Jun 26 2017

Beja – A culpa é do governo central

Publicado por as 14:34 em A minha cidade,Blogosfera

“Beja, ainda não se realizou plenamente, e quem cá vive sente isso na pele. O motor de qualquer cidade ou região, em Portugal, é o Estado. O governo central. O poder político. Lisboa. Podem ser dados vários nomes, mas o “dono disto tudo” é o mesmo. (…)
A culpa, é do governo central que nunca olhou para a cidade como um centro importante de votos, capaz de decidir uma eleição. Porquê investir numa região, criando uma perceção positiva na população relativamente a quem nos governa, se o nosso distrito apenas representa 3 deputados na assembleia da república? Quando temos Braga (elege 19 deputados), Setúbal (elege 9 deputados), pensarão os “táticos” dos partidos.
Em suma, o atraso ou progresso, é definido por quem nos governa. E só mudará, quando quem nos governa parar de agir como se Portugal fosse Lisboa e o interior do país não existisse. (…)

Leia aqui o post do “Mais Beja”

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Uma Resposta a “Beja – A culpa é do governo central”

  1. ATENTO diz:

    Li. atentamente, o post do “Mais Beja” e encontrei nele muita verdade, mas não é tudo. Para além do indubitável desprezo do Poder Central, a Beja falta-lhe, sempre lhe tem faltado, dinâmica local, bairrismo, o sentimento de vivência de cidade, por parte de todos nós e a existência disto é fundamental para o desnvolvimento . Não gosto de fazer comparações mas, às vezes, elas são inevitáveis. Está agora a decorrer em Évora, a Feira de S. João, vão ao Facebook e vejam a feira dinâmica, não há família que não vá jantar à Feira, vivem-na como se estivéssemos no princípio do século passado. O que aconteceu à nossa Feira de S. Lourenço e Stª Maria? Foi trocada por Armação de Pera e Monte Gordo e hoje acrescentem-se-lhes o México, a Republica Dominicana, etc.
    Beja não é a única cidade do interior, mas é, sem dúvida, a mais parada. O Sector Secundário da Economia quase não existe, O Primário, esperamos que Alqueva o revitalize e o Terciário, que só se justifica pela existência dos outros dois, vive na corda bamba. Passivamente deixámos perder os Centros de Decisão para Évora e hoje, muito pouco resta que fixe a população jovem.
    Gratificantemente temos agora a mexer o movimento BEJA MERECE mas só surge depois de tudo, ou quase tudo, estar perdido e surge porque, felizmente, um grupo de corajosos inconformados vendo que mais ninguém com meios e poder o fazia, se agarrou a uma “tábua de salvação” que esperamos os aguente e à qual todos nós temos obrigação de dar sustentabilidade. Por mim, estou convencido que vai conseguir resultados, não todos os que imediatamente gostaríamos de obter, mas que ao menos nos motivem para continuar a lutar.

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