Mar 28 2017

Mudem de política em Beja… porra!

Publicado por as 21:26 em A minha cidade


foto: joão espinho

Escreve um leitor em comentário:
“Ao longo dos anos Beja tem vindo a estagnar, sem soluções, sem investimento, sem projectos, sem criatividade, sem fixação, absolutamente nada! Uma gestão corrente do dia a dia como se isso fosse a chamada “governança”.
Não há nada a apresentar e a promover Beja. Jamais se pode acusar um executivo de 4 anos de atraso, porque não havia qualquer progresso vindo dos anos anteriores. Beja precisa de uma dinâmica nova. Precisa de alguém que crie, que mova, que consiga estabelecer uma rede de parcerias e que utilize o seu networking para promover e dinamizar a cidade e o concelho. E não para fazer, e repito, gestão corrente, onde o que interessa e satisfazer necessidades de pequenos grupos de pessoas.

Como é possível ver uma cidade a morrer, sem qualquer inovação, progresso, investimento, etc, e depois ainda ler comentários e respostas vagas, ocas e que nada de novo transmitem, e ainda continuar a assegurar o lugar da corja que lá está e que por lá tem passado?!!

Um concelho vizinho, que parece ter saído das trevas é Aljustrel! Sigam o exemplo, aprendendo com os erros do passado e do presente, mas que está numa rota de investimento, fixação de jovens, tem eventos abertos à população, melhorias na malha urbana e também uma luta incessante pela fixação de novas actividades por forma a não haver tamanha dependência da extracção mineira.

Há mais exemplos pelo país. Agora o importante é a necessidade sentida pelo próprio, de gerir a coisa pública e trabalhar por uma causa.

Mudem de política em Beja… porra!”

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8 Resposta a “Mudem de política em Beja… porra!”

  1. Juca diz:

    PASSOS igual a COSTA.
    PEDRO CARMO igual a MARIO SIMÕES.

    Vira o disco e toca o mesmo.

  2. Francisco Vargas diz:

    Eu até concordo contigo na generalidade, no particular seria giro ler isto sabendo que Aljustrel era CDU e Beja, PS. Mas independentemente de merdas partidárias (onde sempre recusei a minha presença) também eu reconheço a estagnaçäo de Beja e näo é porque se arranjam meia-dúzia de ruas (o que qualquer executivo faz) que as coisas parecem andar. Ainda falta algo, alguém, um Nigel Farage, um Putin, um Trump, um Staline (???) que encoste os tomates de Lisboa a um canto e faça algo que se veja!

  3. José Costa diz:

    É preciso acreditar e mais é preciso FAZER, lutar pelas acessibilidades, A8 + electrificação da linha férrea, ligação ao Algarve pelo comboio.
    Aproveitar a OVIBEJA para exigir estas coisas que são fundamentais para o desenvolvimento da Região.

  4. 2D diz:

    Sabemos que o Alentejo não consegue ter expressão na AR pelo menos no que diz respeito a quem o representa e por lá circula. Prossegue-se assim, a desertificação do interior com a emigração e êxodo rural.
    Cabe ao Presidente do Município trabalhar para a população e promover o seu território procurando também recorrer a quem tenha alguma influência na AR, envolvendo secretários de Estado, etc… digo eu, trazendo-os ao terreno mas pelas estradas nacionais, não é andar só na AE, para igualmente sentirem o desconforto das vias de comunicação terrestre.

  5. Peida.lhaço diz:

    Como não existe muita liberdade na parte do comentario aqui vai, ao longo de 40 ano tivemos a CDU no poder camarário quando se mudou para o PS ( graças ao esquema feito por parte da concelhia do PSD na altura) tudo ficou igual, agora com a CDU continua-se a fazer o mesmo que se sempre fez em Beja e que como bejense isso me deixa triste, uma cidade com tanto potencial e a esquerda a fazer aquilo que melhor sabe fazer que é onde toca estraga e gasta sem pensar nas reais necessidades. Por tanto ou muda-mos de tipo de política despesistas e sem sentido camarário, ou Beja morre!!!

  6. João Espinho diz:

    @peida – “Como não existe muita liberdade na parte do comentario” – refere-se especificamente a que comentários?

  7. Maria diz:

    Desculpem mas não considero que o maior problema da cidade seja político. Quando os residentes são os primeiros a transformar Beja numa cidade fantasma que dizer? Chega o verão e é ver remar o pessoal para monte gordo, no Inverno para Lisboa. Tudo o que é de fora é bom e cá é tudo mau. Abre se um negócio abrem se logo meia dúzia iguais. Um pouco de bairrismo fazia muita falta. Quando se cospe no prato onde se come só pode dar nisto. Se houvesse união muita coisa podia ter início. Quantos espetáculos há de borla sem que ninguém aproveite? Quantas pessoas usam as nossas óptimas piscinas( a precisar de uns balneários melhores) mas tão agradáveis no verão? Há uma desvalorização da cidade pelos próprios logo como pode só a política resolver? É a minha modesta opinião..

  8. Ritapalmanascimento diz:

    Preocupa-me ouvir, em crescente, vozes de indignação, de revolta e de insatisfação. Preocupando-me, num (de)grau acima destas, as outras, que também as há, de resignação, aceitação e submissão às políticas regionais e à estagnação não só do Concelho, mas da própria cidade de Beja. Porém, a minha maior preocupação reside numa outra voz praticamente inaudível, aquela que podendo e sendo seu dever fazer-se ouvir, ou sussurra ou se remete-se ao silêncio perante a sua inexpressividade na Assembleia da República.

    Se assim acontece, caberá aos autarcas conjuntamente com os munícipes – no caso de Beja em concreto – repensar medidas e estratégias, quer políticas quer urbanas, quer cívicas, que visem a promoção do município e de toda a sua envolvência. Uma união de esforços em sinergia, capaz de elevar uma voz até agora insípida.

    Todos nós somos cidadãos de pleno direito. Todos nós temos, ou deveríamos ter uma palavra a dizer. Todos nós podemos contribuir para a melhoria de pontos críticos de uma cidade que é a nossa. Como? Propondo, fazendo, organizando, criando movimentos de cidadãos ou neles participando activamente. Apelando à união de esforços. Não apenas criticando…
    É preciso fazer!

    Se for necessário recorrer a quem tenha alguma influência direta na Assembleia, então que se recorra. Não nos acanhemos e acobardemos à sombra de nomes maiores. É necessário mover influências. Afinal, na política, tudo é um jogo de interesses. E quer Beja, quer o Baixo Alentejo são (d)o Nosso interesse!Trabalhemos juntos para que possa vir a ser interesse de outros. Não só em caçadas, vinho, comida e fins-de-semana, mas numa óptica de crescimento e investimento público e privado.

    Temos quase tudo: temos quase uma AE, temos quase uma ligação ferroviária direta a Lisboa, temos quase um reconhecimento estatal das potencialidades do nosso aeroporto, tivemos quase uma Embraer, tivemos quase uma série de outras empresas a querer sediar-se na nossa cidade… É isso que queremos ser, uma cidade/região de quases?

    Enquanto cidadãos, alteremos a nossa postura e passemos a ser o veículo de ligação entre um “quase” já existente e a concretização num futuro próximo.

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