Abr 04 2014

Vagos?

Publicado por as 9:54 em Geral

PDM Beja_vagos

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21 Resposta a “Vagos?”

  1. Rato dos Pomares diz:

    Uma força superior e de insondáveis desígnios trocou o nome a João Rocha. Chamou-lhe Carreira Marques, o último presidente comunista da Câmara de Beja. Ainda não está plenamente esclarecido se João Rocha é de facto comunista e Santos não chegou a ser presidente até porque no fim, foi o fim porque fartou-se de meter água. Uma outra força (obscura), rebaptiza Beja, por Vagos. Com que objectivo, digam-me lá? A Câmara Municipal de Vagos já teve como presidente João Rocha e ao que parece também meteu água (já estão a perceber onde quero chegar). Vagos fica junto ao mar. Os temporais de Inverno provocaram estragos no litoral e daqui para a frente há-de ser para pior. As mudanças climáticas vão provocar a subida do nível médio das águas do mar (isto está tudo tão claro porra). Alqueva está à cota máxima. Não pára de chover. A estreia do filme Noé. Noé – Dilúvio. O actor principal, Russell Crowe, é natural da Austrália que como sabemos é uma ilha, o que significa que está cercada por água por todos os lados. Conclusão: Tenham medo! Vem aí o fim do Mundo e Beja é o epicentro!

  2. manelli diz:

    Kompensans. Kompensans. Kompensans.

  3. Joana diz:

    Rato & Cia,

    Porque não acabar de vez com essa ladainha anti-Rocha, que embora com laivos de proza erudita, de tão monocórdica e repetitiva já tresanda. E apenas leva a que as pessoas que não se revêm nessa forma de ver as coisas, a pouco e pouco vão deixando de vir a este blog.
    E é pena, já que não só se trata de uma autentica instituição, pelo que deve ser preservada. Como é sem dúvida um forum plural de debate de ideias onde se revê a nossa cidade e a sua região.

    Até porque dizer mal de uma pessoa de forma recalcitrante, tudo servindo como é o exemplo deste caso, só porque teve o mérito de ganhar umas eleições; não está correto e nem tão pouco é democrático.

    Ao invés, parece que tudo o que anterior executivo fez, não lhe merece uma única critica.
    Por exemplo, já se deu ao cuidado de dar uma voltinha pela cidade e ver o estado de degradação em que se encontram as obras feitas antes das anteriores eleições, meia-dúzia de meses depois. Só porque apanharam as chuvas intensas do inverno.
    Então vá lá, e diga.
    Veja o estado em que estão os mármores, que por teimosia não foram os de Trigaches. Que resistem há dezenas ou centenas de anos. Assim como as fissuras do novo alcatrão ou o estado de degradação dos equipamentos da ciclovia.
    E olhe que eu não estou a dizer mal dessas pessoas. Fizeram o que puderam e o melhor que souberam.
    Apenas não votei neles, porque não acreditei no seu programa eleitoral. O qual tinha como ex-libris a varanda e o elevador de acesso no depósito da água da cidade e pouco mais.
    Achei que não tinham nada de novo a dar ao concelho e que seria mal gasto o dinheiro dos meus impostos nessa obra de fachada e sem interesse algum.

    Pelo que não lhe peço que tenha uma visão equilibrada e que critique de forma consentânea qualquer um dos lados da barricada, porque já vi que pende só para um deles.
    O que lhe peço é que se quiser criticar o outro. Ao menos faça-o com rigor e inteligência. E não dessa forma cega e marreta, que até certo ponto parece idêntica ao protótipo da cassete dos comunistas.

  4. Rato dos Pomares diz:

    Olá Joana. Simpática. Faça o favor de reler o que escrevi e diga-me qual é a passagem na qual critico o actual presidente da Câmara de Beja. Só se for quando digo que ainda não está provado que é comunista. Mas isso não é uma crítica. Depois, não querendo maçar, dê uma voltinha pelos últimos posts, regresse e admita que se precipitou. Obrigado.

  5. Joana diz:

    Rato:
    Se assim é, confesso ter batido na porta errada.

    Fica a mensagem apenas para os & Cia.
    Assim como a intenção da mesma, que é propor um debate mais do que ideológico, que se centre nos problemas da cidade e da sua região. E não são poucos.
    Isto porque fiquei deveras descontente, já que nem a comunicação social local, que é tão profícua em tudo o que de menor interesse mexa por estas paragens. E nem até nos blogs locais, pelo menos naqueles que eu frequento. Se falou do estudo do I.N.E. sobre a demografia do país em 2060. E em particular na Região Alentejo, para cujas projeções são avassaladoras.
    Pois se nada for feito até lá, terá cerca de metade da sua população atual e ainda mais envelhecida.

    E depois se perca precioso tempo com querelas de somenos importância, e que deveriam ser colocadas apenas nos períodos pré-eleitorais.
    J. Rocha e o PCP/CDU vão ser os responsáveis da autarquia nos próximos 3 anos e meio. Pelo que é com eles que vamos ter que lidar, quer queiramos ou não.
    Assim proponho que os “ajudemos” a governar e a tomar decisões, mesmo e se necessário através de criticas violentas, mas bem fundamentadas e coerentes.
    E não como tem sido até agora, apenas através de disparos de pólvora seca em que os Ex do PS & Cia, parecem ser experts. E em que apenas se revela o seu mau perder. Furtando-se e não querendo de forma alguma fazer uma análise critica dos erros e falhas cometidas durante o seu anterior mandato. Isto para quando o PS voltar a ganhar a autarquia, já não os venha de novo cometer.

  6. Chato diz:

    Joana,
    Só é ajudado quem quer e esta tropa fadanga já provaram por diversas vezes que andam cegos, surdos e mudos. Sempre que alguem os interpela, seja a perguntar alguma coisa, seja a propor novas ideias e abordagens, sae o que é que eles fazem? Não respondem, não indicam, não querem saber.
    Basta dar uma volta pelos cerca de 500 funcionários que a Câmara tem e contabilizar quandtos foram postos de parte e actualmente não estão a fazer nada.

    Por outro lado, a forma amadora como estão a pensar o nosso territorio em termos estratégicos com…pouco mais de nada, mostra que claramente, não estavam e continuam a não estar preparados para governar o quer que seja.

    Criticas construtivas? Ideias? Já foram feitas e certamente continuarão a ser feitas, nos locais próprios, dirigidos a quem de direito. Se eles terão a inteligência de as aproveitar isso é outra história!

  7. se eu pudesse... diz:

    @Joana
    Percebo a sua ideia, mas um Edil que perante uma pergunta incómoda ( não constituição da CMB como assistente no processo dos “catraplázios”) a resposta é um icónico ” tenho mais que fazer”, acha que é um governante receptivo a criticas construtivas?

  8. João Espinho diz:

    @todos – ” tenho mais que fazer” será a frase que marca este mandato comunista. João Rocha vai no bom caminho. Faltam-lhe 3 anos para deixar a política. Ele tem muito mais que fazer…

  9. manelli diz:

    Em relação ao estudo do INE sobre a demografia da Região Alentejo, é de facto significativo o silencio que se faz a este respeito. Sobretudo os média e as entidades responsáveis pela região, em particular os seus politicos.
    NEM UMA PALAVRA.

    Porque será????????

  10. João Espinho diz:

    @todos – mandem-me, sff, link sobre esse estudo. Obrigado

  11. se eu pudesse... diz:

    @João Espinho
    http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=208819970&DESTAQUESmodo=2&xlang=pt

  12. João Espinho diz:

    Obrigado. Já vou espreitar.

  13. Maria vai com as outras diz:

    Pelo que percebi e pelo que nos diz respeito, grosso modo, a Região Alentejo dentro de 45 anos terá cerca de 2/3 a metade da sua atual população ( que atualmente se cifra em cerca de 750 000 habitantes ) e um Indice de Envelhecimento entre o dobro ou o triplo do atual.

    Infelizmente não particulariza, esperemos por enquanto, as várias sub-regiões do Alentejo.
    Mas não será muito dificil imaginar, caso nada seja feito até lá, tal como se prevê nos grandes projectos do país que o Secretário de Estado referiu na semana passada. Que o distrito de Beja, se encontre no pior dos cenários.
    Ou seja com metade da sua atual população e com o triplo dos idosos.

    Só espero é que não digam depois nessa altura, que a culpa foi toda de um tal Rocha que em 2013 ganhou as eleições em Beja.

  14. Chato diz:

    @Maria vai com as outras – mas desde quando é que os autarcas, sejam eles quais forem se podem demitir das suas responsabilidades enquanto estrategas, para a região, seja a nivel economico, social, ambiental?
    Desde quando é que é “só” culpa das politicas nacionais a desertificação do nosso Alentejo? Até quando vamos continuar com a ladainha que a culpa é sempre dos outros?

    Caso aconteçam as piores previsões, a culpa não será “toda de um tal de Rocha”, mas TAMBÉM de um tal de Rocha e sus muchachos… sim, porque os jovens não se fixam em Beja com pseudo feiras das águas e com….. bem, enfim, com mais qualquer coisa que para aí venha desses iluminados.

    Os jovens fixam-se se lhes derem emprego, condições de habitabilidade, qualidade de vida e dinamismo territorial e isso minha cara, é da responsabilidade TAMBÉM da Câmara Municipal de Beja.

  15. Maria vai com as outras diz:

    Chato: E por onde é que tu andavas há cerca de 6 mêses para trás?
    Altura em que segundo parece tudo funcionava perfeitamente na autarquia. E nada, mas mesmo nada havia a dizer.

    Pouco tenho a dizer a favor …ou contra o Rocha.
    Apenas acho que ele chegou e sem conhecer nada de Beja, ganha as eleições.
    Logo quem lá estava e as perdeu, deveria obrigar-se ao menos fazer a minima auto-critica. E tal como alguns militantes do PS, reconhecer os erros que começaram a cometer desde o primeiro dia em que as ganharam.

    Mas mais, ao continuarem a dizer mal dele por tudo e nada, como aqui atrás foi salientada, apenas o estão a valorizar.
    Vai uma apostinha como assim sendo e continuando, irá ganhar de novo as próximas eleições daqui a três anos?
    Vai?

  16. manelli diz:

    @ -Certissimo Maria Vai Com as Outras.

    Beja e a sua região caminham a Passos Seguros para a sua falência, sobre todos os aspectos.
    A imprensa local e os seus politicos (todos, do Poder Central e Local), assobiam para o lado como quem não quer ver a coisa/realidade.
    E vão-nos dando música, tal como a orquestra quando o Titanic se afundava, para que a morte desta região e desta cidade sejam as menos dolorosas possiveis.

    Até lá vamos discutindo balelas circenses, como se o Rocha é melhor ou pior do que o Pulido, se o Picado tem ou não tem carisma, os humores de Miguel Ramalho e as previsões facciosas e quase sempre erradas que o Dr Barriga faz para descomprimir a tenção no intervalo de duas consulta médicas.
    Os nossos deputados vão dando passeios pela zona, desculpem roteiros. Os presidentes de câmaras e de Juntas de Freguesias petiscos, sejam no barro ou na chapa, sempre bem regados com o vinho da região.
    E “prontos”, cá vamos todos cantando e rindo, como já dizia um poeta cá da terra há anos.

  17. Rochinhas e rochetes diz:

    Falemos então de coisas sérias. O despovoamento do interior de todo o país e não apenas do Alentejo resulta, da inexistência, ao longo de todos estes anos, de políticas de desenvolvimento regional e de um centralismo absurdo de Lisboa. Não fossem as autarquias e o panorama seria certamente ainda muito mais negro.
    Atualmente, este é antes de mais um problema de política, de ideologia, uma vez que o Governo e os partidos que o suportam ( à semelhança do que acontece a nível europeu) defendem (com a desculpa do controle da despesa publica) um centralismo cada vez maior, num total desrespeito pelos princípios da subsidariedade, da descentralização e da governação multinivel.
    Do meu ponto de vista, sem a criação das regiões administrativas e políticas, nível intermédio de governação inexistente em Portugal (ao contrario do que acontece na maioria dos países europeus), nunca iremos ter políticas de desenvolvimento regional devidamente ajustadas aos territórios e potenciadores dos recursos endógenos para o desenvolvimento. Em alternativa, poderiam, em parte, as comunidades intermunicipais desempenhar esse papel, mas infelizmente os umbigos da maioria dos autarcas e a miopia político partidária sempre foram e serão impeditivos de que isso aconteça. Seria preciso conseguir alinhar objetivos e coordenar e fazer convergir estratégias e ações.
    No baixo alentejo, com a presente composição política da CIMBAL, de maioria comunista, o Plano Integrado de Desenvolvimento elaborado no anterior mandato já consensualizado e os FC 2014/20 disponíveis, o atual presidente da capital do distrito e da comunidade, tem o trabalho facilitado e, por isso, a obrigação de não falhar os objetivos de desenvolvimento da região. Se terá capacidade e saberá fazê-lo, vamos ver…mas até ao momento os sinais são francamente desoladores, sobretudo pela omissão e inoperancia.
    Para estancar a sangria populacional e progressivamente inverter esta tendência demográfica será necessário criar uma estrutura sócio económica que sustente o emprego e a criação de mercado e de riqueza, condições indispensáveis para a fixação de pessoas e para a sustentabilidade económica do território. É o que está a acontecer com os projetos estruturantes de Sines e Alqueva e poderia também verificar-se com o Aeroporto e o Sistemas de Aguas do Alentejo.
    Mas o problema é mais complicado nos concelhos periféricos a estes projetos, nos quais é preciso identificar a vocação económica estruturante e desenvolver, com forte financiamento publico dos FC, da administração central e local, projetos também estruturantes que criem a dinâmica económica indispensável, em áreas como, por exemplo, o turismo e a economia social.

  18. Chato diz:

    @ Maria vai com as outras: este debate não é sobre mim, é sobre as responsabilidades de quem está no poder, seja ele local, regional ou nacional. TODOS sem excepção têm responsabilidades.
    Posso dizer-te que, no que me diz respeito fiz, faço e farei propostas sempre que assim julgue pertinente. Curiosamente (ou não) no tempo do Francisco Santos e Jorge Pulido Valente, as ideias era ovidas e discutidas. Se era aproveitadas era outra história, mas pelo menos, estes dois autarcas “perdiam” o seu tempo a ouvir as pessoas, algo que NÃO ACONTECE com João Rocha, venha quem vier defende-lo.

    @ Rochinhas e rochetes: finalmente alguem que sabe do que fala! Infelizmente os planos elaborados, de pouco ou nada servem. Não percebo porque é que não há trabalho concertado entre TODAS as entidades para que finalmente se reme no mesmo sentido (por acaso até sei, enfim!)

  19. manelli diz:

    Chato: Ainda me dá alguma coisinha má. Ai dá, dá.
    Então “.. no tempo do Francisco Santos e Jorge Pulido Valente, as ideias eram ouvidas e discutidas….”
    Olha logo que os dois que tu foste escolher como exemplo. Tem lá paciencia…

    Ou deixo de aqui vir, ou então ainda tenho algum problema grave no coração.

  20. manelli diz:

    Rochinhas e rochetes: Fiquei de tal forma traumatizado com o que disse Chato, que até me esqueci de lhe responder.

    Não posso de forma alguma concordar com o que atrás disse, e que o J. Espinho curiosamente até destacou.
    O que sallienta, são pressupostos teóricos, com os quais já passámos tempo de mais a discutir e a debater.
    Ou seja, era obrigação de quem nos governa (Poder central e …local), com tanto dinheiro dos fundos comunitários que chegou, ter feito algo mais de teorizar sobre os temas que refere.
    Porque senão cairemos no risco, de estarmos sempre a debatê-los, e nunca, nunca fazer nada. Ou então cairmos no risco de fazer, mas mal. Que parece que é o que tem sido feito.

    Agora não me venha cá com a desculpa de que todo o interior está em crise.
    Pois há regiões que estão de rastos, como a nossa. E há outras, que têm um dinamismo crescente. E algumas destas são mesmo pertencem ao mesmo ao interior. Ao passo que a nossa, até há pouco tempo também tinha uma parte no litoral.

  21. Maria vai com as outras diz:

    Concordo.
    Faz-se caminho ao andar. Como dizia o poeta.
    É altura para discutir … e fazer. Sob pena que se torne tarde de mais.

    Quanto à politica caseira/rasteira, acho que está na altura de a mesma ser doseada nas suas devidas proporções. E basta de palavras, passemos à acção.

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