Mai 19 2013

Odemira e o Baixo Alentejo

Publicado por as 16:55 em autárquicas 2013,Crónicas

bisca lambida

“Faz sentido que o concelho de Odemira fique de fora da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, desvirtuando assim a área territorial e cultural desta região?”

O Alentejo tem diversas sub-regiões e entre os regionalistas há defensores intransigentes da criação um Alentejo único, adicionando por osmose, numa só região, o Alentejo Central, o Alentejo Litoral, etc… Como se sabe, e se reconhece, há diversos Alentejos. As especificidades do Alto Alentejo fazem com que ele seja diferente de qualquer outro dos Alentejos. O litoral alentejano nada tem a ver com as terras de um Alentejo do interior. E o Baixo Alentejo, desde a faixa raiana até aos areais costeiros constituiu-se, ao longo dos tempos, como um território com identidade própria e num espaço geográfico bem definido. Mas isto são coisas que nos ocorrem quando discutimos a regionalização que, como sabemos, foi chumbada e entrementes metida na gaveta.
Entretanto (Agosto de 2008), assinada por José Sócrates, foi publicada a lei que estabelece o regime jurídico do associativismo municipal decorrente da qual surgem várias Comunidades intermunicipais. As que nos interessam para o assunto em discussão: A Cimbal – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, incluindo os municípios que constituem o que conhecemos por Baixo Alentejo, excluindo-se o concelho de Odemira que veio a integrar a nova C.I.M.A.L. – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (com Alcácer do Sal, Grândola, Odemira e Santiago do Cacém). Foi, assim, criada uma nova geografia, criando-se, por lei, divórcios injustificados e simultaneamente casamentos de conveniência. Desconheço os benefícios que as populações e os municípios possam já ter retirado desta nova articulação intermunicipal. Quanto a mim, defensor do Baixo Alentejo, não me parece que faça sentido retirar o concelho de Odemira desta geografia que já conhecemos.

João Espinho (no DA)

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