Dez 08 2017

O regresso do interior ao discurso político

Publicado por as 10:54 em Geral


foto: joão espinho

Do artigo de Adolfo Mesquita Nunes na Visão destaco:
“(…) Quando um governo quer valorizar algo, o que promete? Quando um presidente de câmara requer apoio, de que fala? De mais milhões. Sucede que muitos milhões mal gastos não servem de muito, e muitos se perguntam no interior para onde foi tanto milhão para tão pouco resultado.”
(…)
Temos uma visão infraestrutural do progresso. A teoria é simples e diz que não há mais gente no interior porque não há mais infraestruturas. Quando um governo quer desenvolver um território, o que anuncia? Quando um presidente de câmara pede atenção, o que pede? Mais infraestruturas. Sucede que as infraestruturas não chegam para trazer pessoas e temos um interior cheio de infraestruturas, com pavilhões e piscinas e centros de congressos e rotundas e pontes e viadutos e sedes associativas, tudo isso mas sem gente.
Em terceiro lugar, porque temos uma visão municipal do interior. Não se olha para ele como um território com três ou quatro centralidades motoras, mas antes como uma federação de concelhos ou uma liga de comunidades intermunicipais. Quando um governo anuncia algo num sítio, o que faz? Apressa-se a prometer o mesmo no concelho do lado, satisfazendo as reivindicações do seu autarca.”
Leia aqui o artigo completo.

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2 Resposta a “O regresso do interior ao discurso político”

  1. Maria Ramos diz:

    O abandono do Interior

    A recente entrevista de Helena Freitas, aquela que foi a responsável pela unidade de missão do interior, e que entretanto se demitiu, diz tudo (ver aqui: https://www.dn.pt/lusa/interior/entrevista-biologa-helena-freitas-considera-que-combate-a-fogos-bateu-no-fundo-8673479.html )

    O modelo tentado de 5 regiões, tem levado um País envelhecido a consequências ruinosas para todo o interior. Uma regionalização séria, tem de ser tomando por base, o modelo dos distritos e CAPITAIS de DISTRITO,

    Por outro lado tem de se falar e rever a politica de aposta nas “famílias”, na natalidade, nos incentivos à fixação de pessoas e à fixação de empresas no interior. Aqui, e uma vez mais quem tem unhas é que toca viola, e por isso, têm de ser os territórios a acordar para esta realidade, em que têm dois caminhos, um o da reivindicação politica de uma regionalização com base nas “Capitais de Distrito”, outro não ficarem só à espera dos governos, e saberem ir vender os seus territórios e captar investimento para os mesmos, criando as condições para essa fixação. Beja tem de percorrer este caminho, e tem condições para tal.
    Fica o desafio para que a Câmara, a Cimbal, a ANA aeroportos, a EDIA, IPBeja, Sines, a ERT, alinharem uma estratégia de captação de empresas, pessoas e massa critica. e que vão vender a mesma internacionalmente, assim o está a fazer o Presidente do Fundão, e outros que não ficam à espera que lhes vão resolver os seus problemas.

    Ou acordamos e reagimos, ou morremos na praia!

  2. Maria Ramos diz:

    Conheça os motivos por que se demitiu Helena Freitas, responsável pela Unidade de missão para a valorização do interior:

    https://www.publico.pt/2017/10/24/politica/noticia/faltou-apoio-politico-queixase-exlider-da-unidade-de-valorizacao-do-interior-1790020/amp

    Será apenas o abandono, a falta de visão e de existência de estratégia para o interior, motivada pela falta de representatividade politica que justificam tudo??

    Que interesses económicos nacionais e internacionais poderão ter interesse na posse do nosso território???

    Pergunto-me como se controla melhor um rebanho, disperso ou agregado??

    valia a pena pensar nisto!!!!

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