Mai 08 2015

Surpresa?

Publicado por as 17:33 em Geral

david_cameron

Cameron conquista maioria absoluta.

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6 Resposta a “Surpresa?”

  1. Reinaldo Louro diz:

    Vejam bem o que eram as sondagens, estudos e comentários. com valores de empate técnico …

    Por cá em Portugal, os meios televisivos nos últimos meses têm tido a mesma lenga / lenga nas sondagens encomendadas, entre a coligação de dois partidos políticos que governam do PSD e o CDS/PP e o da oposição o PS, apesar da coligação somada ficar a 3/5% do PS e os valores da esquerda representarem 2/3 dos eleitores.

    Estão a ver as semelhanças nesta tremenda mentira quinzenal que nos tentam anestesiar até finais de Setembro e princípios de Outubro ???

  2. CC diz:

    Porque é que as empresas ou os seus directores de sondagem, não se demitem como o fizeram todos os líderes dos partidos derrotados na mais velha democracia da Europa, apesar de terem moeda própria e não estarem dependentes do euro.

  3. ATENTO diz:

    Estou a ver as semelhanças, estou. O Costa que continue a prometer que baixa tudo e depois…admire-se.

  4. Blue Eagle diz:

    O sistema eleitoral britânico é único e por isso é potencialmente arriscado extrapolar-se o sentido de voto da Grã-Bretanha para qualquer outro lugar.
    Tem sido assim até historicamente. Winston Churchill depois de ser 1.º Ministro vencedor da 2.ª Guerra Mundial, perdeu logo de seguida as eleições. Há uma forma muito própria dos britânicos verem a política e de verem o mundo. Nem certa, nem errada, não faço juízos de valores. Apenas muito própria.
    O sistema eleitoral baseia-se em 650 círculos uninominais que elegem como Deputado à Câmara dos Comuns o vencedor do circulo e ponto.
    Por isso as sondagens serão também muito mais difíceis na Grã-Bretanha do que em qualquer outro país da Europa.
    Exemplo: O Labour – Partido Trabalhista, de Centro-Esquerda, subiu 1% face aos resultados de há 5 anos e no entanto perdeu 26 Deputados (sofrendo uma razia na Escócia onde de 41 Deputados eleitos em 2010 passou para… 1 Deputado!).
    O Partido Nacional Escocês teve cerca de 5% do total dos votos, pouco mais de 1 milhão e duzentos mil votantes e elege 56 Deputados. O Partido da Direita Radical, o UKIP, teve 12,5%, ficando em terceiro lugar, e sendo opção de quase 4 milhões de eleitores e tem apenas… 1 Deputado eleito entre 650!
    Devíamos, se calhar, refletir sobre o tipo de sistema eleitoral que deveríamos ter por cá em eleições legislativas: tal como está, por círculos distritais; tal como o britânico, só por círculos uninominais ou misto, com dois boletins de voto, um para o Partido e outro num Deputado do circulo uninominal? Se penso que o nosso sistema carece de aperfeiçoamentos e de alterações, também penso que este é desproporcional… Enfim, uma matéria de debate que me parece interessante!

  5. Américo diz:

    @Blue Eagle
    Boa análise, acho que só ficou por dizer uma coisa, é que qualquer governante terá obrigatoriamente que ter sido eleito pelos círculos uninominais. Acabam as nomeações de para-quedistas da esquerda\direita\centro.

    Se cá perguntar a 100 pessoas onde vai votar, 90 delas dizem “Costa, Passos Coelho, Jerónimo, etc” não dizem PS, PSD, CDS, PCP, BE, etc. Esta-se a votar num partido, e não numa pessoa. Partido esse que é livre de nomear quem bem entender para nos governar. Pessoas essas que não foram minimamente escrutinadas para nos governar.

  6. Caco diz:

    Excelentes análises, estas duas últimas, que têm o mérito de tentar perceber o que de facto se passou nestas últimas eleições no Reino Unido. E não, como já é hábito nestes blogs, imitar-se o espectáculo televisivo dos comentadores partidários a puxarem a brasa à sua sardinha, julgando que o povo continua apolitizado e estupidificado.

    Quanto a mim, não me parece que as sondagens tenham estado tão erradas como se diz. Houve quanto a mim um voto útil à ultima da hora, que perante a perspectiva do sistema eleitoral se tornar ingerível ou o maior protagonismo do independentistas escoceses. Votou no partido que dava mais condições de estabilidade governativa.
    Eis pois um motivo porque se deve sempre votar. A abstenção não resolve os problemas a ninguém. Apenas os agrava.

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