Ago 08 2016

Um drama que se repete

Publicado por as 15:40 em Geral

PAULO CUNHA LUSA
foto: Paulo Cunha/Lusa

Mais de 145 incêndios activos em todo o país.

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7 Resposta a “Um drama que se repete”

  1. Mike Fox diz:

    Há muito para fazer no ordenamento do território.A maioria das florestas são particulares e pouco ou nada é feito na prevenção dos fogos.Depois o fogo tambem é um grande negócio,para os madeireiros para quem a madeira queimada custa quase nada e tem a mesma utilidade para a transformação em celulose, e as empresas que fazem seu o negócio de apagar os fogos.
    Enquanto isso os meios de combate a incendio da Força Aérea ficaram obsoletos,por falta de uso,desde que o combate aos incendios passou a ser adjudicado a empresas privadas,um negócio de milhões de euros anualmente.Até há uns anos atrás era uma tarefa da FAP.

  2. Américo diz:

    @Mike Fox
    Você está a leste da realidade, mas muito a leste.
    A única coisa que acertou( mas parcialmente apenas) é que muita floresta é de particulares, o mal é que não se sabe bem quem são os donos, e nem os donos sabem o que têm. Um problema de cadastro e das conservatórias prediais.
    Pouco ou nada é feito em termos de prevenção precisamente devido a este problema, ninguém sabe o que é e de quem é.
    Há já uns anos que a transacção de madeira queimada é muito controlada. Apenas o estado pode negociar livremente com ela. É o que diz a lei, se é ou não respeitada é outro assunto.
    Sabe que a Semapa têm corporações próprias de bombeiros? Será para atear fogos ou para os evitar\controlar?
    A FAP nunca “atacou” incêndios directamente, apenas apoiava( e continua a apoiar) com alguma logística( dentro do possível). Nem a FAP têm meios para o ataque a incêndios florestais.
    O concurso lançado a empresas privadas é o modelo correcto( usado com sucesso na Austrália, Canadá, Espanha, EUA etc), o mal é que o caderno de encargos está mal elaborado e viciado desde o inicio. Chega-se ao cúmulo de a empresa que ganha o concurso não respeitar metade das obrigações e mesmo assim acabar a época impunemente( sem penalizações) e mesmo assim concorrer no(s) próximo(s) concursos.
    Sabe onde está o maior cancro? ANPC. Chega-se ao cúmulo de ter de pedir autorização a LX onde está um tipo sentado numa secretária no AC para o meio aéreo descolar. Entretanto passam 30 min e o fogo esta descontrolado.
    Quer agora uma surpresa? procure lá quem lançou o concurso aos disparates dos Kamov’s. É alguém que agora deve de ir passar uns tempos “solarengos”.

  3. Mike Fox diz:

    @ Américo
    http://novoadamastor.blogspot.pt/2011/08/mdn-mai-incendios-e-asneiras-escusadas.html

  4. Américo diz:

    @Mike Fox
    Por alguns acasos da vida, até sei mais alguma coisinhas de combate aéreo a incêndios que o senso comum.
    A FA nunca foi e dificilmente será solução ao combate aos incêndios florestais( ao contrário do exército).
    Quer umas explicações rápidas? O “velhinho” C-130 não têm a tal chamada prontidão. Mesmo um procedimento de arranque de emergência não leva menos de 20\30min. Uma PT6A( usada em vários monomotores e heli’s) em 4 min está no taxi pronta a take off. Depois aquela velhinha “cábula” do MTOW, sem ser em aeródromos\bases militares, não temos nenhuma pista de capaz de o fazer operar de maneira eficaz. ( ok, Braga dá). Depois aquela coisa das escalas e pessoal com certificação, e já para não falar na articulação sempre difícil entre militar\civil.
    Sabe que durante muitos anos Portugal foi visto como um exemplo no combate a incêndios florestais?
    Mas depois começaram a vir os Gil’s Martin’s todos e foi o que se viu.

    O segredo no ataque a incêndios florestais está há muito tempo estudado e demonstrado. A 1ª base é a prevenção no “defeso”, a 2ª base é a observação\vigilância e a 3ª base a prontidão de resposta.
    O que acha mais eficaz? 1 C-130 a descolar passado 40 min e ainda levar 1h de voo, ou 10 meios ligeiros a descolar passado 5 min do alerta a 10 min do local de deflagração? Pergunte a quem quiser( e quem saiba do assunto, claro), os incêndios ou se apanham na primeira hora de ocorrência, ou então, “arde o que têm de arder”.

    *Bónus – O responsável pela pouca vergonha dos Khamov’s foi o Rocha Andrade.

  5. João Espinho diz:

    Esse não é do FlyGalp?

  6. Américo diz:

    Sim, esse mesmo artista.

  7. João Espinho diz:

    Verdadeiro artista

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