Set 05 2011

Comentário de um leitor

Publicado por as 15:10 em Geral

Sobre o post que aqui escrevi, destaco o comentário de um leitor:

“(…) acabem-se também os concursos para que os outros funcionários possam alterar o respectivo posicionamento remuneratório (progressão) automaticamente de forma a recuperar o tempo perdido relativamente aos professores (que nunca precisaram de concurso). E acabem-se as requisições e destacamentos de professores em geral e em particular aquelas que já ultrapassaram há muito tempo o limite legal! É verdade! E não nos esqueçamos também do regime de mobilidade especial, nomeadamente para os detentores de horário zero ou supostamente doentes, tal como se fez para os restantes trabalhadores da administração pública em geral e na agricultura em particular. E já agora, vamos controlar melhor os pedidos de acumulação de funções no privado e dar oportunidade aos que querem iniciar a sua vida profissional, pois os mais velhos, para além da redução da componente lectiva, coitados, por força da idade, não podem aturar os miúdos na escola durante muitas horas mas podem depois acumular nos Centros de Emprego, colégios e cooperativas de ensino! É verdade, já me esquecia, porque não reduzir o número de assessorias aos orgãos de gestão, porque não aproveitar os Administrativos e Técnicos do Ministério da Educação e mandar os professores para as escolas (na DGRHE, GAVE, GEPE, IGE, DGIDC, DRE’s)? Sabe, é que à custa dessas requisições e destacamentos, existiram alguns milhares de trabalhadores que foram parar à mobilidade; sem falar nos que ocupam lugares fora do Ministério, como em Sindicatos, CCDR, etc… Bem haja a todos aqueles que se dedicam à nobre causa de ensinar, o meu respeito por todos aqueles que querem efectivamente seguir o ensino e consequentemente a minha admiração e solidariedade para os que agora começam, que tapados, bloqueados, impossibilitados pelos mais velhos, por aqueles que comem à custa do sistema, que tudo açambarcam e que nada querem fazer, ficam sujeitos a enormes sacrificios. O meu repúdio e desprezo por todos os parasitas que vivem encostados a um sistema obsoleto e injusto mas que lhes serve e interessa… finalmente, e já que estamos a falar do tal senhor, quanto a mim é dos que querem manter o facilitismo, o corporativismo exacerbado que beneficia uns mas exclui quase todos os que agora começam, e salvo melhor opinião é de todo impossivel satisfazer uma multiplicidade de realidades no âmbito da carreira docente, começando nos quadros, passando pelo (deficiente) sistema concursal e acabando nas “injustiças e ilegalidades institucionalizadas”. (…) por muita razão que tenha relativamente ao seu último post, com o qual eu concordo, uma coisa não desculpa a outra, porque quanto a regalias, poderiamos começar a limpeza pelo Ministério da Educação, começando nos Serviços Centrais e acabando nas Direcções Regionais! Quer apostar???”

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9 Resposta a “Comentário de um leitor”

  1. Ventura diz:

    Tanto odiozinho aos professores. Será trauma? Será ressabiamento?

  2. Rato dos Pomares diz:

    Ex.mo/a Sr./Sr.ª Ventura!
    Independentemente do real valor das conjecturas acerca do estado de alma que moveu Vitor a escrever o que escreveu, consegue V.Exa. descortinar ali alguma imprecisão?
    Obrigado.

  3. VIGILANTE AO LONGE diz:

    @Ventura:
    Não me parece que seja ódio: Você é que me parece ter-se picado!
    Acabem-se com as mordomias de vez e todos aqueles que estão à “babuja” do poder, tomem vergonha!
    “À babuja do poder”, infelizmente há muitos: Passos Coelho e Paulo Portas que se cuidem, porque esses “mamões” estão sempre prontos a “filar” a presa e não olham a meios para sugar o seu alimento, o qual, é o sangue de qualquer semelhante.
    Atenção: Não sou “comuna” (nem lá para o pé), mas reconheço que existe muito verme no “Centralão”!
    Seriedade, honestidade, lealdade, respeito, responsabilidade……….. PRECISAM-SE !

  4. Vitor diz:

    @ventura:
    Nem uma coisa nem outra, apenas a constatação de factos, aliás, parece que não leu tudo.

  5. Campaniço da cidade diz:

    Esclareçam lá onde querem chegar?!
    Ventura, Rato de Pomares, Vigilante e Vitor……. não dá para perceber as vossas opiniões, parece haver muita confusão em todos!

  6. NG diz:

    Infelizmente a política nacional tem padrões de actuação já conhecidos mas que todos esquecem na altura de exercer o direito de escolha. À fase das promessas à tripa forra nas campanhas eleitorais segue-se a fase de criação de uma base de sustentação que garanta a duração máxima de cada novo Governo de forma a permitir a execução da terceira e derradeira fase: o enriquecimento dos eleitos e a criação de condições para tratarem a vidinha pós governação. Para tanto, a seguir a cada acto eleitoral, os Governos dele saídos preocupam-se mais com a colocação dos amigos fieis nos lugares de chefia e das organizações de forma a calarem as vozes que se possam erguer, do que em cumprir o que prometeram aos eleitores. E quando caem, vão de bolsos cheios.
    Já algum Governo se preocupou em cumprir rigorosamente o que prometeu? Passe-se em revista a dança de cadeiras a que estamos a assistir em tudo semelhante à que antecedeu… Tudo o resto, é conversa fiada. O que me espanta é que haja sempre um grupo de crédulos, de fatia de pão na mão esticada, que vão fazendo o jeito ao Governo do partido da sua simpatia, esperando o pingo de gordura da sardinha, abanando a cabeça e tentando convencer os outros, enquanto a sardinha continua a pingar… no prato dos governantes… Os portugueses estão na política como as claques no futebol: o clube de cada um é o melhor do mundo, os outros não valem um chavo e quem se atrever a dizer mal do emblema leva longo com o pau da bandeira na cornamenta! Entretanto, os filhos em casa passam privações. E os jogadores vão mudando de camisola, alheios às guerras da bancada e defecando sobre as opiniões da claque que os aplaudiu!
    E é por isso que estamos como estamos!

  7. Vitor diz:

    @NG
    Por muita razão que lhe assista, e não deixando de concordar consigo (pese embora a -eventual- divergência de fundo que segundo o senhor, temos), pergunto: o que é que isto tem a ver com o tema principal? Mas já que vai por ai, e para que mantenhamos isto bem vivinho, ainda em relação à classe que o senhor tanto defende, fixe e medite naquilo que disse, mas pense bem, ou quer que lhe dê mais exemplos?

    @campaniço da cidade
    Então qual é a sua opinião? Vai desculpar-me mas o senhor ou é parvo ou faz-se de parvo (sem querer ofender, ok?).

  8. VIGILANTE AO LONGE diz:

    @NG: 1000 % (mil) de acordo. Comentário muito lúcido.

  9. Rato dos Pomares diz:

    Então, especialmente para Campaniço da Cidade:
    1.º – Tenho por seguro que não temos que ter opinião acerca de tudo e que é importante ouvir a opinião dos outros;
    2.º – O comentário de Vitor pareceu-me ser muito válido porque retratava com precisão alguns dos problemas do ensino em Portugal;
    3.º – Por isso mesmo li-o com muita atenção e não encontrei nenhuma imprecisão no que Vitor escreveu (acho até que podia ser mais incisivo em algumas passagens);
    4.º – Face ao comentário de Ventura, solicitei, mui respeitosamente, que me indicasse se existiria alguma (imprecisão) que eu não tivesse descortinado (salvaguardei até o facto de Ventura conhecer Vitor tão bem que pudesse ter encontrado nas entrelinhas fundamentação suficiente para o presentear com os atributos pouco elogiosos que enunciou).
    Fui suficientemente claro? Posso explicar de outra maneira.

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