Fev 02 2016

É preciso gritar

Publicado por as 18:43 em A minha cidade

rua dos infantes
foto: joão espinho

“Há quem observe em Beja uma realidade estranha. Quem acredite que aqui “acontece”, que Beja “merece” o que tem, o que lhe está destinado – como se fosse algo de transcendente que nos leva às “graças de Deus”. Que Beja tem “alma”!

Nada mais falacioso.

Há quem se excite com o que existe: com a mediocridade, com a fatalidade, com a desesperança. Há quem veja nesta terra o que não consigo ver. Quem vislumbre nisso um futuro (?) nas ruas vazias, nos rostos apagados de esperança, resistentes por vontade própria e não por dever de quem nunca poderia abdicar, de quem nunca nos deveria ter trocado pelas coisas mundanas. Mas abdicou. E trocou.
O que vejo não corresponde a essa visão do “céu na terra”, da excelência da omnipresença, do pensamento único! (A síndrome do cisne preto em seu esplendor)…
O que vejo é triste e amargo, é tão raso como o vazio de ideias, a falta de vontade, a incompetência para os compromissos, a fraqueza em vez da força! É tudo menos esperança, ou mudança, ou avanço, ou progresso! (tão pouco ousam a utopia!).
É abandono, silêncio fundo que se cala no medo. É abandono que alimenta um poder bacoco e inerte. Sem fôlego, sem chama, sem vida, sem rumo que nos leve por diante. Uma terra que perde importância, que se afasta para que a vejam ao longe, numa breve silhueta.
O que vejo é uma terra que segue o caminho do passado, que se pinta numa cópia gasta de outras aventuras curriculares, que se definha na vontade caprichosa de um presidente. De um homem só…
O que vejo é também o que sinto: uma terra sem alma, que adormece para júbilo daqueles que a querem assim, pelo poder, só pelo poder em benefício próprio e nunca por todos!… É uma terra que pode ser tanto, e muito mais. E que podendo ser um dia será!
É essa a esperança que nos deve animar, o desafio dos que não se resignam, dos que não temem o futuro. Dos que um dia ousarão fazer mais, fazer tudo até, porque para fazer é preciso gostar!”
Jorge Barnabé

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Uma Resposta a “É preciso gritar”

  1. Manuel Fernandes Paula diz:

    Gostava de saber porque tal aconteceu.De facto o “lebrinha” era um caso,merecia estudo e já agora para além da lamentação
    os que admiravam,os que a frequentavam no fundo os Admiradores mereciam saber o que se passou. Falência técnica?
    Crise de clientes? O porquê?

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