Mar 30 2013

Será o cargo de Presidente da Câmara assim tão aliciante?

Publicado por as 12:49 em autárquicas 2013,Crónicas

bisca-lambida

Será o cargo de presidente de câmara, em locais de pequena dimensão, assim tão aliciante para atrair figuras de relevo, como é o caso de Torres Couto, em Alcácer do Sal?

Desconfio muito dos figurões nacionais que, de um pé para a mão, aterram em pequenas localidades com o intuito de se tornarem autarcas ou deputados, isto é, que desejam um novo trampolim para aceder ao poder e com ele continuar a ter ou a viver das mordomias que, normalmente, estes cargos oferecem.
E se desconfio destes para-quedistas, mais desconfio de quem lhes faz o convite para se tornarem cabeças de lista. Será que nestes concelhos não há gente válida para desempenhar o cargo de presidente da câmara? Ou será que este cargo é de tal forma tão pouco aliciante que ninguém lhe quer pegar?
Parece-me que os convites a estas figuras “de peso” têm mais a ver com questiúnculas internas dos partidos do que propriamente com a real vontade de ter alguém de indiscutível valor a gerir os destinos de uma autarquia ou a representar uma região no parlamento.
No meio destas figuras gradas da vida nacional, temos ainda alguns “pavões” cujos objectivos estão bem camuflados sob as penas das suas “asas”, pois tanto lhes dá serem candidatos em Freixo de Espada à Cinta como na vila mais escondida do interior alentejano. É de desconfiar de tanto amor à causa pública, pelo que, espera-se, o julgamento popular nas eleições não deixe margem para dúvidas: ou se elege o pavão ou então mostra-se o cartão vermelho e devolve-se a ave ao seu habitat de origem.
Vai um duque de copas, que também é carta vermelha.
João Espinho
(no DA)

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