Out 08 2016

Meio milhão de euros

Publicado por as 12:38 em A minha cidade

rural

Algumas opiniões que li por aí:

1 -RuralBeja soma já 507.267 €
(quinhentos e sete mil, duzentos e sessenta e sete mil euros)
Os números são o que são, uns dão-lhe importância, outros não!
Uns acham muito, outros acham pouco, outros não acham nada, mas os números continuam a ser o que são e estes, da RuralBeja, são altíssimos e não param de crescer!
O que também não para de crescer são as perguntas que os munícipes querem dirigir ao executivo CDU e que levarei à próxima reunião de câmara.

2 – Cavalos? Beja tem zero de tradição, porquê? Quiseram fazer uma Ovibeja para os pobres e terminaram numa feira de luxo: caro para a autarquia, pouco público, produtos de luxo (Stranglers e cavalos…) e gestão péssima. Como é possível estas festas com tantas necessidades primárias no concelho?

3 – Há um conceito que se chama custo – benefício. Há um outro conceito que tem a ver com a gestão criteriosa dos dinheiros públicos, públicos, sublinho. Claro que um tão elevado montante terá que ser analisado, no fim da festa, à luz destes critérios e de um outro, que tem ver com políticas populistas e eleiçoeiras.

4 – Gostava de ver as receitas das empresas da cidade nos dias da festa. Se as mesmas rondassem o dobro do montante investido aí sim, o município estaria de parabéns.

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11 Resposta a “Meio milhão de euros”

  1. Paulo Costa diz:

    Não faço ideia se 500 mil euros é o valor total do custo da feira. Mas digamos que sim. Se este é um evento candidatado ao Portugal 2020 vai ter, como é normal, 85% de financiamento. Ou seja, os custos para o municipio serão na ordem dos 75 mil euros. É muito,ou é pouco? Cada um pense o que quer. Sobre se o dinheiro podia ser investido noutra coisa, no caso das candidaturas a fundos comunitários as verbas são direcionadas para cada tipo de iniciativa, ou te candidatas ou não. Sobre as empresas de Beja não será preciso um grande esforço para ver as muitas que estão envolvidas na prestação de serviços. De igual forma é importante o numero de colectividades que participam na feira como expositores, incluindo explorando tasquinhas para angariação de receitas.

  2. João Espinho diz:

    @costa – afinal aqui escreve-se em liberdade. 🙂

  3. Vitor paixão diz:

    A bem da transparência, da isenção e do principio da administração aberta também eu gostaria de ver todas as questões devidamente respondidas mas para tal permitam-me acrescente aqui mais 3 ou 4 que têm também a sua pertinência alertando desde já que não se trata aqui de fazer a defesa de quem quer que seja mas tão só tentar contribuir para o esclarecimento relativamente ao investimento feito. 1º- Existe no Concelho de Beja, ou até mesmo no Distrito, alguma empresa com capacidade, quer tecnica, quer financeira para levar por diante tão grande empreendimento, salvaguardando desde logo, no imediato ou a curto prazo o pagamento de fornecedores, serviços, bens e pessoas? 2º- Tanto quanto me foi dito a Feira tem fundos europeus pelo que pergunto se assim é e em caso afirmativo qual a percentagem e quando se obterá essa verba, na medida em como sabemos tais tranches por vezes demoram uma eternidade a chegar a quem de direito e consequentemente poderá deixar a “arder” tais fornecedores, bens, serviços e pessoas? 3º- Houve ou não “adjudicação indirecta”, ou seja, sub-empreitadas entregue a empresas de Beja para a montagem da feira, na medida em que tanto quanto me apercebi ainda antes dela começar vi alguns empresários da cidade a fazerem montagens, instalações e preparações na feira? 4º- Na sequência da observação feita pela Aura Dâmaso, o pagamento das bandas já está ou não incluido nesta quantia? Finalmente, coloco as questões tão só e apenas em nome da coerência porque na politica deverá ser uma máxima sempre presente e entristece-me quando o meu próprio partido, no qual milito, não o faz como foi por exemplo no caso da deslocalização do Parque de Campismo, estudada e prevista no Plano Director Municipal, APROVADO POR UNANIMIDADE em Fevereiro de 2014 (em reunião camarária) e APROVADO POR UNANIMIDADE em Abril do mesmo ano (em Assembleia Municipal). Finalmente, já devem saber que a Associação da qual sou presidente organiza vários eventos, um dos quais o tão falado (bem ou mal) SMSF – Santa Maria Summer Fest que também contribui sobremaneira para o desenvolvimento sócio-económico da minha cidade, nomeadamente na área da hotelaria e da restauração, pagando também alguns serviços a empresas da terra, para além de uma vertente solidária (Cercibeja, Cantinho dos Animais, Cruz Vermelha, Habilitar) pelo que gostaria que os empresários cá do burgo, nomeadamente os mais visiveis do ponto de vista da dimensão contribuissem simbolicamente para levar por diante o referido festival e dessa forma para o desenvolvimento da cidade (em troca de parceria publicitária, dando-lhes visibilidade e não limitando-nos a pedir), mas em vez disso, falam, falam e pouco ou nada dizem… Ah, e já agora, para que não haja mal entendidos, mais de metade do orçamento do festival é suportado pela Associação. Aguardo pois respostas a estas questões.

  4. Beja à mercê diz:

    A deslocalização do parque de campismo estudada e prevista no PDM? Já agora para onde era a deslocalização? Para a mata é que certamente não seria, caso isso fosse verdade, o que duvido e muito.

  5. Vitor paixão diz:

    “A deslocalização do parque de campismo estudada e prevista no PDM?”

    Sim, procure que encontrará, tem é de ir aos anexos pois o texto legislativo tem disposições genéricas, de cariz abrangente; já agora dou uma ajudinha, faça uma pesquisa por “relocalização”, tem é de encontrar o mapa correcto, não tem piada fazer tudo, tem de se dar ao trabalho.

  6. valentim diz:

    Se estava prevista em sede da revisão do PDM, onde é que estavam as vozes críticas na altura? Porque o mesmo foi aprovado por unanimidade!…Ou estavam distraídos, ou em coma induzido!Sim, porque a discussão pública dos Planos serve para alguma coisa! Bem como as comissões de acompanhamento (que não são propriamente pequenas)!…

    “A política foi primeiro a arte de impedir as pessoas de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte de forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem.”
    Paul Valéry

  7. Beja à mercê diz:

    Da consulta que fiz o que vi não foi nenhuma proposta de relocalizacao do Parque de Campismo na mata, mas apenas a título indicativo, a delimitação de um espaço, a seguir ao Continente, onde será possível instalar um parque de campismo. Segundo me disseram o terreno é da força aérea e estará à venda.

  8. XXL diz:

    Esse PDM tem quantos anos de existência e foi aprovado em que circunstâncias para no espaço do actual parque de campismo, ser feito o quê ?
    O velho ditado do que era verdade há mais de 10 anos, talvez agora não se justifique ou não ?

  9. Aurélio Vilarinho diz:

    O novo PDM “permite que” mas não “obriga a que”…
    Ou seja não recoloca o Parque de Campismo onde se diz, apenas permite que naquele espaço (leia-se “mata”) possam surgir infraestruturas de natureza recreativa e lúdica, opção até 2014 vedada.
    Portanto o PCP e seus aliados legalmente entendem que o equipamento deve ser ali mesmo e o PS quando confrontado com a proposta terá, face às posições públicas conhecidas, entendido que não é o local adequado. Confronto normal e saudável em democracia e não me parece que haja incoerência de ninguém face à aprovação do último PDM.

  10. Valentim diz:

    O sr. Aurélio Vilarinho pode-nos elucidar onde é que encontrou essa informação? Foi nas Plantas de ordenamento, de condicionantes, no regulamento do PDM (elementos fundamentais e publicados em DR)? é que nas peças escritas e desenhadas que compõem o PDM de Beja, e que estão disponíveis no Portal da CMB ( espaço de acesso público), não é possível deduzir o que afirma!…A bem da verdade e do rigor, e para evitar especulações que não interessam a quem quer estar verdadeiramente informado, essa informação deveria ser disponibilizada.
    já agora estariam todos ao mesmo nível para efeitos de debate e de diálogo objectivo.

  11. Beja à mercê diz:

    Salvo erro o atual PDM não permite a localização do novo PC na mata, pelo que se o executivo o quiser transferir para essa zona terá que alterar o PDM. Certo? Infraestruturas de natureza recreativa e lúdica não são um parque de campismo mas sim parque infantil, palcos ou outro equipamento de apoio aos utentes ou de dinamização lúdica ou recreativa.
    A mudar o PC só poderá ir para o terreno da FA entre o continente e a bomba da BP

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