Out 15 2017

Beja e a integração de ciganos

Publicado por as 17:54 em A minha cidade

foto: Público

Escreve leitor/a:

“É importante que de forma clara, se avalie o ponto de partida e herança deixada neste e noutros municípios, bem assim como na CIMBAL, e ainda noutros órgãos que agora vêem novas direcções tomarem posse, tal e como por exemplo na Cáritas Diocesana de Beja. É importante auditar contas de forma séria. Ainda no que se refere à Câmara de Beja na auditoria a efectuar, deve auditar-se as contas da área social e de toda a relação com o Bairro das pedreiras, tentar compreender o que nunca foi pago, tal como a água e porquê???

A gestão desse espaço e da relação com a comunidade cigana que tomou conta da cidade de Beja (onde ainda esta semana chegaram a acampar em pleno parque de merendas), é algo que muitos aguardam com enorme expectativa. Pois para haver direitos tem de haver deveres. A área social do anterior executivo nada fez neste domínio, aliás deixou atrair para Beja centenas de pessoas de etnia cigana, sem um mínimo de condições, a viverem num gueto, contrariando qualquer gestão moderna neste domínio de integração e acompanhamento real pela área social, onde a Segurança social é conivente e também tem fechado os olhos!

Outra das expectativas é a de qual será a postura do novo presidente, se a de um mero presidente de concelho, ou se a de um presidente de uma capital de Distrito, o que não é a mesma coisa!

Todos esperam pela segunda opção, para a qual importa um grande trabalho em rede, de articulação, visão e estratégia

Assim, os interesses instalados e dependências politico-partidárias e outras, assim o permitam!

Um voto de confiança para o Paulo Arsénio, e para a difícil missão de unir todo o concelho e distrito e de iniciar um novo ciclo de Desenvolvimento, há muitos anos aguardado!”

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22 Resposta a “Beja e a integração de ciganos”

  1. Sol diz:

    Porque temem as pessoas falar e debater este tema premente, em Beja ?

    Comentem e participem, o silêncio é mais cómodo e o problema é real e merece uma solução que se arrasta, é necessário coragem e vontade política e tratá-lo com pinças, e sem aproveitamentos políticos seja de quem fôr.

  2. Américo diz:

    @Sol – Essa é simples de responder.
    Porque se alguém que não demonstra uma enorme solidariedade, compreensão, abnegação e humildade perante os ciganos, é logo rotulado como xenófobo, racista, fascista, Nazi etc. Ou seja, se alguém ousar discordar da linha de pensamento de esquerda vigente na sociedade actual, é logo brindado com esses miminhos. É mesmo por não admitirem um segundo pensamento sobre o assunto que no interior das pessoas se vai radicalizando as ideias. E qualquer dia aparece um “André Ventura” a nível nacional e admiram-se de cativar a massa eleitoralista descontente.

    De resto nada de novo, eles têm muitos direitos e poucas ou nenhumas obrigações. Há dúvidas? dêem uma volta pelos serviços do SNS, pelos CTT no dias de pagamento das pensões, pelos supermercados da cidade por alguns estabelecimentos recreativos e sociais da cidade. Mais provas? era bom saber a taxa de emprego efectiva dos ciganos. E os que têm actividades comerciais, se têm IVA’s, IRS’s, IUC’s e demais obrigações fiscais e aduaneiras em dia. E não venham cá com a história do marginalizado, do rejeitado. Eles são os primeiros a não quererem aceitar as regras da sociedade.
    Ou é toda gente ingénua que acham normal ter Jaguar’s a vender sapatos?

  3. Beja diz:

    E uma auditoria à Cáritas, não?

  4. jesualdo queimado diz:

    Sem palavras Senhor Américo, comungo inteiramente do seu artigo, eu próprio não escreveria melhor,todos contribuimos eles também têm que contribuir!

  5. Topa tudo diz:

    E porquê uma auditoria à Cáritas? Explique-se lá mais um bocadinho.

  6. João Espinho diz:

    @topa – aquilo deve ter sido para desviar as atenções.

  7. Maria Ramos diz:

    Beja e a integração dos ciganos. Muitos estão mais que integrados. Que o digam os donos das casa de Ouro da cidade de Beja. Algo bem visível também nos CTT, nos bancos, em supermercados junto ao Carmo e pelas viaturas usadas. Será que quem com os mesmos tem negócios e interesses, não os defende e os quer na cidade? A fronteira desta questão é qual o tipo de “negócios” e quais os que se querem integrar e quais os que não. Algo tem de justificar o fechar de olhos de tantas pessoas, de organismos com responsabilidades, onde desde a construção da colina do Carmo e bairro das pedreiras se estimulou a sua fixação numa nova cidade às portas da cidade, onde reina a anarquia e a imundície, onde fruto dos assaltos frequentes, empresas como a a. Cano, estão a construir um muro de aço e betão mais forte que o muro de Berlim.

  8. Filipe diz:

    Colina do Carmo? Maria não sabe do que fala…

  9. apostolo diz:

    Uí, Américo… À luz do pensamento “gerincocional” és nazi e de exttema direita (eheheheheh).cautela, a pide do sec xxi está alerta.

    Subscrevo, e poderia acrescentar mais.

  10. Vasquinho diz:

    Aaaaaaaaahhhhhhhhhh Figueira de Cavaleiros vem dar uma mãozinha a Beja, vem.

  11. Maria Ramos diz:

    Caro Filipe, as casas do bairro das pedreiras “construídas em ligação directa com a colina do Carmo” era suposto de inicio serem só para comunidades de etnia cigana em transito. rapidamente se transformaram em casas para habitação permanente, rapidamente foram destruídas e vandalizadas, não existem espaços adequados para os animais, o lixo é a céu aberto, a maioria não paga a água, sendo que a divida ascende a mais de 100000€ ao EMAS, os assaltos na região passaram a ser frequentes, mas há mais, no último ano associo-se uma nova comunidade nómada de centenas de elementos em barracas e caravanas.

    Em qualquer parte do mundo a concentração e a construção de este tipo de bairros, deu origem a guetos, pontos de criminalidade, onde mesmo em portugal em situações similares tiveram de demolir tudo e integrar de forma diferente (aqueles que querem mesmo a integração). não concentrando mas separando e garantindo um verdadeiro acompanhamento social, é o que seria suposto ser feito pelas área social da Câmara e pela segurança social. Parece-me a que a situação só interessa a quem quer estar fora da lei, e que utiliza a parte da comunidade cigana que também quer estar desse lado para negócios menos claros, os outros, esses sim são vitimas, e vivem em condições miseráveis indignas de uma sociedade do século XXI.

    Paulo Arsénio, vai ter de ter a coragem política para resolver uma questão que é uma vergonha e chegou ao limite.

  12. Dolmancé diz:

    Ciganos!!
    Era carregar no botão… e pum!
    Estava resolvido
    Beja Sempre

  13. Filipe diz:

    Estou de acordo que a situação criada não foi a ideal nem a intervenção prevista foi realizada, ficou tudo entregue ao deus de ara e situação foi piorando. Quanto à situa do bairro da esperança e da colina do Carmo o mesmo não acontece, não só porque a comunidade de etnia cigana é diminuta, como existem instituições que intervém no bairro. Quanto à intervenção de PA a ver vamos, como dizia o cego…

  14. Mário Raposo diz:

    Filipe: A comunidade cigana é diminuta…?
    Gostaria de por cá andar por mais umas décadas para ver o que será Beja no futuro.

    Aliás, nem é preciso, basta ir a alguns países do leste europeu para se perceber o que serão no futuro cidades como Beja.
    Vai ser complicado, lidar no dia-a-dia com a maior parte dos ciganos que temos na nossa região, que nem por sonhos fazem o mínimo de esforço no sentido da sua integração nos padrões mínimos a que chamamos civilizacionais.

  15. Filipe diz:

    Mário percebeu mal estava-me a referir à presença no bairro da esperança e colina do carmo( que conheço bem). Quanto ao resto que diz vejo que desconhece completamente esta problemática… Não compare alhos com bugalhos…. E espero que continue por cá muitas décadas se possível contribuindo para a integração dos ciganos.

  16. Vasquinho diz:

    Os que andaram no pinhal de Leiria bem podiam ter vindo a Beja

  17. Vasquinho diz:

    E pôr essa cambada a reflorestar Leiria? Faziam uma boa ação e livrava-mos deles. Não…que ainda tinham de lhes pagar ordenado e eles tinham de pagar impostos do ordenado e recebe ordenado quem trabalha e esses andam sempre com as mãos inchadas.
    E muito cuidado com a demografia.
    O cidadão comum atualmente tem poucos filhos e tardiamente e eles têm muitos e ainda novos esperem uns anos a ver o que isto dá a nível da SS, da criminalidade, das relações sociais etc. Ainda aumentam a reforma para os 80 anos com aquela conversa do aumento da esperança de vida para haver euros na SS para pagar os RSI.

  18. Mário Raposo diz:

    Filipe: Ponha os pés na terra, e isto nada tem com racismo, xenofobia ou o raio que o parta.
    Em Moura, a comunidade cigana já representa cerca de 30 a 40% da população, e neste momento já nascem mais ciganos do que não ciganos.
    De modo que tem que se olhar para as comunidades ciganas, bem de outra forma do que essa que você representa.
    Tal como a partir dos incêndios deste ano, o diagnóstico da situação e forma como se tem que lidar no futuro não pode ser a mesma que até aqui. Sob pena de daqui por poucas dezenas de anos termos uma cidade rodeada de bairros e acampamentos do tipo do das Pedreiras.E nessa altura será tarde de mais para se fazer o que quer que seja.

  19. Filipe diz:

    Até pode ter toda a razão do mundo, mas não utilize mentiras, a comunidade cigana de Moura não representa 30 a 40% da população..

  20. Filipe diz:

    A razão não se ganha com mentiras, a comunidade cigana de Moura não representa 30 a 40% da população de Moura…

  21. Filipe diz:

    A comunidade cigana de Moura não representa 30 ou 40% da população…

  22. Filipe diz:

    Os ciganos em Moura não representam 30 a 40% da população de Moura…

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