Jul 20 2016

O achado arqueológico de valor incalculável

Publicado por as 22:24 em A minha cidade

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Quando escrevi este post, não me passava pela cabeça que o mesmo fizesse tanto eco e fosse tão divulgado.
A ideia surgiu-me logo após Portugal ter conquistado o Euro 2016. Começaram a aparecer nas redes sociais dezenas de notícias antigas em que preponderava o facto de Portugal ter conquistado um título mundial numa modalidade qualquer, ter arrebatado não sei quantas medalhas de ouro noutra modalidade, de um atleta algarvio ter conquistado finalmente o 1º lugar na apanha da conquilha, etc…
Percebi que a maior parte das pessoas se fica pelos grandes títulos, não se preocupando com o desenvolvimento ou data da notícia. A isto somam-se os actores e outros artistas que, através da web, já morreram e ressuscitaram não sei quantas vezes.

    Quem lesse o que escrevi percebia que havia ali uma pitada de sátira.

Mas a peça arqueológica serviu, também, para desnudar as tropas que, cegamente, seguem o líder. Há quem afirme que, sim senhor, foi descoberto algo de especial.
Houve ainda quem me dissesse que, a tal peça, não havia sido encontrada junto ao depósito de água mas noutro sítio, estando a aguardar “melhor ocasião” para ser revelada.
O post serviu, igualmente, para trazer de novo à praça o (inexistente) debate sobre a decisão de desmantelar o depósito de água. Somou-se-lhe a deslocalização do Parque de Campismo e outras obras que por aí andam.
Enfim, um simples artigo, do género notícia falsa, tem andado por aí aos trambolhões e já foi partilhado centenas de vezes.
Aos meus amigos, que tão a sério me levaram, peço desculpas por os ter induzido em erro.
Aos outros, aconselho “olhos e mentes abertas“, pois seguir cegamente o chefe não lhes fica (nada) bem.

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13 Resposta a “O achado arqueológico de valor incalculável”

  1. Praça da República » Beja – achado arqueológico de valor incalculável diz:

    […] ACTUALIZAÇÃO 1 – Leia aqui […]

  2. Wolf diz:

    Só para ver se eu percebo o ponto: tanta coisa á volta do depósito, é amor ao mesmo ou uma forma de implicar com o presidente da câmara?

  3. João Espinho diz:

    Quem?

  4. Wolf diz:

    Tu

  5. João Espinho diz:

    Não percebeu, mas não é de admirar.

  6. Wolf diz:

    A cona da tua mãe

  7. João Espinho diz:

    Sr Wolf. Vou-lhe já acabar com o tempo de antena. Mas registe o seguinte: quando se cruzar a próxima vez comigo, não espere cumprimentos. Registe bem, OK?

  8. Joana Amaral diz:

    Realmente… sr. Espinho, você até dá pena… coitado!!

  9. João Espinho diz:

    dá, dá 😉

  10. Marquinhos diz:

    Ena pá…
    Sobre o chefe e os seus seguidores. A culpa será de todos, menos dele.

    Alguém conhece alguém de um outro qualquer partido ou movimento da oposição minimamente credível para ombrear com ele?
    Eu não. E há medida que passa o tempo, cada vez menos.
    É com cada deceçpão que eu não vos digo. A começar agora com o deputado do PS. Por culpa dele, ou sobretudo de quem o rodeia, não acertam uma, ao menos.

  11. João Espinho diz:

    @marquinhos – à medida que passa o tempo, a decepção é cada vez maior. Em todos os sentidos.

  12. Marquinhos diz:

    Obrigado J. Espinho.
    E parafraseando o velho Séneca, “Errare humanum est, perseverare diabolicum” » o que significa, usando agora a língua dos por nós derrotados na final do Europeu « L’erreur est humaine, l’entêtement [dans son erreur] est diabolique ».

  13. João Espinho diz:

    Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram. (se não foi o Voltaire, foi o Google)

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