Fev 08 2017

O Pai Natal no Carnaval

Publicado por as 15:11 em Geral

“António Costa: Investimento público de 180 milhões vai potenciar crescimento do país.”
Vai ser um crescimento em potência. Que virilidade. E você, acredita no Pai Natal? Não? Não se aborreça, o Carnaval está à porta.

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Uma Resposta a “O Pai Natal no Carnaval”

  1. JPR diz:

    Não tenho por hábito comentar estas notícias mas hoje não resisti. E este meu desabafo deveria fazer refletir os tais partidos que suportam este governo, o tal que agora se vangloria de investimentos públicos de 180 milhões de €. Mas de onde vêm eles?
    O investimento público em Portugal resulta, quase em exclusivo, da existência de fundos estruturais, provenientes da UE. Sem estes nada se fazia por cá, pois o nosso Orçamento do Estado não tem capacidade para quase nada neste âmbito. Assim sendo, é a nossa presença na UE e até na moeda única que nos ajuda a melhorar alguma coisa na economia e na vida dos que por cá insistem em viver.
    Logo, ver partidos a pretenderem sair do Euro e da UE deixa-me baralhado… os partidos não deveriam ser sádicos, olhando apenas para o seu ego próprio e para a hipotética capacidade de explorarem mais uma “via” de captação de minorias do eleitorado ….os tais que estão sempre contra tudo. Por favor pensem nisto: O nosso país apenas evoluiu imenso, desde a década de 80, como resultado dos milhões e milhões de fundos estruturais a que passámos a ter acesso…Se estes terminassem, o nosso país “mirraria” a um ritmo quase alucinante e perdíamos o “barco” que tão desesperadamente tentamos acompanhar e abraçava-mos uma nova e malfadada possibilidade de banca rota.
    Recordo-vos que a nossa dívida pública atingiu recentemente um nível histórico, nunca antes visto, ultrapassando já os 240 mil milhões de euros, ou seja, rondando os 140% do PIB. A dívida da Grécia, a pior no seio dos EM, é de cerca de 170% do PIPB e é considerável impagável (ou quase) pelo que para onde caminhamos nós?
    É verdade que uma parte do aumento da nossa dívida pública é direcionado, e bem, para nos “encher os cofres” e criar reservas futuras, mas a outra parte continua a visar o ir pagando os custos da “máquina”, pois estes não param de subir. Curioso é que, há poucos anos, os partidos que agora se calam eram aqueles que faziam um enorme estardalhaço sobre o assunto e fingiam não entender os objetivos, apenas desejavam, como é seu apanágio, a “guerra” política sem olhar a quem. É caso para se dizer: Como os tempos mudaram, em prol do umbigo. Aparentemente estamos a fazer o mesmo que dantes (encher os cofres) mas agora já impera uma total compreensão. Milagres políticos, sem dúvida….

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