Jul 18 2013

Ainda a reforma agrária

Publicado por as 9:05 em Geral

Reforma Agrária 1975

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado português a pagar cerca de 1,5 milhões de euros de indemnização a famílias que viram as suas herdades expropriadas em 1975, por via da reforma agrária.

(ler aqui)

Trinta e oito anos depois, continuamos todos a pagar os desmandos de umas dúzias de loucos que, por vivermos em Portugal, jamais serão responsabilizados pelos crimes cometidos no PREC.

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12 Resposta a “Ainda a reforma agrária”

  1. Afonso diz:

    Bora lá condenar essa cambada de comunistas e esquerdistas irrevogáveis. Esses é que têm a culpa do estado a que chegamos. Já agora fica a sugestão: comecemos por condenar aquele que ocupa o cargo mais prestigiado…vamos condenar o Cherne!
    Que ideia esta de nacionalizar!? Nunca aprendemos.
    Toda a gente sabe que o estado deve ter apenas um papel regulador da economia…bora lá mas é resgatar bancos falidos.
    Espera lá…mas estes também foram nacionalizados?! Nacionalizamos bancos!? Coitadinhos dos senhores acionistas! E não condenamos ninguém!? Qualquer dia temos ai essa coisa dos direitos dos homens a condenar o estado novamente. Nunca aprendemos!

  2. João Espinho diz:

    @afonso – condenar foi o que o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem fez ao Estado português. Esses malandros dos tribunais europeus…… tztztztz

  3. TERRAS DE CATARINA diz:

    Infelizmente vai-se perdendo a memória do que foi a Reforma Agrária ,e de todos os gravissimos problemas económicos e sociais que provocou , alguns dos quais não estão resolvidos tal como atesta a noticia.
    Desde 1975 a 1979/80 assistiu-se ao roubo de terras , gado , cortiça , etc. Assistiu-se á mais vergonhosa perseguição de pessoas.

    QUEM COMANDAVA E EXECUTAVA ? — O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUES

    Pelo acima descrito fico completamente estarrecido quando vejo o candidato do PSD-CDS a dizer que o PC é tudo malta porreira , que não tem estigmas, etc, etc.
    O Caeiro ainda pode ter alguma desculpa pela sua juventude , embora o conhecimento da história seja importante na cultura e formação de qualquer pessoa , agora o Araujo fazer a apologia do candidato do PC na RVP é de bradar aos Céus !!!!
    O Caeiro ignorará que o João Rocha teve um papel fundamental no desenvolvimento e manutenção da Reforma Agrária no concelho de Serpa ????

    É esta a gente para a qual ele e o Araujo dão indicação de voto útil ???

  4. Maria vai com as outras diz:

    Não tenho hipótese alguma, por mais que me custe, que em parte dar razão ao que diz Afonso.

    Toda essa volupia que foi a Reforma Agrária, importa num sexto ou num sétimo do que é a também volupia do BPN.
    E enquanto na primeira há pelo menos pessoas a quem se pode apontar o dedo. Neste último vai ficar tudo em “águas de bacalhau”, ou seja, todos inocentados.

  5. tigre alentejano diz:

    A justiça vem tarde mas está ai. Resta referir que foi um tribunal Europeu a fazer justiça, não um português.
    Tal como a reforma agrária não passou de um acto criminoso, o caso BPN é ele também. Espero que a justiça venha um dia julgar estes ladrões de bancos (banqueiros/gestores/investidores), não importa a cor politica, são crimes.
    Tal como a Reforma Agrária prejudicou Portugal e o Alentejo em especial, o BPN ou outros casos, prejudicam o Estado, logo devem ser julgados sem influencias partidárias ou financeiras.

  6. CC diz:

    Eles ainda por aí se passeiam e um de seu nome José Soeiro do PCP / CDU até chegou a deputado durante vários anos, tendo anteriormente sido presidente do sindicato dos trabalhadores agrícolas e ter sido o líder dessas invasões e ocupações, devidamente programadas e executadas !!

  7. TERRAS DE CATARINA diz:

    @CC– exactamente. E é lamentável que os actuais dirigentes do PSD sofram de amnésia e se esqueçam do comportamento antidemocrático que o PCP sempre teve e continua a ter.

  8. se eu pudesse... diz:

    @CC
    E o mais engraçado, é que esse tal de Soeiro, tinha tanto de alentejano como eu de cosmonauta russo. Mais um imberbe colocado aqui na zona pelo partido. Caiu de para-quedas aqui e fez e mandou fazer a merda que fez. No fim da palhaçada, toma lá um tacho, vai para a Assembleia da República, ser deputado, representar o distrito em que te espalhas-te ao comprido. Enfim, como é o do PCP, já vou tendo piedade, bater sempre no ceguinho já não tem piada.

    @Afonso
    Tem toda a razão, estes gajos de esquerda estão sempre a lixar isto. Ou já se esqueceu que foi o tal Engº (lol) José de Sousa, vulgo Sócrates, mais o Sr. Teixeira dos Santos que decidiram privatizar o banco?

    Mas para mim o cúmulo é a moção de censura apresentada pelos verdes. Quer dizer um partido que vale, sei lá 0.01%, e estou a ser optimista, pois que eu saiba nunca se apresentaram a votos, e apresenta uma moção de censura em nome de quem? quer dizer, concorrem coligados como CDU – 1 (um) partido, mas têm tempo de antena, assento parlamentar como 2 ( dois) partidos. Já viram a barraca que era o PSD concorrer coligado com o PPD? e ter 2 tempos de antena, 2 possibilidades de apresentar moções de censura\confiança. E o CDS fazia o mesmo com o PP. Isto é que é democracia? uns mais que outros?

  9. Celso diz:

    “…..umas dúzias de loucos….” ?!!

    E quantos há ainda a defender tal “coisa” ?

  10. Maria vai com as outras diz:

    Evitei desenvolver o tema da primeira vez, pelo facto de nunca ter concordado com o processo da Reforma Agrária, mas uma vez que J. Espinho aqui o propôs para debate, e vejo os comentários aqui expostos. Resolvi escrever um pouco mais.

    Tudo aquilo que aconteceu nos campos do Alentejo e nos concelhos mais a sul do Ribatejo, entre 1974 e 1975, e que se chamou de Reforma Agrária. Passou pela ocupação pelos trabalhadores rurais das propriedades aos seus legítimos donos, e a posterior gestão das ditas pelos mesmos, embora sobre a direção de uma estrutura de cúpula coordenada por pessoas de uma forma geral ligadas ao PCP, mas não só. E que implodiu com o fim do Gonçalvismo, mas sobretudo com a má gestão efetuada das mesmas por estes últimos.
    Já que a massa das pessoas que estava à sua frente, é a mesma das que tiveram idênticas responsabilidades na gestão fraudulenta do BPN.
    Está-lhes não só no DNA e porque a justiça neste país não consegue atuar a partir de um certo nível económico e social, mas sobretudo em relação aos políticos.

    Agora manda a verdade dizer, que o PCP e não só, não conseguiam fazer por si tudo o que então foi feito, se não contassem com o apoio da maioria esmagadora dos trabalhadores rurais.
    E este ponto que é fundamental se se quiser debater ou perceber o que quer que seja sobre a Reforma Agrária, é sucessivamente esquecido nestes debates.
    Isto porque Trabalhador Rural na altura e ainda hoje, embora em menor grau, era considerado um ser “filho de um Deus menor” e ser então filho ou filha de trabalhadores rurais era uma marca que ficaria e perduraria para o resto da vida dessas pessoas sem apelo nem agravo.
    Embora não se entenda de forma alguma, porque tal como hoje, trata-se de uma profissão técnica e diferenciada, para a qual é necessário ter competências inatas, esforço de aprendizagem e atualização permanente.
    Mas não, não era de forma alguma assim; e foi por esse motivo, por revolta, orgulho próprio e luta pelo seu respeito e dignidade dos trabalhadores rurais, que aconteceu a Reforma Agrária.
    E não porque o José Soeiro e outros decidiram que tal tivesse que acontecer, como alguns dos meus interlocutores parecem fazer crer.

    Pois como dizia um grande amigo meu, a quem as propriedades do pai foram ocupadas e destruídos todos os investimentos aí realizados. A dignificação e o respeito por quem trabalha na terra, seja quem for, tem que mudar e de vez. Senão dentro de mais umas gerações, tudo o que ocorreu agora, vai de novo voltar a suceder.
    E eu julgo que é esta a verdadeira mensagem sobre a Reforma Agrária que deve ser passada para as novas gerações, sempre que se fala do tema.

  11. se eu pudesse... diz:

    @Maria vai com as outras
    Têm razão em quase tudo o que diz, excepto numa coisa, e sei do que falo, os trabalhadores “distribuídos” pelo PCP não eram trabalhadores rurais, e muito menos da zona. Sabe como era feita a ocupação dos terrenos? explico-lhe de forma sucinta e breve: o “capataz” do PCP chegava ás explorações agrícolas, fazia um apanhado do tamanho da propriedade, do número de animais, etc e num papel apontava,esta exploração tem de ter x trabalhadores, normalmente o triplo ou quádruplo do que era necessário. No dia seguinte estavam lá esse número de pessoas. Tudo pessoal ligado aos sindicatos, de sítios tão rurais como Baixa da Banheira, Cantanhede, Tomar, Seixal, enfim, alguns que me recordo e que em contaram. Qual a intenção disto, “secar” o proprietário em vencimentos, que assim que os vencimentos deixavam de ser pagos, as herdades eram ocupadas, por alegada má gestão. Se falar com pessoas desassombradas, era raro um trabalhador rural insurgir-se contra o patrão( também ouve esse casos, mas foram muito pontuais, e que em lembre apenas 1 na serra de Serpa). Portanto alegar que o PCP tinha o apoio da população rural, é falso, o que houve foi depois uma maré de oportunistas que começaram a ver o rumo das coisas e deu a vergonha que deu. Não houve nada de procura de dignidade na Reforma Agrária, ouve sim uma cambada de ladrões iguais ou piores que os que saqueiam constantemente o erário publico.

  12. Maria vai com as outras diz:

    se eu pudesse…: Tudo o que refere não só é verdade, como não é incompatível com o que eu digo. Pelo contrário, complementa-o.

    Agora, havia de facto muitos trabalhadores rurais que nos seus respectivos concelhos participavam nessas ocupações.
    E se bem que muitos fossem desses locais que refere e nada tivessem a ver com a situação e muitos fossem levados pela onda e as contingências da vida, muitos outros foram-no pelos motivos que atrás referi.
    Digo-lhe e reafirmo-o eu, que assisti bem de perto a tudo isso.

    Veremos é se ao menos aprendemos e sobretudo os diretamente ligados, alguma coisa com esse período ainda recente e bem desagradável da nossa História.

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