Abr 15 2014

Alma criativa?

Publicado por as 10:50 em A minha cidade

“A Câmara Municipal de Beja faz esta tarde, a apresentação, da estratégia pensada para o Centro Histórico, que tem por base o conceito: “Alma Criativa, por uma cidade das artes ao serviço das pessoas”. (daqui)

Recordo-me perfeitamente do último ataque de criatividade. Chamou-se POLIS e deixou a cidade entregue às almas.
Será que vão mesmo assinar a certdão de óbito?

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14 Resposta a “Alma criativa?”

  1. Maria Ines diz:

    Isto é só fogo de vista. Nao tem nada de novo. Mas mesmo nada! O projecto rampa e candidaturas ao mesmo existem há porradões de tempo e foram feitas no anterior executivo. Qual vai ser a novidade? O nome?

  2. anabela diz:

    Se o/s craneo/s forem os mesmos que desenharam e pensaram a Feira da Agua então está tudo chumb……
    Aí teremos uma desbunda de gastos de recursos unicamente para satisfazer esses parasitas a que em Beja se dá o nome de Agentes Culturais , e os quais nada produzem a não ser chumbarem o dinheirinho dos contribuintes.
    É para esta gentalha que a CMB tem 3.000.000 € no seu orçamento.

  3. máfia vermelha diz:

    A rubrica “Outros” no orçamento, além das feiras/festas está aqui, com outro nome mas é mais do mesmo e para os mesmos. Vergonha.

  4. JR diz:

    Digam e escrevam o concreto e não sejam demagogos, com os dinheiros do QREN a que se desejam candidatar, porque os 3 milhões de euros orçamentados para este ano ou melhor para os 8 meses e meio que faltam ainda nada fizeram.

  5. anabela diz:

    João Rocha unicamente exprimiu ideias vagas , sem nada de concreto.
    trata-se unicamente do chamado paleio para satisfazer clientelismos do PC.

  6. Chato diz:

    Ora bem, o projecto rampa é uma candidatura a fundos comunitários iniciada no antigo mandato, por isso, sendo natural que haja projectos que transitem de executivos em executivos, fazer disso “bandeira” não deixa de ser estranho…

    Agora acho piada a ideia de criação de uma “marca” quando dantes eram os primeiros a criticar a criação, precisamente de uma marca: “a marca distintiva da cidade é as “Artes e cultura” e que a mesma serviu de base para projectar Beja como “Alma criativa”, conceito que define a visão estratégica de desenvolvimento delineada.”

    Por outro lado, gostava de perceber como é que isso se traduz em desenvolvimento territorial para o CONCELHO “uma ideia de projecto para o concelho”, quando a intervenção é local e especifica: centro histórico.

    Depois, como é que trazendo artistas para o centro da cidade se vai traduzir em melhorias para a requalificação urbana, economia e turismo?: “intervenção urbana, da economia local e do turismo.” Como é que isso se concretiza na pratica? Quais as medidas praticas? Quais os valores envolvidos?

    Aparentemente, a coisa faz-se em trazer iniciativas para o centro da cidade: “A visão estratégica passa por dinamizar, valorizar e fixar população no centro histórico, trazendo para o seu seio, os inúmeros artistas que criam na cidade. Objectivos que levam, na opinião do presidente João Rocha, a uma maior visibilidade e à reposição da centralidade do centro histórico, promovendo eventos de renome, como as “Andarilhas” e o Festival Internacional de BD” e criando outros como “Beja Romana”, marcada para o final de Maio, as “Noites ao Fresco”, para os meses quentes de Verão, e percursos turísticos, temáticos.”

    OK, muito engraçado, mas… isso é uma visão estruturante do quê? Desde quando é que actividades pontuais e sazonais dão musculo ao centro histórico economicamente? Pontualmente sim, é verdade, e a longo prazo?

    Já agora, como é que este executivo chegou à conclusão que a cidade quer ir por aqui? “Para o autarca de Beja o mais importante é saber por onde se deve caminhar e isso a cidade já conseguiu, decidir por onde quer ir”

    Onde está a consulta publica? Onde está a reunião com as pessoas da cidade? Decide-se e já está?

    Por ultimo, “Alma Criativa” no quê? E onde? E por quem?….

    Opá, sabem que mais? Blá, blá, blá… whiskas saquetas!

    (podia ser o slogan deste executivo, já que a “Feira da Água(?)” foi outro fartote de rigorosamente nada)

    Que tristeza

  7. Chato diz:

    Esqueci-me de referir que as referências foram retiradas da Rádio Voz da Planicie

  8. Toy da Salvada diz:

    Não sei explicar muito bem porquê, mas não deixo de ter a impressão de que o João Rocha anda a gozar com isto tudo. Goza, com os seus eleitores, com a cidade mas também com o PCP e com a CDU.

    Seria de esperar pelo menos algum pudor, no mínimo, mas não, chega a ser confrangedor….mais do que ter a certeza que o homem está a fazer um frete imenso, fica a ideia que o frete está a terminar. É quase indisfarçável

    Ele nunca veio cá à Salvada e por isso não conheço, eu pouco saio daqui, mas o senhor anda sempre com aquele ar de quem está a fazer um frete imenso e então inventa uns números com outros dois estarolas para cumprir os serviços mínimos do seu compromisso eleitoral (mínimos mas mínimos mesmo) e dá nisto.

    Aos mais aflitos recomendo calma porque esta iniciativa não vai dar rigorosamente nada, mas nada é nada, nadinha mesmo….

    Não fosse isto uma coisa séria até tinha graça, os homens ainda não fizeram nada, estão a fazer nada e vão fazer nadinha ….

    Se vou causar ardor melhores comparações do tipo Pulido-Rocha ou Velez-Oliveira ou Miguel-Picado, em que os primeiros nem davam hipóteses aos segundos, usem pelo menos esta que pode ser mais isenta: Carreira Marques vs. João Rocha (10 a 0 para o primeiro.

  9. Rochinhas e rochetes diz:

    Beja, capital
    (Não confundir com Bejacapital, movimento político autárquico)

    Nunca, como agora, fez tanto sentido e foi tão oportuno afirmar esta vocação da cidade de Beja!
    Como toda a gente sabe e reconhece, durante demasiados anos, Beja teve dificuldade em definir uma vocação que a identificasse, diferenciasse e mobilizasse.
    Há 4 anos atrás um grupo alargado de pessoas, não interessa agora quem, pegou nesta ideia de Beja capital do Baixo Alentejo e desenhou um projeto e uma estratégia de desenvolvimento de médio/longo prazo, tendo por base este conceito e esta vocação.
    Os projetos estruturantes com esse objetivo foram lançados e os resultados começaram a surgir nomeadamente nas áreas da agricultura e agro indústrias, no turismo, no comércio, nos serviços, na economia social, na requalificação urbana, na investigação e desenvolvimento, nas indústrias criativas, nas novas tecnologias, no ambiente, na energia e na água.
    Este processo foi acompanhado de um trabalho, difícil, complexo e demorado de capacitação, organização e inovação institucional, reforçando parcerias e intensificando a participação pública.
    Simultaneamente, a nível inter e supramunicipal fez-se um esforço enorme, através da intervenção da Ambaal e da Cimbal, para, ultrapassando as visões bairristas de cada concelho do distrito, definir uma estratégia comum e alinhar objetivos e prioridades regionais num Pacto para o Desenvolvimento, assente no novo Plano Integrado de Desenvolvimento do Baixo Alentejo.
    Lamentavelmente, os umbigos de alguns autarcas e as imposições político partidárias do PCP aos seus eleitos para boicotarem este projeto de liderança catalisadora de Beja no distrito, deitaram por terra este processo e diminuíram a capacidade da região se fazer ouvir e de afirmar as suas potencialidades económicas. Até um Plano de Transportes Regionais, com financiamento comunitário assegurado e que constituía uma peça fundamental e um fator estruturante do desenvolvimento deste território foi inviabilizado.
    Independentemente de tudo o que acima se refere, Beja tem conseguido,progressivamente, apesar dos obstáculos, transformar-se num polo dinamizador e impulsionador do Baixo Alentejo, sobretudo em termos da atividade agrícola, agro-industrial e investigação para o desenvolvimento.
    Mas para que o mesmo se verifique nas outras áreas como, nomeadamente, o turismo, a indústria, os serviços, o comércio e a economia social é preciso que Beja não abandone a referida vocação e respetiva estratégia de afirmação, conseguindo retomar a liderança do processo.
    As condições políticas atuais, com a presidência da CIMBAL com o apoio de uma maioria partidária, nunca foram tão favoráveis para o efeito.
    Em minha opinião não existe outro caminho alternativo para Beja e para o desenvolvimento do Baixo Alentejo.
    Beja tem que continuar no caminho traçado de se transformar num polo impulsionador, dinamizador e catalisador do desenvolvimento e afirmação do Baixo Alentejo em termos nacionais e internacionais.
    O movimento político autárquico Bejacapital poderá, hoje, já não fazer sentido existir, mas abandonar esse conceito e vocação para estruturar o projeto de desenvolvimento da cidade, do concelho e da região será um erro estratégico irremediável. Sobretudo, se não houver outra ideia forte em alternativa.
    Veremos se quem, atualmente, preside aos destinos da autarquia de Beja e simultaneamente da CIMBAL terá a lucidez para perceber que a anterior estratégia de desenvolvimento, embora com eventuais ajustamentos, deve ter continuidade no médio prazo para que possa resultar plenamente ou a capacidade de nos surpreender como uma nova vocação e um novo e diferente projeto de desenvolvimento.
    Acabado este escrito vi a noticia…alma criativa, francamente!

  10. Rochinhas e rochetes diz:

    Para quem queria a participação de todos, não se entende que a estratégia tenha sido definida, num mês, por 2 empresas privadas que cobraram mais de 40.000€ s IVA e nem sequer foi discutida pela câmara, assembleia municipal e cidadãos. Um rato mal parido foi o que saiu. Alma criativa? Novas iniciativas? O que apenas mudou de nome foi a Anibeja que passou a chamar-se noites ao fresco. Levar pessoas para viverem no CH é um objetivo que ainda por cima já está definido desde o primeiro plano de salvaguarda, a questão principal é saber como e para isso não vejo propostas concretas. Até a empresa municipal que estava encarregue desse projeto vai ser extinta sem discussão na câmara ( nos últimos 6 meses conseguiram passar de resultados positivos a prejuízos de mais de 40 mil euros, para justificar esta decisão). A Emas vai no mesmo caminho, os prazos dos pagamentos já passaram quase para o dobro e as dividas aumentam todos os meses. Viva o JR! Brevemente Beja estará como Serpa, 1200000€ de “multa” por excesso de dividas!

  11. casaca diz:

    É perfeitamente aterrador este 1 º semestre de Gestão ROCHA. Sem quaisquer ideias , sem qualquer capacidade de gerir o que quer que seja. Consumou-se o assalto de lugares na CMB e em empresas , das quais o EMAS é um bom exemplo e o Conservatório outro. Não existe qualquer estratégia , a Feira da Água foi uma desgraça .

    Até dos BLOG´S da cidade os PC´S desapareceram a defender o Rocha .

    REGRESSA PULIDO QUE ESTÁS PERDOADO !!!!!!!!

  12. Chato diz:

    Não deixa de ser curioso que a empresa municipal que tinha como tarefa trabalhar (também) o centro histórico, tenha acabado o ano de 2013 com um defice de 46 mil euros, quando o executivo pagou 40 mil euros a uma empresa de Lisboa, para fazer exactamente o mesmo serviço.

  13. Joana diz:

    Casaca: os blogs de Beja apenas são frequentados por uma elite, e digo bem, elite. Já de antemão politizada e partidarizada. Mas que pouco ou nada tem com a realidade da região.
    Assim, o facto de João Rocha ter aqui quem o defenda ou sobretudo quem o ataque, não é de forma alguma significativo de nada.

    Os blogs apenas vieram substituir as tertúlias dos cafés ou dos jantares das sextas-feiras, em que amigos de longa data debatem os temas do momento, com as suas visões muito pessoais e quase sempre muito próximas ou pelo menos compatíveis. Porque senão, já tinham deixado o grupo.

    Logo extrapolar para outro tipo de raciocínio ou daí retirar outro qualquer significado, parece mais a lógica da batata, do que qualquer outra.

    Agora, o que me parece que este blog ameaça ser, e não sei se contra a própria vontade do seu dono. É uma espécie de Clube dos Poetas Mortos, em que os saudosos do Pulidismo se reveem e curtem as suas mágoas.
    Até porque como tudo indica, já não será ele o futuro candidato do PS.
    Embora possa concorrer por uma lista independente, formada à sua imagem e com os seus correligionários do peito.

    Por último referir, q

  14. Joana diz:

    … que concordo com todas as criticas aqui efetuadas à nova gestão camarária. Até porque vivemos uns tempos decisivos.
    Ou a cidade e a região se desenvolvem, ou definirão de forma irreversível.

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