Set 23 2016

À atenção do Sr. Rocha

Publicado por as 0:05 em A minha cidade

andre-barragon
Foto de André Barragon

Crianças e jovens de Beja brincam no topo de um silo abandonado com 40 metros de altura

A estrutura é propriedade municipal e está abandonada desde 1975. Presidente da câmara alega que o portão de acesso “está fechado a cadeado”, mas os jovens saltam o muro.
Leia aqui o artigo de Carlos Dias

Veja também o vídeo publicado por Álvaro Barriga em 2012

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7 Resposta a “À atenção do Sr. Rocha”

  1. Luis diz:

    Aqui está um assunto para o qual seria importante obter contributos com vista à sua resolução.
    Partindo do principio que o objectivo desta publicação não é atacar o sr. Rocha, aqui vão os meus contributos:
    1 – Demolir imediatamente os silos.
    2 – Simultaneamente, demolir todas as estruturas da cidade, que sejam passiveis de ter acesso público, que tenham uma altura superior a 5 metros. Incluindo naturalmente o castelo.
    Não sendo viável:
    1 – Levantar em volta destas estruturas muros em betão armado com 5 metros de altura (podemos pedir os projectos dos muros a Berlim, Calais ou a Israel) por forma a evitar o acesso não autorizado.
    2 – Contratar uma empresa de segurança que assegure junto de cada estrutura superior a 5 metros a permanência de guarda 24/24H 7/7 dias.
    Se nenhuma destas medidas servir:
    Aplicar as medidas implementadas pelo Vereador Velez, durante o mandato do sr. Pulido Valente, cujo os resultados são sobejamente conhecidos.

  2. João Espinho diz:

    @luis, diríamos que tenho uma paixão pelo sr. Rocha. Principalmenet quando ele se refere a coisas que desconhece.

  3. bejense diz:

    @Luís, não brinque com coisas sérias, respeite a memória dos que que morreram.
    Para falta de sensibilidade já basta o sr. Rocha. Além de arrogante e mal educado é insensível. Leu bem as respostas dele?
    As crianças e jovens brincam no alto dos silos? Chama-se a polícia. Uma hora depois a polícia vai-se embora e eles voltam para lá.
    As pessoas suicidam-se nos silos? Quem quer fazer isso faz em qualquer lugar. Mas qualquer dia outra pessoa se atira lá de cima.
    Para ele basta o cadeado no portão que como se vê no artigo não serve para nada.
    E entaipar os silos ou colocar grades para ninguém subir mais aos silos? Isso não, porque a outra característica do sr Rocha é a teimosia, principalmente se a proposta é de um vereador da oposição.

  4. atento diz:

    Eu li isto no artigo e fiquei parvo: O presidente da Câmara realça as potencialidades que as instalações da unidade de moagem e o silo oferecem para neles instalar um empreendimento turístico.
    Querem ver que o Rocha quer fazer um restaurante panorâmico no topo dos silos? Minha alma tá parva com este homem.

  5. João Espinho diz:

    @atento- acho que o melhor ainda está para vir. 🙂

  6. psi diz:

    Senhor Luís, quer saber porque é que se devia impedir o acesso aos silos e não apenas ao espaço onde eles se situam?
    Comece por ler uma entrevista com a Dra Ana Matos Pires, do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Beja, publicada no Diário do Alentejo do dia 9 de Setembro, ou seja, há 15 dias. Vai perceber melhor o fenómeno do suicídio, que é tão grave na nossa região.
    Sobre o problema dos silos, cito o chamado “efeito Werther”. No século XVIII o alemão Goethe escreveu um livro chamado “O sofrimento do jovem Werther”, onde narrava a história de um amor não correspondido, por uma mulher casada, que levou o apaixonado jovem a dar um tiro na cabeça. Sabe o que aconteceu a seguir? Muitos jovens que leram o livro ou conheceram a história cometeram suicídio da mesma forma. Foi tal a onda de suicídios que o livro foi considerado uma obra maldita pela Igreja.
    Depois há a forma como o tema é abordado na comunicação social, muitas vezes de uma forma sensacionalista. Em muitos casos, a divulgação dos pormenores pode levar ao chamado “suicídio de imitação”, em que potenciais suicidas são impelidos a cometer esse ato. As notícias podem, assim, ter um caráter multiplicador, ao gerarem fenómenos de mimetismo, aumentando o número de suicídios.
    Um presidente de câmara pode não estar informado sobre todas estas questões, mas devia procurar quem o informasse, para que tomasse a medida correta, que era impedir o acesso ao interior dos silos e assim evitar que qualquer dia outro jovem faça o mesmo que dois já fizeram.
    E não vale a pena dizer que há outras formas de suicídio além dos silos. Quer um exemplo? Em São Francisco há muitos arranha-céus, mas sabe de onde as pessoas se atiram? Da Golden Gate, a famosa ponte. É de tal modo grave este mimetismo suicidário, que está prevista a colocação de uma rede de aço para impedir suicídios, que irá custar 76 milhões de dólares.
    Senhor Luís, já percebeu agora porque há assuntos sobre os quais não se deve brincar? Este é um deles.

  7. Zagulino diz:

    “Um presidente de câmara pode não estar informado sobre todas estas questões, mas devia procurar quem o informasse, para que tomasse a medida correta, que era impedir o acesso ao interior dos silos e assim evitar que qualquer dia outro jovem faça o mesmo que dois já fizeram.”. Exatamente psi. Tocou na chave da questão de uma forma muito objetiva e assertiva.
    E precisamente pelo facto da cidade ter tomado conhecimento, devido aos recentes acontecimentos, que este local tem sido utilizado quer para atos de suicídio, quer para brincadeiras de extremo perigo por parte de jovens, o que refere na frase que realcei era o que deveria estar a acontecer.
    Mas aparentemente não é. E isso é que nos deve fazer pensar.

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