Out 12 2017

Auditoria externa ao município?

Publicado por as 12:47 em A minha cidade

No seu artigo “Beja e as expectativas dos Bejenses [parte 1 de 2]”, Luís Palminha, levanta, com seriedade, o assunto:

“Beja precisa de garantias reais. Este novo executivo deve no primeiro momento solicitar uma auditoria externa às finanças do Município. Este foi provavelmente o 1º erro cometido no mandato de 2009-2013 e que permitiu um esgrimir de números até ao final do mandato.

Só uma auditoria externa ao Município permitirá que ninguém faça das contas ou dívidas uma novela interminável na comunicação social local ou através de boatos. Com uma auditoria financeira, este novo executivo ganhará a confiança dos Bejenses pela transparência.”

Que consequências, para quem a requer, pode ter uma auditoria externa às finanças de um município?

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9 Resposta a “Auditoria externa ao município?”

  1. EassimVaiBeja diz:

    Isso é algo falado e comentado um pouco por todo o lado.
    Importa reflectir nas eventuais consequências, não só para quem a requerer, mas também para quem deixa agora a autarquia.
    A bem da transparência, rigor e profissionalismos, creio que uma auditoria externa é o que mais se impõe neste momento!

  2. baralhado diz:

    Totalmente de acordo! Uma auditoria efectuada por uma entidade independente lançará luz sobre a apregoada “transparência”…

    Mas eu diria que “ser transparente” seja ele ser “glassnost” ou “com paredes de vidro” é uma obrigação e não um “mérito” de uma entidade pública.

    Reclamar-se da Honestidade , da Competência e do Trabalho é de uma presunção sem limites, ofende a concorrência democrática e define a matriz egocêntrica de uma tribo que continua a passear-se pelas redes sociais com fotos e fotos a “recordar” um passado recente, tão recente como a Rural Beja, a obra feita , a desgraça que vai ser daqui para a frente…o povo que se enganou…a Rural Beja que trouxe, pasme-se 50.000 pessoas a Beja (quase 1/3 do efectivo populacional do distrito perceberam? …pobres coitados…)

    Eu votei PS , COMEMOREI A VITÓRIA e no dia seguinte estava activo e confiante no meu local de trabalho.

    E numa atitude de respeito pelos vencidos no meu mural do Facebook não coloquei mais qualquer post de glorificação dos vencedores e muito menos de provocação ou humilhação aos vencidos…

    Muitos dos derrotados, alguns provavelmente principais responsáveis pela derrota da CDU do passado dia 1 de Outubro continuam a publicar nos seus murais do Facebook , qual exercício de pura negação, mas demonstrativo do ferimento de morte que lhes trespassa o coração, fotos e fotos de sorrisos em grupo , de congratulação pela obra , pelo passado recente , pelo quão felizes foram no “consulado” JR … metem-me dó…ou melhor causam-me muita apreensão pelo que poderá vir a seguir…

    Em breve lhes “cairá a ficha” definitivamente e esta falsa e efémera fase de euforia paradoxal dará inevitavelmente lugar á fase de negociação…( que chatice… como é que isto foi acontecer…o que eu daria para que tivesse sido diferente…onde é que a gente falhou…)

    Para alguns, os mais “aguerridos”, geralmente de matriz genética ditatorial ou, por paradoxo, negligente, chegará a fase de depressão e só depois a da aceitação…talvez daqui a uns meses…

    Os dignos vencedores, por mais de 1400 votos, tomarão posse no dia 18 de Outubro de 2017 num local que não escolheram mas que , mais uma vez despóticamente lhes foi imposto pela (ainda) actual presidência da A.M.

    E calmamente irão desmontar , peça por peça , arame por arame e detonador por detonador o campo minado que vão encontrar num serviço público, a Câmara Municipal de Beja que se tornou, com o tempo, um autêntico “cofre-forte” ideológico do Partido Comunista Português.

    A Auditoria é uma peça importante na desminagem…esperemos que o novo executivo a solicite a quem de direito e a use como instrumento de gestão para os tempos futuros…

  3. Ecce homo diz:

    As contas de uma instituição pública são por definição, transparentes!…E aqui entra o papel importante que as Assembleias Municipais possuem nesta matéria, como organismo fiscalizador da actividade camarária! É mais ou menos do senso comum, que a engenharia financeira, jurídica e de gestão, são do conhecimento da estrutura da Assembleia e da própria DGAL (Direcção Geral das Autarquias Locais), por norma, mas acontece que apesar disso, muita coisa ainda passa à margem desse controlo, que não é pouco apertado, para quem conhece de perto o funcionamento de uma câmara municipal!…não era suposto subsistir desconhecimento nem motivo de surpresa relativamente a “desvios orçamentais” por parte de todos os membros da referida Assembleia, porquanto tudo (ou quase tudo) é escrutinado pelos elementos que a compõem e que são geralmente de quase todos os quadrantes!…Há no entanto em muitas situações, conivências de natureza partidária, amiguismos e conluios de toda a espécie que minam o processo de fiscalização do organismo- e não há réstia de puritanismo, ou de ingenuidade na coisa! São vicissitudes do sistema democrático, que é carregado de vícios e de falhas recorrentes!…Nem tem de ser assim, nem deveria ser, até porque também há gente séria na actividade autárquica, no final impera uma espécie de Lei da rolha, e um encolher de ombros, que também é demonstrativo de falta de coragem!…
    As auditorias valem o que valem, e presume-se sempre que são isentas, dada a entidade inspectora que as executa, e não poucas vezes descobrem-se falhas mais ou menos graves, atropelos à lei autárquica, devaneios de toda a espécie e muito amadorismo à mistura! Seja como for, não tenho conhecimento de nenhuma inspecção dessa natureza, que se materialize em actos de justiça, de reposição da verdade, ou de contra-ordenações de qualquer espécie- é como o tabefe no rosto de um miúdo, serve para acalmar a situação, mas não possui consequências de maior!…No entanto vale sempre a pena, para se ficar a conhecer as verdades muitas vezes escondidas, e que nem sempre são agradáveis!…

  4. baralhado diz:

    Audite-se então…

  5. Sol diz:

    Inevitável a auditoria, por parte de entidade independente.

    Para que num futuro próximo se possa tirar as devidas conclusões necessárias à gestão comunista / consumista, em Beja.

  6. apostolo diz:

    Mas isso não acontece já? Não decorre da lei a auditoria por entidades externas? O que fazem os revisores oficiais de contas?

  7. Ecce homo diz:

    Tribunal de Contas e DGAL têm competências legais para auditar ou fiscalizar as contas dos municípios…a questão mais importante, não tem a ver com quem audita, mas a forma e o expediente que usa para esse exercício!…
    Até prova em contrário, são duas entidades isentas e com competências plenas para esse efeito!…o resto, é o resultado da auditoria, e em caso de indícios de criminalidade ou de negligência, apurar responsabilidades com os mecanismos legais ao dispor!…Os municípios também possuem nos seus quadros, agentes e estrutura própria de controlo e supervisão das contas públicas, nas áreas financeira, jurídica, etc. por força do Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais – POCAL!… Também é consabido, que de modo mais ou menos recorrente, sempre que há mudanças partidárias é “costume” solicitar-se a intervenção de entidades exteriores para avaliar da contabilidade e do funcionamento geral das instituições, como se os agentes políticos fossem desconhecedores da realidade autárquica- e note-se em abono da verdade que muitas vezes são os mesmos agentes com assento nas assembleias municipais e nas reuniões quinzenais de qualquer câmara, que têm acesso a toda a parafernália documental que dia respeito á actividade corrente da edilidade!…é estranho, e ao mesmo tempo, muito pouco justificável, que se venha a pedir contas apenas nos momentos de maior convulsão político-partidária, quando há na retaguarda um trabalho de 4 anos em que parece que nada aconteceu!…como se acordássemos todos dum período de coma profundo!

  8. eu, anónimo me confesso diz:

    A notícia é capa do Correio Alentejo! Paulo Arsénio pretende avançar com uma auditoria às contas da Câmara Municipal de Beja.

  9. J.R. diz:

    Tem razão P.A. e assim deve ser feito.
    Até para todos os cidadãos saberem quais são de facto as contas da sua autarquia.
    E evitarmos situações como as do tempo de J.P.V., em que os números variavam conforme a sua proveniência e interesses em jogo. E ao fim e ao cabo, ninguém percebia muito bem de que lado é que se dizia a verdade ou se mentia.