Nov 13 2016

Rocha 1 – Marreiros 0

Publicado por as 12:21 em A minha cidade,Autárquicas 2017

marreiros

Apesar das fortes críticas ao Orçamento do Município de Beja para 2017, os vereadores do Partido Socialista na CMB optaram pela abstenção na votação do referido Orçamento.
Como num jogo de futebol, a equipa socialista parece estar a jogar melhor mas não concretiza. Falha a marcação de uma grande penalidade e, nos últimos minutos, deixa-se surpreender pela equipa da casa. Não se estranhem, portanto, os resultados das autárquicas em 2017.

Nota: será que a bancada socialista na Assembleia Municipal também vai falhar uma grande penalidade?

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16 Resposta a “Rocha 1 – Marreiros 0”

  1. Rui Marreiros diz:

    João Espinho, eu nem percebo assim tanto de futebol, por isso não arrisco linguagem futebolística 😄.

    Sobre o tema partilho convosco a visão:

    O voto de abstenção pretende exatamente sinalizar e sublinhar a dúvida de se conseguir cumprir com aquilo que ainda não foi feito em três anos e agora é prometido apenas para um, responsabilizando em toda a linha o executivo em funções por aquilo não cumpriu nem concretizou, mas que agora triplica em promessas.

    Uma postura de voto contra não só não está em linha com a postura construtiva, reconhecidamente sem sucesso face à abordagem totalitária em exercício por João Rocha, mas que se tem tentado adotar, como não poderia, infelizmente para já, impedir e alterar o curso dos acontecimentos, função da maioria CDU.

    Não estivesse a maioria a trair o voto e a confiança dos Bejenses como se verifica todos os dias e as coisas não estariam, seguramente, no estado em que estão.

    O voto contra (obviamente quando se está em minoria), embora mais fácil, demite mais, afasta mais e compromete menos.

    O voto de abstenção, responsabiliza mais para o exercício de 2017 proposto pela força política que tem na mão a obrigação de cumprir as suas promessas.

    Não tem outra opção que não seja o cumprimento dessas promessas. Foi isso que prometeu e é isso que agora terá que cumprir.

    Abraço

  2. JR diz:

    O João Rocha é o personagem ditatorial de eu quero, posso e mando.
    Não respeita nada nem ninguém, dá umas dicas e não responde ao que se lhe pergunta ou questiona, não estuda e nem conhece os problemas reais da cidade e do concelho, e agora a 1 ano das eleições é só projectos e promessas como o fez à cerca de 3 anos atrás.
    Beja Merece !!!

  3. João Espinho diz:

    Caro Rui Marreiros, nem é preciso saber muito de futebol para percebermos que quase tudo está a mudar. Eu, que de política nada percebo, não consigo entender como se arrasa uma proposta de orçamento e depois, na ocasião de traduzir essa oposição em acção, se toma uma atitude passiva. Os bejenses não vão entender. E, em 2017, poderão tomar a mesma opção: a abstenção. E o Rui sabe, mais do que ninguém, quem sai beneficiado com a abstenção. Oxalá a bancada socialista na AM não lhe siga os passos.
    Abraço.

  4. Rui Marreiros diz:

    Bom sinal estar tudo a mudar, importa que seja para melhor, com novas dinâmicas e novas soluções para problemas antigos. Nisso garanto que estamos de acordo e não seremos, felizmente, os únicos.

    Sobre o sentido do voto, penso que ficou clara a posição que defendo. Não parece que a nossa divergência, neste ponto seja grave, até pelo contrário 😄!

    A diferença entre o tipo e o momento do voto resulta também de os Bejenses, se assim o entenderem, terem nas mãos a possibilidade de alterar o curso da nossa história coletiva, travando o caminho para onde estamos a ser conduzidos.

    São abstenções diferentes em momentos diferentes, no orçamento de 2017 como já disse, o voto de abstenção pretende exatamente sinalizar e sublinhar a dúvida de se conseguir cumprir com aquilo que ainda não foi feito em três anos e agora é prometido apenas para um, responsabilizando em toda a linha o executivo em funções por aquilo não cumpriu nem concretizou, mas que agora triplica em promessas.

    Uma postura de voto contra não só não está em linha com a postura construtiva, reconhecidamente sem sucesso face à abordagem totalitária em exercício por João Rocha, mas que se tem tentado adotar, como não poderia, infelizmente para já, impedir e alterar o curso dos acontecimentos, função da maioria CDU. 

    A abstenção dos eleitores em 2017 poderá ter outras leituras, circunstancialmente diferentes que não poderemos antecipar neste momento.

    Um abraço acompanhado pelo debate franco e aberto, tantas vezes difícil de conseguir por “estas bandas”.

  5. MARIA FLORES diz:

    Caro Eng. Marreiros , as eleições ganham-se quando conseguimos transmitir ao maior numero de eleitores as virtualidades das nossas propostas e das posições que tomamos ao longo dos mandatos.
    A v/posição de abstenção poderá ser compreendida por uma minoria que acompanha de muito perto o que se passa na CMB , mas para a grande maioria dos eleitores a vossa abstenção não passará de uma doce complacência com a miserável gestão realizada pelo PCP .
    Meu Caro , por vezes a v/oposição nem se diferencia dessa promiscua relação entre o PSD/Beja e a Rua da Ancha.
    Quando estamos a 9/10 meses das próximas autárquicas o seu Partido mostra-se totalmente incapaz de apresentar , na Capital do Baixo-Alentejo , um candidato que possa ser ganhador ao Partido Comunista.
    Fala-se em Paulo Arsénio , o qual poderá ser muito conhecido entre as poucas dezenas de militantes da Concelhia de Beja , mas que nem é conhecido no Mira Serra , falando-se também na sua pessoa ( Rui Marreiros). Não será altura de alguém se assumir de uma forma clara como candidato á CMB e como um feroz opositor á Gestão Comunista da CMB?

  6. valentim diz:

    “Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em cobardes.”

    Abraham Lincoln

  7. Vargas Herédia diz:

    Então os regimes totalitários, contrários à democracia e ao pluralismo participativo, não devem ser, por esse motivo (e por todos os outros) frontalmente combatidos? Ainda para mais pelo PS, auto-denominado arauto de todas as liberdades. É que acabo de ler (surpreendidíssimo) que o PS declara que se abstém porque o “voto contra” iria colidir com a (sua) postura construtiva “sem sucesso face à abordagem totalitária em exercício por João Rocha”. Camaradas! Se a “postura construtiva” do PS é reconhecida e assumidamente inconsequente face ao totalitarismo, talvez não fosse má ideia tentar outra solução.
    Ainda, no mesmo texto, o PS pretende assinalar e sublinhar a incapacidade de execução do programa de gestão autárquica da responsabilidade do PCP/João Rocha, e antevêem-se até incumprimentos desastrosos em prejuízo do concelho e da população. Ora a melhor solução para combater tamanho cataclismo é, já sabemos, a abstenção.
    Ou seja, o PS assinala, sublinha, constrói e assume-se frontalmente contra o desempenho de João Rocha por assumir feições totalitária, por produzir reiteradamente orçamentos desastrosos e irreversivelmente ruinosos para o concelho (e que pelos vistos promete, em 2017, ser coerente com o desempenho dos anos anteriores), e determina que este merece… uma estrategicamente contextualizada e construtiva (?) abstenção.
    Assumo que não consigo perceber como é que uma abstenção (estratégica, contextualizada, displicente, o que quiserem) pode assinalar mais, ou melhor do que um voto contra, mas não posso deixar de pensar que isto é tudo muito desconcertante por ser tão “convenientemente contraditório”.
    Podemos sempre apelar à teoria da conspiração, para explicar este tratado de demagogia suicida. Resumia a participação da estrutura local do PS a orientações produzidas em local não identificado, não referenciável, mas seguramente situado algures na abóbada celeste do universo supra-local. Uma coisa do género: “Superiormente justificado pelo acordo para a governação do país, determina-se que essa estrutura local adopte uma postura inequivocamente bondosa e obsequiosa para com o PCP. Qualquer sinal de hostilidade para com os nossos amigos será punido com a pena de polir com Duraglit todas as aplicações em liga amarela existentes na sede do Largo do Rato”.
    Ou será que o discurso do PS de permanente contestação à gestão autárquica de João Rocha / PCP faz parte do folclore exigível a quem estando na oposição sente uma envergonhada admiração pelo trabalho realizado e o reconhece como, vamos lá, “menos mau” e dificilmente superável, na conjuntura actual?
    Uma coisa é certa. Depois deste dislate colossal, e para o eleitor comum, a derrota nas autárquicas em Beja está garantida. O capote é opcional. Vai depender do planeta de origem do candidato apresentado.

  8. MARIA FLORES diz:

    @VARGAS – estar com Deus e com o Diabo parece ser a posição do PS/Vereadores. A incapacidade do PS/Beja se assumir como verdadeira oposição ao PCP não augura nada de bom para as próximas autárquicas.

  9. valentim diz:

    Ainda sobre a questão da abstenção dos vereadores do PS na CM de Beja, parece que é uma postura transversal a toda a estrutura do Partido Socialista no distrito. Atente-se ao que se passa em mais municípios em que o PS ocupa o lugar de oposição(é um bom exercício que talvez ajude a perceber esta posição).
    “Uma postura de voto contra não só não está em linha com a postura construtiva, reconhecidamente sem sucesso face à abordagem totalitária em exercício por João Rocha, mas que se tem tentado adotar, como não poderia, infelizmente para já, impedir e alterar o curso dos acontecimentos, função da maioria CDU.” Vamos lá a ver se percebemos- a abstenção está mais “em linha com a postura construtiva”, não fazendo parte do léxico do PS, o voto contra, ou seja a oposição séria, responsável e que seja reflexo de ideias próprias e diferenciadoras da política vigente?
    Não, meus senhores, estão redondamente enganados, e por muito que a estrutura partidária assim o estabeleça, ainda vivemos num país de democracia madura (pela qual V.as Ex.as tanto lutaram no passado), e isso não é pouco, é a substância da matriz ideológica do Socialismo!…Também sei que falar em ideologias, no tempo que vivemos, não é um exercício interessante, nem desafiador, mas esta ausência de debate de ideias, projectos, ou estratégias, não é aceitável em política- trata-se do reflexo sintomático de fraude eleitoral- ou a vontade dos eleitores, expressa nas urnas, não tem importância nenhuma?Quem é que os vereadores do PS representam neste momento?
    “O Partido Socialista é uma organização política de homens e mulheres, empenhada na construção de uma
    sociedade livre, igualitária, solidária, económica e socialmente desenvolvida, ecologicamente sustentável…”artigo 1.º dos estatutos do PS
    Meus senhores, vejam lá se conseguem apresentar ideais, por ínfimas e irrisórias que sejam, para se perceber se estão ou não preocupados com o desenvolvimento que a todos nós diz respeito, ou se por outro lado, o vazio é tão expressivo e recorrente, que tende a confundir-se com indiferença, esgotamento ou resignação dos diversos actores! Isso sim, seria um dó de alma!
    “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.”
    Abraham Lincoln

  10. RSILVA diz:

    TENRINHOS como o Rui Marreiros come o Rocha pelo menos meia dúzia ao pequeno almoço. Cresçam e apareçam.

  11. Vargas Herédia diz:

    @ Maria. Contribuí com duas explicações – possíveis – para esse estado de coisas, para a explicação da “estranha” atitude do PS local. Percebo que poderão existir outras. Por exemplo, a resposta de Valentim remete para, entre outras, o eventual desconhecimento dos princípios estatutários do PS e até para o equívoco e para a possível falta de imaginação programática dos representantes locais do partido. Mas há ainda uma outra explicação, que por ser mais primária poderá estar na raiz de todas as outras. Uma explicação que remonta aos primórdios e que remete para o animal ancestral que habita em cada um de nós. É a admiração e o temor pelo “macho alfa”. Não será difícil de suspeitar que na alma dos juvenis aprendizes da política a quem foi atribuída a responsabilidade de representar o PS, em Beja, conviva em conflito o dever do exercício dessa obrigação e o temor perante um vigoroso, frontal, irrevogável e totalitário “macho alfa”, representado na cena política local pelo Político João Rocha. Não restarão dúvidas que o discurso ambíguo e contraditório da justificação da abstenção deixa transparecer essa dualidade de sentimentos, esse conflito de afetos, se quiser. Podemos até imaginar que se o Vetusto Político Rocha tivesse uma farta juba negra, alguns mamilos haviam de ser vistos intumescidos. Felizmente João Rocha é careca, senão o quadro seria ainda mais triste.
    Entretanto, com o falecimento do PSD e com o conflito de afetos a dominar o PS, em Beja não há oposição, não se vá dar o caso de ainda ninguém ter reparado.
    Assim sendo, um grande bem-haja ao “Praça da República”, que dá voz aos que desconfiam que algo muito estranho se passa em Beja.

  12. atento diz:

    Engraçado como estes comentadores defendem uma governação que em três anos se caracterizou por coisas como a prepotência do chefe, típica de regimes autoritários, pelo abandono de qualquer prática de democracia participativa, pelos ajustes directos a empresas dos amigos e pelas festas e fogos de artifício. Mas também pelo estado lastimoso das ruas e das estradas municipais, pela limpeza deficiente e pela desvalorização ou até o afastamento dos trabalhadores da câmara.,
    E agora qual é o motivo para atacar a oposição, neste caso do PS? A abstenção dos vereadores na votação do Plano de Actividades e do Orçamento. Será isto o mais importante? Ou será antes a apresentação de listas aos órgãos autárquicos, em particular à Câmara, formadas por gente capaz de trabalhar em democracia, com e para os cidadãos, com propostas credíveis para o desenvolvimento do nosso concelho, que inclui a cidade mas também as aldeias?
    Por isso, não tirem ainda as conclusões, que elas podem ser apressadas, porque felizmente a eleição do João Rocha não é um dado adquirido, basta falar com as pessoas, incluindo até próximas do PCP. Muita água ainda vai correr debaixo das pontes e as eleições são só em Setembro do ano que vem.

  13. RSILVA diz:

    @ atento—-estou em total acordo relativamente á gestão da Camara pelo Eng. Rocha e afins.
    Discordo totalmente consigo quando divaga acerca da possibilidade do PS se constituir uma alternativa credível e ganhadora . Se de facto se confirmar que seja PA o candidato , trata-se claramente de uma aposta perdedora e sem qualquer hipótese de ganhar a Camara da capital do Baixo-Alentejo.

  14. Vargas Herédia diz:

    @ atento. Sem procuração para falar pelos restantes comentadores devo dizer-lhe que não fez juz ao seu nome quando interpretou o que escrevi. Isto partindo do princípio que me arrolou ao lote dos comentadores que “defendem uma governação que em três anos (…) afastamento dos trabalhadores da câmara”.
    Mas isso não é importante. Regra geral, interpretamos em função daquilo que nos é sugerido e que não é forçosamente aquilo que foi dito ou escrito. Sugiro então que faça a leitura da parte final do seu comentário, trocando a ordem dos factores. Já lhe ocorreu que a opinião dos eleitores possa ser construída, também, com as coisas “que não serão as mais importantes” – na sua opinião – tais como “a abstenção dos vereadores na votação do Plano de Actividades e do Orçamento”, e também com o discurso tão demagógico e contraditório que chega a ser patético, com que se pretende agora sustentar a razão dessa abstenção? Já lhe ocorreu que esta conduta pode estar a minar os resultados eleitorais do PS, independentemente das “listas aos órgãos autárquicos, em particular à Câmara, formadas por gente capaz de trabalhar em democracia, com e para os cidadãos, com propostas credíveis para o desenvolvimento do nosso concelho, que inclui a cidade mas também as aldeias”, como referiu?
    E devo confessar que ao ler essa frase (presumindo que seja Vexa. simpatizante do PS) fiquei convencido que contém a sugestão velada de que essa lista, para ser viável, terá que passar pela renovação, pela substituição dos abstencionistas. Será que o sugeriu ou será que sou eu, que sou sugestionável, que assim o entendi?

  15. RSILVA diz:

    o PS de Beja com estes cromos todos já perdeu , nem ao Rato Mickey conseguem ganhar.

  16. valentim diz:

    O problema aqui é de outra natureza!Pelo menos assim parece! Não se trata de vaticinar presumíveis vencedores em 2017, porque para isso é necessário conhecer os actores e o argumento, mas apenas de tentar compreender a postura do PS enquanto oposição em exercício!…
    Talvez o problema maior (e é sempre possível fazer essa leitura, em razão do posicionamento apagado, e/ou resignado que aqueles manifestam), esteja não, nos protagonistas, mas sim na ausência de estratégias políticas e programáticas!
    Um partido que já foi executivo camarário, com responsabilidades, e que legitimamente aspira a conquistar eleitorado, não pode adoptar um comportamento tão silencioso, uma inacção que lhe retira argumentos presentes e futuros, bem como alguma legitimidade para assegurar os destinos da autarquia! E isto não é assim tão inverosímil, ou de difícil entendimento- enfim, é ao mesmo tempo incompreensível!

    Ou como diria Freud: “É escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar para beber.”

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