Out 22 2013

Hospital

Publicado por as 17:30 em A minha cidade

Destaco o editorial de Paulo Barriga na última edição do Diário do Alentejo:

“O “Diário do Alentejo”, a sua direção, é contra o encerramento de camas no Hospital de Beja. É contra o esvaziamento de valências no Hospital, é contra os cortes férreos na área da saúde, é contra a falta de médicos na região, é contra o aumento das taxas moderadoras, é contra as listas de espera para consultas da especialidade e para as cirurgias. Enfim, o “Diário do Alentejo” é contra tudo o que for contra o acesso elementar e digno e atempado da população, especialmente das franjas populacionais mais carenciadas e idosas, aos cuidados de saúde. Esta posição, que aqui assumimos publicamente, até pode parecer uma teimosia nossa. Mas não é. É muito mais do que isso: é uma obsessão. Somos obcecados pelo bem-estar das nossas gentes, cegamos perante o abandono a que as nossas gentes estão votadas, somos obstinados na luta contra a miséria, o isolamento, a solidão e os maus tratos que às nossas gentes são sistematicamente impostos. Quer pelos diferentes governos, quer pelas administrações locais que, muitas vezes, costumam ser mais papistas do que o próprio Papa. A questão, por conseguinte, não está no campo da ética jornalística. Ao assumirmos aquilo que somos, como agora fazemos, estamos a mostrar todas as cartas que temos em mãos. Sem batotas, nem renúncias, nem blefes, nem escondidinhos. E o leitor, de cada vez que formos a jogo, saberá sempre qual o nosso trunfo. A questão, isso sim, está no campo da funcionalidade. E é legítima. Deverá um jornal assumir certas e determinadas bandeiras como suas? Intransigentemente? Para além da função de informar com isenção e rigor e pluralidade, deverá um jornal tomar partido? A todo o custo? Por ordem respetiva, as minhas respostas são: sim, não, sim, não. Um jornal, qualquer um, tem o dever (a obrigação, aliás) de defender os direitos, as liberdades e as garantias que a Constituição da República Portuguesa consagra, assim como todos os itens da Carta dos Direitos do Homem. Não a todo o custo, como é óbvio, não intransigentemente. E o limite para essa intransigência reside “apenas” no compromisso fundamental dos jornais que é “informar”. Por vezes, confunde-se “informar” com “verdade” ou com “justiça”. Nada mais errado. O jornalismo “verdadeiro” é aquele que escuta as partes, por igual. O jornalismo “justiceiro” é aquele que derrapa para uma das partes. Nas últimas semanas, o “Diário do Alentejo”, cuja direção é contrária à delapidação do Sistema Nacional de Saúde, tem publicado diferentes notícias sobre o Hospital de Beja. Que até podem ser “justiceiras” por falta de comparência dos próprios visados. Há pessoas que ainda não entenderam que o direito de informar ganha par com o direito a ser informado. O silêncio do Hospital de Beja em relação a matérias tão delicadas é, para além de indelicado, perverso: costuma haver muito mais ruído no silêncio do que no diálogo. Há no Hospital otorrinolaringologistas e terapeutas da fala que podem atestar isso à presente administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo. Por certo.”

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8 Resposta a “Hospital”

  1. Zézé Martelo diz:

    Òh Diário do Alentejo; é a economia, estúpido.

  2. Anónimo diz:

    Um bom texto !

  3. HDB diz:

    Conforme declarações do rapazinho Simões todo o problema do Hospital está resolvido.
    O rapazinho tudo diz que resolve , mas nestes quase 3 anos , muito disse mas só consegue fazer m —–.

  4. citando diz:

    Tirado de um comentário daqui http://alvitrando.blogs.sapo.pt/2561705.html
    Ouvi um conto que dizia assim:
    “Este Conselho de (des)Administração realmente não tem já pontinha por onde se lhe pegue. Os únicos dois elementos (um oficial e outro à paisana) que ainda injectam alguma credibilidade são os MD’s Horáicinho (oficialmente) e Emilinha (à paisana)! O enfermeirolas ainda nem sabe a quantas anda. A Guiducha e a sua Mini Me (ver Austin Powers) desrespeitam toda a gente com as suas desculpas e atrasos, faltas constantes e intermináveis discursos mais redondos que a lua. O Rei Zezinho é um fartote de rir, desde as massagens aos pés à recepção aos amiguinhos privados lá de fora e às faustosas gargalhadas.
    E o hospital? E os cuidados? E as PESSOAS? Como é que ficam!?
    Saiam Horáicinho e Emilinha, saiam pelo vosso pé que vocês não merecem o fado que vos estão a cantar!”

  5. Polainas diz:

    Avante!

  6. Zé Capucho diz:

    http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?go=noticias&id=1366

  7. cc diz:

    O administrador Gaspar que gosta tanto da democracia bloqueou o link para a página do Diário do Alentejo na intranet do Hospital. Há pessoas que se dão mal com as verdades.

  8. HDB diz:

    @ CC– com certeza que desconhece que esse senhor foi um dos mais miseráveis ESTALINISTAS no pós 25 de Abril em BEJA?

    hoje aparece ” travestido ” de PSD e de MONARQUICO , mas no pós 25/A era dos maiores inimigos do PPD .

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