Ago 14 2016

Participação da Força Aérea no combate a incêndios

Publicado por as 16:35 em Geral

fap

Comunicado de imprensa da FAP:
“Face às várias notícias, declarações e comentários, recentemente tornados públicos, relativos à participação da Força Aérea Portuguesa no combate aos incêndios que têm vindo a assolar o país, cumpre esclarecer o seguinte:
Atualmente, a Força Aérea não possui meios aéreos que permitam a realização de missões de combate a incêndios. Não é igualmente praticável proceder a adaptações que possibilitem a qualquer das frotas em operação, a execução desse tipo de missões.
A partir de 1982, a Força Aérea operou um sistema modular aplicável à frota C-130H Hércules, denominado MAFFS (Modular Airborne Fire-Fighting System), equipamento que permitia adaptar aquelas aeronaves à realização de missões de combate direto (largada de água) e indireto (largada de calda retardante) a incêndios. Porém, fruto da reorganização de meios de combate a incêndios, sob a tutela da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), esse sistema foi descontinuado há cerca de 20 anos e, atualmente, é inexistente.
A capacidade para realização de missões de combate direto a incêndios, que implica, naturalmente, a qualificação de tripulações e de pessoal de manutenção, para além da definição do respetivo conceito de operações, poderá, no entanto, vir a materializar-se faseadamente, num futuro próximo, no âmbito dos vários projetos de reequipamento em curso, designadamente, ao nível da substituição do C-130H Hércules e da renovação da frota de helicópteros ligeiros. (…)”

Leia aqui o comunicado na íntegra (pdf abre em nova janela)

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35 Resposta a “Participação da Força Aérea no combate a incêndios”

  1. Luis Lopes diz:

    Obrigado à FAP,espero que isto tenha encerrado polémicas sem fundamento.

  2. António Gomes diz:

    Concordo plenamente o momento presente não e o mesmo, ha k preparar o futuro

  3. Snoopy diz:

    Muito bem a Força Aérea a esclarecer e pôr ponto final a comentários que circulavam nas redes sociais colocados na maior parte por pessoas que gostam de mandar palpites e postas de pescada sem saberem do que falam.
    A Força Aérea presta um serviço de inestimável valor ao país, na vigilância, resgate, salvamento, etc. mas não está em condições de auxiliar com meios aéreos no combate aos incêndios.
    E quem, depois deste comunicado oportuno, quiser continuar a não perceber é porque… é burro (lamento este final).

  4. Sergio Carriço diz:

    Grato pelo esclarecimento.

    Assinei uma petição (2425) em que concordo que a FAP venha a chamar si essa responsabilidade, para isso deverá haver responsabilidade, garra e determinação das chefias para serem o orgulho de todos nós.

  5. Maximiano Miguel diz:

    Há muitos anos o rio Tejo subiu muito, eu treinava vôo de carga suspensa em Al III (o semi-eixo de uma Berliet); no vôo avistei uma manada de vacas numa recém formada ilhota, a água a subir já tinha atingido algumas. Aterrei e fui dar conhecimento ao comandante de esquadra que me respondeu: a Força Aérea está aqui e se formos chamados iremos de imediato e prontos até para dar a vida a salvar as vacas, mas como organização militar do Estado, esperamos as ordens que têm de vir do poder político ao qual estamos subordinados.
    Neste caso é semelhante, a FAP está dependente do poder político, o que este determinar é o que será feito.
    Se eu gostava que fosse a FAP a ter os meios?! Lá isso gostava.

  6. Américo diz:

    FA a combater incêndios florestais é mesmo andar a brincar com o fogo, salve expressão melhor.
    Como foi dito e bem pelo @Snoopy as valências da FA são outras totalmente diferentes, e é escusado estar a explicar isto a quem não quer ver isto.
    Querem fazer uma pergunta pertinente? perguntem o porque do comando operacional num ataque a incêndio foi desviado dos comandantes( dos bombeiros) e entregue á protecção civil? Ou seja, quando existe um incêndio quem fica responsável pelas operações é a protecção civil( do distrito) e não o comandante dos bombeiros, que conhece a corporação que dirige, os meios que dispõe e o terreno onde se regista a ocorrência.
    Quanto ao resto, 90% é folclore, postas de pescada de quem não têm a mínima noção das coisas.

  7. ATENTO diz:

    Compreendo, acho muito oportuno e esclarecedor este comunicado da Força Aérea.
    O que não compreendo (ou compreendo?) é que o poder político não tenha em tempo oportuno (muitos anos atrás) dotado a Força aérea dos meios e da formação adequados a combate a incêndios, ciente como sempre tem estado de que vivemos num país com Verões muito quentes e secos que aliados a uma má gestão florestal e ignorância cadastral, redundante e anualmente nos faz viver e sentir o drama dos incêndios.
    Tempos houve (princípios dos anos 80 do Séc. passado) que os Serviços de Emprego em estreita colaboração com o Ministério da Agricultura e outros, Câmaras Municipais e proprietários das terras, levaram a efeito um projecto (Plano de Combate ao Desemprego) que, para além de ocupar os trabalhadores sazonalmente desocupados, procedia a desmatações florestais, caiações, despedregas, etc. (actividades necessárias e sem retorno lucrativo directo e imediato) com grande sucesso. O PCD desenvolveu-se em todo o Alentejo, praticamente todos os concelhos foram beneficiados, mas aqui no nosso Baixo Alentejo, testemunham-no especialmente os concelhos de Almodôvar e Odemira, que foram os mais activos e expeditos. Os proprietários apresentavam os seus projectos e orçamento, dispunham as terras. O Ministério da Agricultura, em tempo record avaliava os projectos apresentados, emitia parecer sobre a sua justificada necessidade e custos apresentados e ACOMPANHAVA a sua implementação. As Câmaras Municipais eram árbitros e elas próprias podiam apresentar e apresentaram, especialmente para abertura e reparação de Caminhos Vicinais, entre outros. Os Serviços de Emprego recrutavam o pessoal e financiavam os salários em percentagem elevada e até a intervenção de maquinaria, quando tal se justificava. Muito se beneficiou.
    Ainda hoje pergunto, por que não foi estendido este PCD a todo o País? O Ribatejo ainda tentou, mas creio que não foi por diante.
    Devo dizer que a autoria foi Alentejana e, por ter participado nela, muito me orgulho.
    Mas tudo acabou, outros FORÇAS se impuseram, foram desvirtuando o projecto inicial e tudo acabou nos conhecidodos POC’s a léguas de distância da ideia mãe.
    Tinha que dizer isto!

  8. Francisco Ferreira diz:

    Na ” Guerra dos Fogos ” compete à Força Aérea Portuguesa, mostrar aos Incendiários quem manda neste País.Com a colaboração das restantes Forças Armadas, Policiais e Corporações de Bombeiros.

  9. Antonio Gomes diz:

    E como diz o comunicado, a FAP poderá vir a materializar-se no sentido positivo de equipar-se de novas aeronaves e formação de pessoal e manutenčão de forma faseada, para no futuro poder desempenhar a função de extinção de fogos.
    Aqui leêm-se alguns comentarios tentando manipular e manipular o comunicado da FAP que é bem claro. entenda-se que será de quem lucra com o negócio vergonhoso dos fogos. 35.000,00 euros é muito por hora é muito dinheiro ,pagos com os nossos impostos.

  10. Octavio Machado diz:

    Espero sinceramente que a FAP possa ter os meios adequados para o combate aos incêndios. O ministro da defesa já deu a entender que sim. Quanto à protecção civil… parece a REN existe mas não se sabe para que serve.

  11. Pedro Ribeiro diz:

    Para mim não é de certeza um ponto final como dizem aqui algumas pessoaa, mas sim o politicamente correto.
    Os PUMA, nao podiam ajudar, nem que nesta altura ficassem em varios pontos do país ne que fosse por prevenção?
    Ah e tal mas a operação deles é cara. Deve ser mais barata que os privados e ah e tal pk são velhos, ainda há muita gente a usar.. pronto…posto isto até posso aceitar a explicação da FAP e esperar brevemente pela sua reestruturação a nivel de combate a incêndios

  12. Emilia C Conceição diz:

    Congratulo-me com este Comunicado de Imprensa. Também eu assinei uma Petição para que a FAP pudesse vir a ser chamada ao combate aos incêndios. Com o equipamento e a preparação necessária, como se impõe depois de tantos anos em que tal não é feito. O Comunicado da FAP é bem claro e espero que acabem as especulações e também as manipulações mais directas ou mais subliminares.
    Espero e desejo que se concretizem as condições necessárias para a efetiva contribuição de uma forma mais directa. E isto porque a FAP tem dado a colaboração possível nas situações a que tem sido chamada e para as quais se encontra equipada. Vontade não tem faltado.
    Parabéns Força Aérea Portuguesa e que jamais o vosso lema deixe de se cumprir. E tem cumprido!
    Ex Mero Motu

  13. danny diz:

    como vários amigos se assim se podem chamar,dizem a força aérea portuguesa não tem condições para actuar hora muito bem então que fazem os pilotos formados pela forca aérea portuguesa a pilotar para companhias privadas se na realidade não tem formação isso explica o porque das quedas de alguns heli no combate aos incêndios não sare?
    ou o burro seu eu.

  14. João Espinho diz:

    @danny – importa-se de repetir?

  15. João diz:

    caro danny, o seu comentário só revela desconhecimento e ingratidão para com quem jurou defender a pátria.

  16. Paulo Marinho diz:

    Uma coisa é certa, alguns dos pilotos dos helis civis de combate a incendios sao pilotados por pilotos da FA. Neste aspeto experiencia nao lhes falta!!
    Se o estado gasta €€€ a comprar meios aereos para com ate a incendios, que os entregue à FA!
    Vejamos: o q o estado paga aos privados tem que chegar para eles comprarem os meios, opera-los, mante-los, pagar aos pilotos e restante staff e ainda…. proporcionar-lhes lucro!
    Alem disso o estado paga duas vezes plos pilotos militares q andam a pilotar estes helis civis!!
    Portanto, é sempre uma boa poupança! Alem de q os nossos pilotos de helis da FA sao do melhor q há!! Conheço alguns!!
    Alem disso a organizaçao militar costuma ser muito boa!
    Alem de q há muita utilidade a dar aos muitos militares que temos e que sao pagos por todos nós!!
    O combate a incendios tambem é uma forma de combate, e muito util!!
    Quanto à submissao ao poder politico…. Isso ja dava outro tema de conversa!
    Tal como um general das forças armadas disse há pouco tempo (surgiu no facebook),no governo de Passos, “as forças armadas estão ao serviço do povo português! Nao ao serviço dos seus (temporarios) governantes!”
    Portanto, contamos de bom grado com essa eficiencia e disponibilidade da FA! E a poupança financeira tambem!
    (Se essa submissao fosse assim tao rigida, ainda hoje estariamos a viver na ditadura do outro senhor….!?!)

  17. Daniel Teixeira diz:

    Isso mesmo Paulo.

  18. Francisco Esgalhado diz:

    Assinei uma petição no sentido deste trabalho, e mais do que trabalho, uma missão de defesa do País regresse à FAP… Acredito na eficiência e no bom desempenho se se conseguir que este tipo de missão regresse à FAP. Bom trabalho

  19. nuno diz:

    Em tempos força aerea operouno combate a incendios. Mas pode vir novamente a faze-lo, é o que se pretende com a petição. Financeiramente é mais proveitoso para nós contribuintes, temos pilotos, temos aparelhos que se podem adaptar, vamos comprar novos, podemos investir em canadairs ou semelhantes como os russos. Quem não concorda tem interesses por trás…

  20. Manuel Lema Santos diz:

    Não me preocupa tanto que em Portugal se esqueça um passado recente. Assim tem sido em muitas áreas.
    Será muito mais preocupante, sim, que a continuidade de erros cometidos no combate ao flagelo dos incêndios não implique reflexão, estudo e alteração das condições de prevenção e combate aos fogos florestais.
    No próximo ano fará 50 anos – meio século – que o incêndio da Serra de Sintra vitimou então 7 militares no Alto do Monge. Não me recordo de qualquer alusão significativa a essa tragédia humana, além do memorial que no local figura. Para quem conhece a Peninha, só agora a serra parece recuperada do aspecto desértico que mostrou anos a fio.
    Certamente que os portugueses e eu também agradecemos o esclarecimento da FAP, acreditando que a dispersão de meios por várias instituições é sempre um mau caminho na gestão de recursos.
    Porque não pensar em centralizar na FAP, num futuro a estudar, planificar e implementar, o combate aéreo aos incêndios?

  21. Povo diz:

    Agora pergunto como cidadão Português, o porquê de a 20anos com material para combate a incêndios florestais, não estão operacionais para ajudar os bombeiros e população?
    As postas de pescada que são lançadas nas redes de comunicações social é o porquê de a nossa FAP e seus bravos pilotos que estão preparados para todos os teatros de operações, não combatem os incêndios e o porquê! !!
    Porque o povo já está farto de sofrer e de ver sofrer quem mais precisa!!!
    A final o povo pode contar com quem?

  22. Carlos jesus diz:

    A Forca Aérea como força armada tem as aeronaves corretas e possíveis para a defesa do território nacional.
    O combate à incêndios é uma tarefa completamente diferente e os meios para esse fim também são diferentes. Poderá se adequar, mas será isso uma boa solução? Como ex oficial da FAP e piloto civil com 17.000 de vôo, acredito que as aeronaves de grande porte poderão realmente vir a ser operadas pela FAP. Mas os aviões e helicópteros de primeira intervenção não, devido ao grande contingente envolvido, que faria a FAP dobrar ou triplicar de tamanho em meios operacionais. Não esqueçamos que um piloto para operar nessa fáina de apagar incêndios precisa de muita experiência de vôo, coisa que iria demandar vários anos de aprendizado. Um piloto com poucas centenas de horas de vôo estaria sendo condenado a morte se colocado numa cena real de fogo florestal. E ainda teríamos a preparação do staff de manutenção. Seria criar outra FORÇA AÉREA. Juízo é coisa que se ganha com a experiência e me parece muita falta de juízo querer fazer essa operação que demandaria custos astronômicos.

  23. Manuel diz:

    É tudo muito bonito ,mas se a Força Aérea não tem meios desde á 20 anos atrás.
    Como que é os OPSAS têem operado?
    Á 20 anos estive lá e os C130 estavam operacionais ,e além dos C130 havia outros.
    Muito sinceramente vejo esta justificação forçada para terminar com as polémicas verdadeiras que tÊem vindo a acontecer nas redes sociais.
    E mais ,um comunicado q não tem assinatura de ninguém ,tem um logo da “Força Aérea” em vez de estar assinado pelo C.M.T.F.A.
    Mais ,para além dos C130 temos Hélis tanto na OTA como no Montijo e Sintra com condições e preparados para combate a incêndios.
    Não tentem tapar o sol com a peneira nem enganar o povo

  24. Povo diz:

    Correto senhor Carlos Jesus, nesse caso como existem pilotos da FAP a tirarem férias no verão e irem trabalhar para privados, agora pergunto se tiraram a especialidade na FAP, com o dinheiro dos contribuintes, ou se tiraram esses cursos pelos bolsos deles, não desvalorizando os nossos pilotos nem FAP,porquê se pilotos Portugueses sabem trabalhar nos privados é porque não tem como trabalhar na FAP será que os nossos pilotos se revoltam por verem os materiais apodrecer num angar e ninguém faz nada, só estão à espera da idade da reforma porque governantes atrás de governantes não dão luz verde para avançar e será que os grandes patentes das nossas forças armadas têm que dar um murro na mesa e dizer basta?

  25. Jorge Valadão diz:

    Li, uns entendidos, a escreverem que o material dos C-130-estavam a apodrecer, e não eram utilizados.Acho que burro velho não aprende.Se a FAP ´há 20 anos não opera com aviões seus, os pilotos que operavam nesse tempo, há quanto tempo estão na reforma? Qualquer um, pode escrever o que quiser no F.B., seja certo ou burrice.Depois deste comunicado da FAP, que estamos fartos de saber, pode ser que alguns animais de 2 patas, tenham mais cuidado, em mandar foguetes, que nem sabem que lhe vão cair em cima. !!!!!

  26. carlos alberto rosa diz:

    Efectivamente gosto do comunicado da FA apesar de discordar de alguns principios.Foi há longos anos que a FA recebeu os Kits para o C130 e que se saiba foram 4 que custaram cerca de 1 milhão de dollares.Ao que se saiba pouco ou quase nada foram usados e como tal devemestar guardados a servir de casa às aranhas. mas isso não está em causa e todos nós os mais velhos nos lembramos do poder de improvisão que a FA tinha e quem sabe talvez se tenha perdido.Lembro-me da FA actuar em incendios com o Allouette ii e com o 3 e sabe Deus em que condições.Valentes pilotos que a FA tinha na altura.Actualmente há cerca de 6 Pumas e segundo se julga saber só 2 em condições de voar. Só para os pôr novamente a voar vão-se uns milhões e para manutenção e reparação dos Kamov são outros milhões, parece até que os custoa da FA são inferiores, e se assim fôré tudo uma questão de números, mas comprar heli. pequenos só para esse fim é outra galegada,Quanto aos C130 aguaradam substituição muito bem e até aplaudo mas nem daqui a 10 anos os vão têr, assentem esta no vosso livro

  27. Anibal Lopes diz:

    Faça o favor de dar a autoridade, dignidade e responsabilidade a este órgão de defesa nacional. O negócios dos incêndios deixa assim de estar em lista de suspeitas. Dão utilidade e justificação a um custo à semelhança do salvamento que já o fazem.

  28. Durvall Valente diz:

    Podia escrever longamente sobre o assunto, com exemplos, custos, etc… Neste momento devido ao Verão extremamente quente, com o país em chamas há várias semanas, existe uma pressão social enorme para que a FAP seja uma futura força de combate a fogos em Portugal.
    Permitam-me discordar. A FAP pode vir a ser dotada no futuro, isso sim, de 3 ou 4 aeronaves que tenham essa capacidade de acção complementar para situações de extrema emergência, não mais do que isso. E se não estiverem noutras missões, algumas dessas aeronaves poderão ser colocadas em situação de combate a incêndios apenas e se estritamente necessárias.
    Estar a combater fogos sazonalmente, durante 3 meses por ano sensivelmente, teria custos operacionais e logísticos descabidos e superiores aos que se consomem com aluguéis pontuais de meios de combate a fogos. Mas mesmo sem olharmos para a vertente meramente económico-financeira, não me parece que uma das vocações da FAP (ou do Exército) deva ser o combate a incêndios.
    O seu a seu dono: combates a fogos devem ser executados pelos bombeiros e coordenados pela ANPC, dispondo dos meios adequados para o poderem fazer com a maior eficácia, não pela FAP.
    A FAP deve continuar com as missões que lhe estão presentemente confiadas até porque não dispõe de meios humanos para mais. Missões essas que, acrescento, tem executado com graus de brilhantismo.

  29. Américo diz:

    @Carlos Jesus parabéns por ter dado uma pedrada no charco.
    É que parece que a FA é a solução para a catástrofe que todos os anos assola o nosso pais.
    Ao equipar a FA para o combate a incêndios iam comprar que meios? AT-802’s? Drommader’s? Monomotores para o resto do ano estarem a apanhar pó e dispender €€€ em manutenção. Além disso combater pilotar aeronaves no combate a incêndios está reservado a uma elite, e a uma elite pequena. Ou seja, a FA tinha de investir na formação de centenas de pilotos, investir em milhares de horas de vôo apenas para o combate a incêndios. E o resto do ano? ficam em casa a ver tv? vão para o IEFP?
    O combate a incêndios faz-se com meios ligeiros, não se faz com C-130’s, nem sequer Canadairs( muito menos com a versão de piston a operar em PT. Sem ser Castelo de Bode, Alqueva e o oceano atlântico nenhum Canadair desamara com a carga máxima.
    É inútil estar a explicar isto a quem se recusa a ver as coisas como são.
    Como dizia Eça de Queirós, não têm a noção da galinhola.

  30. Nuno Tavares diz:

    Muitas vezes se fala na modernização das nossas forças militares. Pergunto eu. Para que necessitamos de F16? Não nos seria bem mais úteis uma frota de 3 ou 4 Bombardier 415 . Concordo em maior autonomia das forças militares se isso significasse um melhor uso dos nossos meios, mas infelizmente só se vêem políticos e militares a auto-promoverem-se e não trabalhar em prol dos interesses nacionais. Somo bons naquilo que fazemos, mas infelizmente não temos lideres capazes de nos liderar.

  31. Simão Pedro de Aguiã diz:

    De modo geral este comunicado da FAP parece-me oportuno.
    Pessoalmente – e como proprietário de terrenos de mato- considero que o VERDADEIRO combate aos incêndios não é por AR, mas sim por TERRA!
    E considero que esse combate não deve ser de REACÇÃO, mas sobretudo de PREVENÇÃO!
    URGE substituir o nosso tipo de mata. Trocando eucaliptos e pinheiros, pela TRADICIONAL mata de CARVALHOS E SOBREIROS.
    Porquê? Porque a nossa mata tradicional além de ser pouco combustível, cria um tapete sobre o solo, muito húmido, além de que impede o crescimento de todo o tipo de infestantes, ervas, fentos, silvas e giestas, tudo altamente combustível.
    Já só me resta uma pequena tapada com alguns carvalhos. Mas estes foram suficientes, há uns 3 anos, diante de enorme incendio de mais de 10 km, para estancar o incendio, que viu-se “forçado” a ladeá-los para continuar depois novamente em linha reta.
    NO SOLO reside o verdadeiro combate aos incêndios. Apostando nestas espécies autóctones que estão a desaparecer. Uma vez que são de crescimento muito lento. Daí que não tenham retorno imediato.
    PORQUE É QUE QUASE NINGUÉM ABORDA ESTE PROBLEMA POR ESTE ANGULO?! …

  32. Jorge gustavo s. pereira diz:

    Depois de tanta controvérsia em torno deste assunto eu fui uma das pessoas que pediu para que a nossa FORÇA AÉREA se pronunciasse sobre esta questão, aqui está a resposta pela qual tantos ansiavam, acho correcto e esclarecedor este comunicado e por mim acho que não vale a pena bater mais no “ceguinho” e sim preparar o futuro. Acredito plenamente que esse futuro passa pela nossa FORÇA AÉREA pois seriam evitadas dúvidas sobre questões delicadas como a indústria dos incêndios, os negócios do aluguer de meios e mais algumas, além de ( penso eu) a formação e horas de voo serem importantes para os NOSSOS pilotos além de ficar no país o dinheiro e os meios que alugamos em condições duvidosas, temos os HOMENS, teremos de ter os meios (do país, não alugados) e acredito que situações destas não se repetirão, PORTUGAL não pode depender de meios alugados de forma duvidosa e a caìr aos bocados para fazer frente a este tipo de calamidades.ESTOU COM A FORÇA AÉREA.

  33. Victor Guerreiro diz:

    O ESTADO TEM DE MUDAR O RUMO QUE DEU AO COMBATE AOS INCÊNDIOS E EM VEZ DE PRIVILEGIAR OS NEGÓCIOS COMO FEZ NO PASSADO – EM QUE GOVERNO FOI? – RETIRANDO À FORÇA AÉREA OS MEIOS E EM VEZ DISSO INVESTIU EM ALUGUER ANUAL DE MEIOS QUE OFERECEM MILHÕES DE EUROS A EMPRESAS DE PRIVADOS A MAIORIA DELAS COM LIGAÇÕES A EMPRESAS ONDE OS NOSSOS DEPUTADOS OU EX-DEPUTADOS GANHAM DINHEIRO E TÊM INTERESSES… – O QUE TEM DE FAZER É INVESTIR EM NOVOS MEIOS AÉREOS, MODERNOS, QUE PERTENÇAM AO ESTADO, NOMEADAMENTE À FORÇA AÉREA, PARA QUE SEJAM OPERADOS DO PONTO DE VISTA DO INTERESSE NACIONAL E NÃO DE UMA ESPÉCIE DE PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS COMO O ACTUAL MODELO QUE SÓ BENEFICIA QUE O PAÍS CONTINUE A ARDER E QUANTO MAIS ARDA MELHOR PARA OS NEGÓCIOS. O QUE ACREDITO QUE TEM DE SER FEITO É MUDAR O MODELO DE COMBATE AOS INCÊNDIOS E CONFIAR AO EXÉRCITO E FORÇA AÉREA OS MEIOS HUMANOS E MATERIAIS PARA O FAZER E COM ISTO DOTAR ESSAS FORÇAS DE MEIOS E INCLUSIVE RENTABILIZAR AS HORAS DE VOO QUE OS PILOTOS PRECISAM DE FAZER PILOTANDO HELICÓPTEROS E AVIÕES DE COMBATE AO SOLO/INCÊNDIOS E APROVEITAR ESSAS HORAS DE VOO E TRABALHO ÚTIL AO PAÍS PARA DOTAREM OS NOSSOS PILOTOS DE UMA EXCEPCIONAL EXPERIÊNCIA QUE SERÁ AO MESMO TEMPO ÚTIL PARA O PAÍS. ESSES MEIOS DEVEM SER NOVOS, E DEVEM SER DO ESTADO, E SE O ESTADO PAGA MILHÕES EM ALUGUER DE MEIOS DEVE ENTÃO COMPRAR ESSES AVIÕES A PRONTO E NÃO COM FINANCIAMENTO QUE SÓ VAI DAR DINHEIRO A GANHAR AOS BANCOS. ISTO É TÃO SIMPLES QUE PARECE CONFUSO: MEIOS > 100% DO ESTADO > PILOTOS 100% PILOTOS DA FORÇA AÉREA > 0% DE GASTOS COM ALUGUER A EMPRESAS PRIVADAS > % DE GASTOS COM JUROS BANCÁRIOS (porque não faz sentido poupar nos contratos de aluguer de meios e depois ir gastar em juros com os bancos uma verba semelhante…) > E POR FIM COLOCAR AS UNIVERSIDADES PORTUGUESAS, NOMEADAMENTE AS DE QUÍMICAS E AS EMPRESAS NACIONAIS A PRODUZIR EM PORTUGAL OS AGENTES UTILIZADOS PARA COMBATER OS FOGOS (porque também não faz sentido continuarmos a importar esses químicos dentro da lógica que referi de eliminar as negociatas com os fogos e o alimentar de negócios que beneficiam deputados e ex-deputados que tem interesses em empresas de combates a fogos que a única coisa que fazem é contratar meios ao estrangeiro (aviões, pilotos, agentes químicos de retardamento aos fogos, etc).

  34. Praça da República » Blog movimentado diz:

    […] a este post Com mais de 2600 likes e partilhas no […]

  35. victor manuel de jesus ferreira diz:

    segundo os meus estudos sobre os eh101 estes podem ser rapidamente equipados para combater incendios tambem onde andam os nossos pumas que estes tambem podem ser equipados para o mesmo, quando os nossos pilotos sempre foram BONS isso não é problema é uma questão de se querer e fazer a nossa F.A.P. é para defender e ajudar o nosso pais

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