Arquivo de Novembro de 2017

Diário do Alentejo

30 de Novembro de 2017

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Beja ModelShow

30 de Novembro de 2017

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Até sempre!

30 de Novembro de 2017

1956-2017

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Bom fim de semana

30 de Novembro de 2017


foto: Igor Vorontsov

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Cante alentejano – A resposta do provedor

30 de Novembro de 2017

À mensagem que escrevi, responde o Provedor do Telespectador:

“Exmo Senhor João Espinho,

Agradeço a sua chamada de atenção.

Creio, depois de percorridas as emissões da RTP desse dia e questionados ambos os diretores (de informação e de programas) que não existiu, de facto, referência à efeméride.
Se a resposta do Diretor de Informação vai no sentido de justificar a razão de não ter que dar nota de todas as efemérides, o Diretor de Programas afirma que: “Nos programas, por princípio, comemoramos por vezes números redondos 10, 20 (5…?).
Mesmo assim ainda vai a tempo — ainda não acabou o Cante Alentejano.”

Penso que a equipa do Agora Nós abordará, em breve, o tema.
m/ cumprimentos,

Jorge Wemans
Provedor do telespetador”

Nota: O fado foi, a partir de 27/11/2011, considerado Património Imaterial da Humanidade. A efeméride mereceu referência na RTP. Donde se depreende que 6 anos é um número redondo.

Respondi ao Provedor:
Senhor Provedor, grato pela pronta e esclarecedora resposta.
Porém, realço que, na mesma data, o fado comemorou 6 anos pelo mesmo feito, tendo o facto sido destacado na RTP. Donde se depreende que 6 anos é um número redondo.
Aguardemos pela justa divulgação do cante alentejano.
Cumprimentos.

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Constatações

29 de Novembro de 2017

1 – A candidatura de Santana Lopes é uma candidatura de vinganças e ódios. Cheia de “má moeda”.
2 – A candidatura de Rui Rio está rodeada, impregnada, de pesos-pesados.
Sei que vou votar. Sei em quem não vou votar. Até lá, ainda temos o Natal. E depois chega o novo ano.
Até lá…

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Cante alentejano esquecido pela TV pública

28 de Novembro de 2017

Escrevi ao Provedor do Telespectador (RTP) a seguinte mensagem:
“Exmo. Senhor Provedor do Telespectador
Em 27 de Novembro de 2014, em Paris, o Cante Alentejano foi declarado, pela UNESCO, como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Celebrámos ontem, portanto, o 3º aniversário deste reconhecimento universal do cante alentejano.
Venho, por este meio, manifestar o meu desgosto, e protesto, pela nula referência nas estações públicas de TV, deste aniversário, que poderia ser consubstanciada de tão diversas formas, assim houvesse vontade por parte das RTP’s em relembrar este feito que engrandeceu a cultura portuguesa.
Como português, e alentejano, não podia deixar de expressar a minha indignação pelo esquecimento que, espero, não tenha sido propositado.
Com os melhores cumprimentos
João Espinho

Quem pretenda lavrar o seu protesto, pode fazê-lo aqui.

(mais…)

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O olhar de…

28 de Novembro de 2017

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foto: joão espinho

    “É teu o silêncio. É tua a escuridão. É de ti o vazio que desce a rua num rodopio. É tão tua a inquietação… a palavra secreta que ninguém quer saber. A mordaça no plaino verde que te quer a morrer. É teu o pecado, o lugar em desassossego. A paisagem que passa ao lado. A tua figura a tremer de medo. É teu o outono derradeiro, onde se acinzentam os pensamentos e morre a esperança… é tudo teu até ao ponto da incerteza. Até à brancura que carrega a leveza. É também teu o largo de lamentos, é por ti que vem o silvar dos sonhos. É tudo teu quando nada te dão. É para ti o silêncio que cala a canção!”
    Jorge Barnabé
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Do cante alentejano

27 de Novembro de 2017

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foto:joão espinho

“E por isso canta-se
No fim do estio, o vocabulário sobre o Alentejo existe meramente rente a um chão de pó. São palavras rasas, osgas velhas, cigarras mortas, ribeiras esvaídas, saudades de água. O calor ceifa o significado das coisas, corta-o cerce, cala melancias e derrete flores. O alfabeto do sul atravessa noites e dias de faísca e ferve nos horizontes em brasa. E por fim sucumbe, cego de luz. No tempo do restolho, só as árvores dizem as palavras de pé, tudo o resto cai exausto de tanto azul. Só sobram uvas e letras de palha que o vento estrambalha campos fora. E por isso canta-se.
É preciso pois deixar arrefecer este abecedário de sentidos, é preciso recuperar do desmaio, é preciso esperar que o sol amanse os dentes de fogo e os homens lavrem a terra, revolvam a dormência e semeiem novas palavras que mais tarde, quando tiverem substância, irão explicar as searas. Deixemos abalar as andorinhas e as nuvens hão-de vir regar esses verbos silenciosos que se enraízam. E a noite vem pedir meças ao dia e ganha e o frio levanta-se para ir inventar vinho e laranjas e o chão é um caderno de poemas caídos das árvores. As azinheiras retalhadas são já bocados de lume aceso. E por isso canta-se.
A lonjura é tanta que o cinzento do céu tem um tamanho desmedido, vai de uma ponta a outra do que se avista, não tem fim, parece uma pedra suspensa sobre a vida. Os olhos erguem-se, os olhos querem que se cumpra esta promessa de água, mas o chão do firmamento não se abre, mais fácil é os olhos choverem. As geadas escrevem coisas frias na noite. De roda do fogo a cisma é sempre maior, a cisma é a falta que fazem os que já partiram, a cisma é a saudade maior de todas, maior do que ela não há mais nada a não ser a esperança. De roda do fogo, atiçam-se lembranças do que fomos e agora já não, bebe-se vinho, pega-se em netos ao colo e espera-se pela cinza. E por isso canta-se.
As andorinhas trazem as palavras que faltavam. E com elas exclamam a claridade e a imensidão. Há letras às cores que nascem na vertigem dos campos, há letras roxas, amarelas, brancas, de sangue, letras que se juntam para fazerem uma sinfonia de silêncio. Na língua da natureza, as flores são adjectivos espetados na terra. Esta terra inflamada de pássaros, esta terra com horizontes dentro de horizontes dentro de horizontes, esta terra pegada ao mar. Este chão que é um céu verde. E por isso canta-se”
Vítor Encarnação

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Falares e Ditarenhos do Alentejo

27 de Novembro de 2017

Falares e Ditarenhos do Alentejo é um projeto editorial que procura, de uma forma informal e bem-disposta, preservar e promover a tradição dos falares do Alentejo.

A obra, de 240 páginas, contém um dicionário de falares (4050 entradas e 6000 significados); ditarenhos (361 ditos / ditados); artigos explicativos de ícones do Alentejo (19 artigos); e uma narrativa demonstrativa da utilização prática do vocabulário alentejano.

Falares e Ditarenhos do Alentejo é o resultado de sete anos de pesquisa, recolha, seleção e catalogação de termos, expressões e histórias do património linguístico alentejano, e no qual participaram centenas de colaboradores espalhados por toda a região.

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Celebrar o cante alentejano

27 de Novembro de 2017


foto: joão espinho

Em 27 de Novembro de 2014, em Paris, o Cante Alentejano foi reconhecido, pela UNESCO, como Património Imaterial da Humanidade.

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Correio Alentejo

26 de Novembro de 2017

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