Abr 08 2017

Beja – Rua dos Infantes

Publicado por as 19:46 em A minha cidade,Fotografia


foto: joão espinho

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Uma Resposta a “Beja – Rua dos Infantes”

  1. Ritapalmanascimento diz:

    Na minha óptica, e enquanto cidadã comum, considero que uma das problemáticas com consequências visíveis a médio e longo prazo nos centros históricos tem sido, desde sempre, a nossa incapacidade para a auto-responsabilização que, por consequência, nos tem arrastado para uma contínua má gestão dos espaços públicos e prédios urbanos.
    É também verdade que, muitas dessas questões, ainda se esperam ver resolvidas pelo poder autárquico que, embora conte já com 40 anos eleição democrática, não conseguiu até à data, encontrar uma ferramenta que permita uma boa gestão do espaço público e a sustentabilidade desejável (esta, a vários níveis). Assim, assiste-se a um contínuo e já prolongado abandono do centro histórico, à sua degradação, desertificação e à requalificação praticamente inexistente, por falta de planeamento e ornamento urbanístico.
    São urgentes e necessárias medidas e acções que promovam tanto a requalificação dos centros, como a posterior captação e atração de famílias, jovens, comerciantes e alguns investidores.
    Se poderá passar por um incentivo camarário aos proprietários dos imóveis, tendo em vista a sua recuperação? Julgo que sim. Se poderá passar diretamente pela autarquia, de forma a que seja esta a assumir e a levar a cabo a recuperação de alguns dos imóveis, com as devidas contrapartidas? Também não vejo porque não (temos o excelente exemplo do Porto). Se é exequível pensar e levar a cabo a abertura de um concurso que vise a reabilitação e requalificação de espaços e imóveis devolutos? Claro. É preciso é ver a ideia passar do papel à prática.
    Posteriormente, por parte do poder central, seria importante que o regime de arrendamento urbano nas zonas históricas fosse revisto, e adequado aos fins a que se destina.
    No que respeita aos comerciantes, é sempre possível, bastando querer, a autarquia facilitar ou proporcionar estacionamento gratuito, assim como isentar a restauração de taxas de esplanada.

    Enquanto comunidade e vivendo em sociedade, também nós, enquanto cidadãos, temos parte da responsabilidade na manutenção e na não degradação dos espaços públicos.

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