Set 10 2013

Hospital de Beja – mais lenha para a fogueira

Publicado por as 10:25 em A minha cidade

José Gaspar, vogal do Conselho de Administração do Hospital de Beja, acusou ontem o médico Munhoz Frade de ter mantido, no início da passada semana, “dois doentes oncológicos durante 24 horas” no Serviço de Observações (SO) daquela unidade hospitalar, quando os devia ter transferido para o serviço de medicina.

A administração acusa Munhoz Frade, que já foi director clínico do hospital, de ter mantido “artificiosamente” os doentes no Serviço de Observações para “sustentar” a denúncia que fez na semana passada na sua página do Facebook, onde afirmou “não estarem garantidas no Hospital de Beja as condições necessárias ao adequado tratamento de doentes oncológicos, designadamente quando o seu internamento em serviço específico é imprescindível”. O médico alertou também para a possibilidade de esse serviço ser extinto em Beja.

O director do departamento das Especialidades Médicas do hospital, Carlos Monteverde, corroborou a acusação formulada por José Gaspar classificando a atitude clínica que teria sido assumida por Munhoz Frade como “incorrecta”. O médico “irá ser passível de averiguações” e “eventualmente de queixa junto da Ordem dos Médicos”, acrescentou José Gaspar . Para já, acrescentou, o caso “está a ser objecto de investigação” pela Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo.

(excerto de artigo no Público)

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5 Resposta a “Hospital de Beja – mais lenha para a fogueira”

  1. Munhoz Frade diz:

    Não é verdade.

  2. Munhoz Frade diz:

    Os tempos de internamento em SO desses dois doentes foram 19 horas e 33 minutos e 11 horas e 32 minutos, após o que foram tratados no meu Serviço.

  3. Cota diz:

    E assim se tenta fazer justiça com injustiça .

  4. do contra diz:

    Obviamente que a reacção viria….

    Não conhecendo pessoalmente o Dr. Frade, permita-me aconselhar o silêncio sobre a matéria que possa ser objecto do processo.

    Não considere isto como um conselho à “retirada”, mas o mero exercício de um direito à defesa….É que nestas coisas dos processos disciplinares, ainda para mais com os contornos deste, todo o cuidado é pouco.

    Por outro lado, não sei porquê, lembrei-me das palavras da bíblia….não meças para não ser medido, não julgues para não ser julgado…(qualquer coisa assim)….

    Abraço

  5. Maneli diz:

    “Sérgio Barroso, director do Serviço de Oncologia do hospital, reportando-se às acusações de Munhoz Frade, disse que “já não é possível cada hospital ter tudo aquilo que é necessário para tratar um doente oncológico”, defendendo “uma complementaridade entre as instituições “. Do ponto de vista técnico a unidade hospitalar “tem as condições necessárias e adequadas” e “os meios de ligação convenientes para aqueles casos que não são passíveis de tratamento local”, garantiu.” (do mesmo artigo do Público)
    Para bom entendedor…

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