Out 26 2014

Aeroporto de Beja – não vale a pena acelerar

Publicado por as 13:15 em A minha cidade


foto: joão espinho

O presidente da ANA considera que “não vale a pena” acelerar o projeto do aeroporto de Beja enquanto não houver tráfego que o justifique, apesar de representar um custo anual de cerca de 1,5 milhões de EBITDA negativos.

Até lá, “o tráfego de passageiros vai sempre continuar, mas a crescer de forma a não viabilizar, por si,” o projeto, que, adianta o gestor, “custa cerca de 1,5 milhões de EBITDA [resultados antes impostos, juros depreciação e amortizações] negativo”.

Ao mesmo tempo a ANA vai tentando resolver alguns problemas estruturais, um deles, prestes a ser solucionado, é o do custo do combustível, através de um protocolo que a empresa vai assinar com a Galp.

“A Galp cobrava um valor por litro [de combustível] substancialmente superior ao de Lisboa. Era difícil levar companhias a querem instalar-se lá com isso. Vamos investir num protocolo com a Galp onde, até se atingir uma determinada dimensão, nós suportaremos o diferencial […]”, explicou Ponce de Leão.

Através deste protocolo com a Galp, a ANA está a criar condições para que “o aeroporto de Beja também fique competitivo nesta matéria”, adiantou.

Já sobre o horizonte no qual o aeroporto se poderá tornar rentável, o presidente da ANA não arrisca previsões. (ler aqui)

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3 Resposta a “Aeroporto de Beja – não vale a pena acelerar”

  1. Rochinhas e rochetes diz:

    Foi este o resultado da reuniao que o JR foi ter com o presidente da ANA a Lisboa? Será por isso que o atual executivo não toma posição publica contra esta situação? Que é feito do projeto de investimento da Aeroneo que o anterior executivo conseguiu e que a ANA tem obstaculizado a sua concretização? O que é q o JR já fez para o desbloquear?

  2. Maria vai com as outras diz:

    Mas afinal, não houve um grupo de trabalho multidisciplinar para avaliar as potencialidades do Aeroporto?
    É que ninguém acredita que o mesmo se rentabilize apenas pelo número de passageiros.
    E ainda muito menos que se torne num terminal de carga, como tantas vezes foi badalado.
    Terá que haver um projecto global, com várias vertentes e com multiplos intervenientes.

  3. Al Sul diz:

    “Há tolices bem embaladas, assim como há tolos bem-vestidos.”

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