Out 08 2015

Quem votou nesta coligação?

Publicado por as 18:52 em Legislativas 2015

esquerda

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16 Resposta a “Quem votou nesta coligação?”

  1. MARIA FLORES diz:

    Coligação negativa totalmente ” contra natura “.
    Desta vez o atadinho de Boliqueime tem toda a razão , PP + PSD +PS têm que resolver o problema da governabilidade de Portugal.

  2. Barbas diz:

    Muitos militantes e simpatizantes do PSD da cidade estão em perfeito choque com a possibilidade de serem governados por um Governo com o apoio e/ou presença do PCP.
    Esses militantes e simpatizantes já pensaram que são eles próprios que apoiam uma Camara Comunista ? que autoridade moral têm para reclamar um Governo sem o apoio/presença do PC , quando na sua terra são coniventes e cumplices de uma gestão Comunista na sua Autarquia ?

  3. Jorge diz:

    Não tem nada a ver com o tema, mas proponho a J. Espinho, que também se fale aqui deste assunto:

    Alguém assistiu ao desfile dos caloiros do IPB hoje em frente às piscinas de Beja?
    Uma vergonha.
    Quando vinham aos gritos, lá ao longe. E a policia isolou uma das faixas, juntou-se muita gente curiosa.
    Mas quando começaram a rebolar-se no chão, todas as pessoas que estava a presenciar tão degradante e vil espectáculo, desapareceram para todos os lados com vergonha .
    E ainda ouvi algumas delas, que inquiriam os policias, sobre aquele autentico atentado ao pudor e à dignidade de qualquer ser humano.
    O que é que diriam os defensores dos animais, se algum humano obrigasse um animal a fazer semelhante coisa?
    Como é possível?
    Como é possível?
    Onde é que andam o notáveis de toda a região que têm responsabilidades diretas e indiretas no IPB?
    Onde?

  4. Jorge diz:

    Sobre o tema propriamente dito, nada me espanta.
    O que está em cima da mesa, mais do que a governabilidade do país, são os jobs for the boys.
    Daí que seja perfeitamente lógico e até coerente que tal aconteça.
    O mais importante de quem anda nas lides politicas é cumprir o desidrato em cima enunciado.

  5. Jorge diz:

    Peço desculpa pela insistência, mas achei curioso:

    O QUE DIZEM OS NÚMEROS

    Para fazer uma análise mais fina dos resultados eleitorais, aqui ficam alguns dados.
    43% dos eleitores preferiram não votar, ou seja 4 059 465 cidadãos.
    No PàF (mais PSD e CDS nas Ilhas) votaram 2072462, ou seja, 38,51% dos votantes e 21,9% dos eleitores;
    No PS votaram 1742002, ou seja, 32,38% dos votantes e 18,4% dos eleitores;
    No Bloco votaram 549838, ou seja, 10,22% dos votantes e 5,8% dos eleitores;
    No PCP votaram 444905, ou seja, 8,27% dos votantes e 4,7% dos eleitores;

    Daqui se retira que:
    61,49% dos votantes e 78,1% dos eleitores não votaram no PàF
    67,62% dos votantes e 81,6% dos eleitores não votaram PS
    89,78% dos votantes e 94,2% dos eleitores não votaram Bloco
    91,73% dos votantes e 95,3% dos eleitores não votaram PCP

    De onde se infere que um Governo apoiado pelo PàF e com o beneplácito do PS tem o apoio de 70,89% dos votantes e de 40,3% dos eleitores;

    Um Governo apoiado pelo PS com o beneplácito do BE e do PCP tem o apoio de 50,87% dos votantes e de 28,9% dos eleitores.

  6. Virgulino diz:

    Deixem-se de indignaçõezinhas! Então não tem visto pela Europa fora coligações governativas nunca imaginadas pelos eleitores? Até se juntam partidos de esquerda e direita… Lá fora é normal e cá não? E já agora, quem votou a coligação PàF+PS? Vamos todos seguir a múmia de Boliqueime?

  7. CC diz:

    A democracia é ou não plural ?

    Porque é que o último governo fez coligação de PSD e CDS pós acto eleitoral e não podem agora o PS, BE e a CDU fazer o mesmo, porquê ?

    É inconstitucional ?

    Foram ao não todos eleitos livremente pelos portugueses para a Assembleia da República ?

    Representam ou não a maioria absoluta de cerca de 62 % ?

    Porque teme a direita ser governado pela esquerda quando tem apenas 38 % ?

    Tantas questões para as quais existem muitas opiniões e que não é novidade nenhuma por essa Europa fora, é preciso compromisso sério!

  8. Reinaldo Louro diz:

    Afinal o PSD e o CDS não chegou a apresentar propostas ao PS e a reunião foi deu zero, sem discussão de nenhum ponto concreto.

    Nova reunião com propostas concretas já que a PàF nada tinha de conteúdos sem nada ter para apresentar e é ela que as terá que colocar na mesa, adiada para a próxima 3ª feira, estratégia, inconclusiva e sem expectativas foi o resultado.

  9. confuso diz:

    CC@
    A diferença é que quem teve sempre mais votos, foi quem escolheu os parceiros de coligação. O que desta vez parece que não querem que assim seja…

  10. maria ramalho diz:

    E quem votou na coligação em 2011, se bem me lembro uns votaram no PSD e outrosvotaram no PP…. e a maioria dessa coligação era bem que a destes 3 partidos….

  11. Zé da Fisga diz:

    Não é necessária qualquer “Coligação”.
    Basta um compromisso sério entre as partes para haver acordos de incidência parlamentar.
    E aí poderia ser (seria de certeza) muito mais estável um governo minoritário do PS do que um governo minoritário da Coligação que ao primeiro sopro caí que nem um tordo.
    Só vejo um grande problema: para que essa solução funcione, é necessário garantir que quer a CDU, quer o BE votem a favor dos Orçamentos que o PS apresente (a abstenção não basta sob pena do grupo parlamentar da Coligação “Chumbar” o Orçamento). O que não é fácil que suceda porque sempre votaram… Contra!
    De resto registo e aplaudo que quer CDU, quer BE, pela 1.ª vez na História, estejam disponíveis para formarem parte da uma solução e não se acomodem no protesto fácil e na gritaria populista dos últimos 40 anos, independentemente da (nova) solução se concretizar ou não.

  12. João Espinho diz:

    @Zé – o BE não está disponível para fazer parte de uma solução. Será sempre uma parte do problema.

  13. ATENTO diz:

    Nem o BE nem a CDU, estão disponíveis para fazer parte de qualquer solução:
    a CDU e também o BE só viabilizariam um Governo PS,… Se…………………………. e esse Se, tem muito que se lhe diga. Vai contra tudo o que PS defende e a que se comprometeu. Esta ligeireza do António Costa, não passa de um fogo fátuo de quem perdeu e não sabe perder. Se fosse um político com P grande ter-se-ia demitido logo após o resultado das eleições. O PS é um partido que não merece tal líder, custe isto a quem custar.
    Para completar só quero dizer que toda a razão destes desentendimentos é considerar-se o PS um partido de Esquerda. Como? Desde sempre e começando pelo seu chefe carismático que chegou a “pôr o Socialismo na gaveta” foi o PS que, quando com responsabilidades governativas, o partido que mais à Direita governou.
    A CDU e o BE passaram a campanha eleitoral a “bater” no PS, porque defendia políticas direitistas. Após os resultados e porque lhes convém, querem o PS de Esquerda. E renasce a Maioria de Esquerda que sempre foi propalada mas nunca funcionou.
    Haja quem nos valha!

  14. João Espinho diz:

    @atento – inteiramente de acordo.

  15. Zé da Fisga diz:

    A questão é fácil:
    Não tendo obtido maioria absoluta para prosseguir com as malfeitorias da última legislatura, a Coligação ou aceita um vasto conjunto de propostas do PS ou simplesmente não governa e há neste momento solução alternativa no país, impensável há 2 semanas.

    Alguns (poucos) exemplos:
    – Fim da Sobretaxa de IRS em 2 anos em vez de 4 (Que usurpação legal esta sobretaxa!);
    – Devolução dos cortes de salários aos FP´s em 2 anos em vez de 4;
    – Reposição dos 8 escalões de IRS em vez dos atuais 5;
    – Reposição do IVA da Restauração para 13%;
    – Reposição dos valores das taxas moderadoras na Saúde aos valores praticados em 2011;
    – Recuo na proposta de Corte de 600 milhões de euros nas Pensões;
    – Reposição dos 4 Feriados Nacionais “riscados” (Que medida de grande alcance, o fim dos Feriados!);
    – Retoma no apoio à formação de adultos (ex-Novas Oportunidades);
    – Suspensão dos processos de privatização na área dos transportes;
    – Revisão de várias Leis (uniões de freguesias, taxa moderadora na IGV, etc.)
    – Retoma de maior apoio à escola pública em detrimento da escola privada como foi prática do Ministro Crato;
    – Revisão total do mapa judiciário vigente e reposição do anterior;
    – Reposição das 35 horas semanais;
    – Aumento da qualidade de rede de cuidados de saúde primários, tal mal tratada (quase desmantelada) nestes últimos 4 anos;
    – Rejeição do plafonamento dos descontos para a Segurança Social;

    Foi por isto – e muito mais – que o eleitorado votou no PS.
    E neste novo quadro parlamentar a Direita tem 2 escolhas. E tem o privilégio de poder ser ela a escolher!
    Ou aceita várias propostas do PS que aliviam e muito a austeridade que foi imposta aos portugueses, ou cede a governação ao segundo partido mais votado desde que este consiga uma base parlamentar de apoio consistente (o que pode também não conseguir).
    Facílimo. A democracia tem esta suprema virtude de ter sempre soluções.
    E tudo se resolverá. Tenhamos calma.

  16. João Espinho diz:

    @zé – E também há a solução de, daqui a 2 ou 3 anos, ser um ministro (socialista) das Finanças a pedir o regresso da Troika.

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