganho numa via rápida colmataria todo eventual “transtorno”.
    Para a CP seria, como disse, mais simples usar apenas um comboio em vez de ligações e transbordos com as esperas habituais. Economia, rapidez e bom serviço, que poderia e deveria vir desde o Algarve.
    Mas nada disto é visto como importante pelos que regem o pais pela sua consola de interesses instalada na grande metrópole.
    Este movimento, como já disse há dias, está a fazer mexer algumas cadeiras, incomodadas que andam com os tremedouros desconfortados dos rabos a que dão suporte. E isso, porque nasce, segundo os seus pontos de vista, em contra-natura, vem de baixo para cima, em vez de ser, como lhes convém, de cima para baixo.
    Mas afinal quem está em contra-natura, são os que assim pensam pois a mais mísera semente cresce a partir do chão e não no ar. Exactamente como a mais modesta ou a mais soberba habitação: sem as paredes que a fazem subir, não há tecto que aguente.