Nov 23 2017

O olhar de…

Publicado por as 19:32 em Fotografia,O Olhar de....

Poucos se recordarão de “O Olhar de…” espaço que mantive aqui de 2007 a 2009. Escrevia eu em Setembro de 2007:”É um espaço onde alguns colunistas convidados escreverão sobre uma fotografia que lhes despertou atenção. Serão olhares diferentes. Novas interpretações”.
Pretendo retomar essa rubrica. O processo é fácil. O leitor escolhe uma das minhas fotografias (foto: joão espinho) que tenha sido publicada no blog, e escreve o que lhe apetecer. Haverá leitores convidados, mas todos os que por aqui passam podem deixar o seu contributo na caixa de comentários. Têm muito por onde escolher. Em 2018, quando o blog completar 15 anos, pode ser que haja uma surpresa. Haja saúde e vontade de fotografar. Para auxiliar, podem olhar para a secção fotografia. Até logo.

Hoje, para recordar, destaco dois amigos que já partiram:

mensagens-que-o-tempo-apaga.jpg
foto: joão espinho

    Foi por certo precisa muita determinação e intencionalidade para tratar este tema a preto e branco, descarnando a fotografia da cor, elemento por certo dominante no processo de criação da sua jovem autora, aluna do 6º ano, a “Tu sabes” (e o feliz Gonçalo é que sabe), que terá à volta de 12 anos, e que deve estar a viver o seu primeiro amor.
    A renúncia à cor na reprodução publicada terá muito provavelmente a intenção de nos chamar a atenção para o significado da mensagem, por muito que a forma não tenha sido desprezada. Suportou bem essa renúncia.
    O nascimento do amor na entrada da adolescência pode ser preocupação para os pais, mas é enternecedor para os outros. Preocupante é bem sabermos, mesmo os não puritanos, que com a crescente banalização do sexo dentro de escassos três ou quatro anos o Gonçalo e a Tu Sabes se poderão tornar clientes mais ou menos assíduos da pílula do dia seguinte. Este passar, numa só geração, do 8 para o 80, gera nos mais velhos um certo desconforto.
    Melhor teria sido talvez ficarmos pelos 40.
    Horácio Flores

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foto: joão espinho

    A ferrugem da proibição. O trânsito dos olhares não se faz para lá da porta, por entreaberta que esteja. Houve quem escrevesse é proibido proibir! Muita gente não percebeu… E as coisas proibidas são, lá no fundo, tão descarnadas da realidade como uma porta que já nem o é…
    Rui Sousa Santos

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