Ago 25 2011

Regresso ao passado (2)

Publicado por as 10:10 em A minha cidade

Por este post já passaram os dois anteriores presidentes da direcção da “Proletário Alentejano”. Para além de outros leitores identificados (e outros nem por isso).
Por alguma razão a Coop agita as águas bejenses. Pelo menos num sector político perfeitamente identificado. Porque será?

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20 Resposta a “Regresso ao passado (2)”

  1. FB diz:

    Estes ainda são do tempo e da prática

    de

    ” eles comem tudo e não deixam nada ” !!!

    Agora aguardemos se sempre conseguem tirar do BURACÃO financeiro, em que o Júlio Raimundo deixou a Coop. Proletário Alentejo .

  2. Sócio diz:

    A queda financeira da Coop começou em 2004 com os projectos megalómanos do Julio Raimundo.
    Atribuia apoios sem fim que rondam desde que tomou posse milhões de euros.
    Segundo sei o João Machado só entrou em 2006, com o barco já a afundar.
    A Coop era comandada a tempo inteiro por duas pessoas, Raimundo e Garcia, que a endividaram até ao pescoço.
    Este ultimo, Garcia, demitiu-se nao concordando com as opções que o Raimundo estava a tomar.
    O João aguentou o barco e ficou com o menino nas mãos e tentou resolver os muitos problemas e buracos que encontrou.
    Sejam justos e nao confundam o trigo com o joio.

  3. Rato dos Pomares diz:

    Sem poder deixar de dar a merecida relevância à questão de maneio cerealífero suscitada, o comentário de Sócio leva-me a questionar se os “projectos megalómanos do Júlio Raimundo” foram identificados e nessa condição foram objecto de contestação interna em tempo útil (entenda-se, enquanto Júlio Raimundo conduzia a Coop em tão despropositada gestão) ou se só mais tarde “percebemos” que eram de tal ordem que comprometeram o futuro da Coop?
    Obrigado!

  4. Sócio diz:

    Segundo sei foram contestados nos locais próprios e alvo de uma auditoria externa.

  5. anonima diz:

    Então mas esta cooperativa já não faliu?!

  6. ZÉ DO MUSEU diz:

    Os custos fixos com pessoal + segurança social , são de tal forma elevados ( cerca de 20 % das Vendas da Cooperativa ) que é inevitável a falência . Se adicionarmos ainda custos financeiros , seguros , frota automóvel , eventuais rendas de instalações etc , etc constata-se que existe um buraco sem fundo , para não se falar já do enorme buraco constituido pelas dividas a fornecedores.

    Só lamento profundamente é o elevado nº de pessoas que inevitávelmente irão cair no desemprego.

  7. Rato dos Pomares diz:

    Obrigado Sócio.
    Então está tudo bem!
    Júlio Raimundo chega à gestão da Coop pelo seu próprio pé, sem ter que prestar vassalagem ou submeter-se a desígnios externos às suas competências de gestão (e dos demais elementos da lista que o acompanhava), geriu como achava que devia gerir e nessa condição foi contestado internamente (em sede adequada) e até controlado por entidade externa (raro, mas muito importante) e saíu quando quis (se bem me recordo o sucessor encabeçava a única lista que se prefilava para a sucessão).
    Do que é que nos podemos queixar ??? (sim eu também sou sócio, cooperante, chamem-lhe lá o que quiserem)
    Só de termos a infelicidade de não surgir uma lista com gestores experientes e independentes, dequeles que não temem nem são carregados ao colo por máquinas partidárias decrépitas nem impelidos por ambição desmedida alimentada por imperativos sucessórios (dinásticos).
    Bem . . . Ocorreu-me agora que podemos sempre estabelecer um protocolo de colaboração com a Megafinance!

  8. Jose Luis diz:

    @ Rato

    Não era uma questão de experiência. Veja-se o caso BPN que antes de acontecer a prisão do Oliveira e Costa nomeou Miguel Cadilhe como Presidente e este nada pode fazer.
    O mesmo aconteceu com a equipa liderada pelo João Machado.
    O passado é passado mas também condiciona o presente.

  9. Rato dos Pomares diz:

    @ José Luís
    A minha dúvida tinha exclusivamente a ver com a prontidão e veemência utilizadas no denunciar das tais situações anómalas (de despesismo exacerbado em particular e má gestão em geral), das quais, pelos vistos, “agora”, toda a gente tinha conhecimento.
    Se denunciaram, sem medo de represálias partidárias (ou outras) estiveram e fizeram bem, se calaram (por fidelização partidária ou outra), participaram com conivente passividade o que em termos práticos, permita-me a opinião, transforma estes “agora” especialistas em gestão em cúmplices activos no processo de delapidação da Coop, por muito boas que tivessem sido as suas intenções.
    Bem. Fica para descargo de consciência que o presumido não tinha fundamento, que estou equivocado, que o colapso que se anuncia para a Coop seria inevitável, que os mecanismos de verificação e controlo estavam bem oleados e funcionaram na perfeição. Ética e moralmente nada a apontar a ninguém e a culpa é da crise.

  10. Jose Luis diz:

    @ Rato

    Caro Rato. Isso são conjecturas a mais.
    A realidade é a que existe e tudo isto é também conjuntural.
    Existem muitas empresas em Beja em mais dificuldades que a Coop e que ninguém fala.
    São empresas grandes e que já têm ordenados em atraso.
    E são apresentadas como modelo.
    Conivência? Ou eu li mal no DAlentejo ou isso ficou bem claro na ultima entrevista do anterior Presidente.
    Deixo-lhe um conselho: compre na coop nem que sejam só uns figos…:) e já esta a ajudar …

  11. Alguém interessado diz:

    Concordo, existem aqui muitos intlectuais (ou pseudos), mas de certo que não fazem compras na coop, não participam das assembleias gerais, ou tão pouco são sócios. Vão à Coop fazer compras e mobilizem/sensiblizem os vossos famíliares, amigos,colegas de trabalho a o fazerem também.
    Assim, e com uma restruturação de fundo a Coop é viável, mas é necessário a contribuição de todos.

  12. Rato dos Pomares diz:

    @ José Luís.
    Agradeço o esclarecimento e a sugestão (conselho, se preferir).
    Permita-me porém que, até prova em contrário, continue com as minhas dúvidas (conjecturas se preferir) acerca de quão conveniente poderá ter sido, em determinado contexto, “não levantar ondas”.
    Over!

  13. FB diz:

    Quais foram os resultados da auditoria externa ???

    Ou todo isso não será ” tanga ” para ele ( Júlio Raimundo ) sair sem que os pingos de água ( euros ) o molhassem perante a opinião pública ???

    Se venderam a herdade da Vidigueira por 2 milhões de euros e se mantêm dívidas de centenas de milhares a fornecedores quem é responsável ???

    Uma vez mais a Coop. com milhares de sócios, vai deixar morrer a culpa solteira ???

  14. Jose Luis diz:

    Atenção que a auditoria externa foi pedida pela equipa do João Machado no inicio do mandato e nao antes, ou seja, na Presidência do Julio Raimundo.
    Os resultados foram apresentados, na Assembleia Geral, como tive oportunidade de ouvir.

  15. AV diz:

    Atenção que não houve nenhuma auditoria,mas sim um estudo de viabilidade económica(feito pelo gabinete do Dr. Pires Caiado)não sendo este o primeiro,pois já tinha sido feito um estudo similar ainda na altura em que o Sr. João Machado era Vice-presidente da Coop. A herdade foi alienada não por 2 milhões de €,mas sim por 1 milhão e 500 mil €. Já agora alguém me sabe dizer qual o valor do endividamento da Coop em 2010? Por motivos profissionais não me foi possível estar presente na última Assembleia Geral.

  16. Jose Luis diz:

    @ AV

    Nao é assim foi tudo pedido no mandato do João Machado como Presidente. E esse estudo é uma auditoria. O estudo de viabilidade está a ser concluído por esse professor.
    O endividamento de curto prazo foi reduzido em mais de 1.500.000€ segundo vi.

  17. ze da boina diz:

    Ora bem…depois de ler tudo o que aqui se tem escrito é inevitável dizer alguma coisa…parece que estamos a ver uma novela em que todos conchecem o vilão mas ainda têm pena dele! O Sr. Júlio Raimundo não deixou a coop no estado em que está por acaso, aliás quando se coloca como directora comercial a mulher de um dos Donos dos “Frescos” nada do que vem depois pode ser por acaso…imaginem so o Belmiro a contratar para seu director comercial o Jerónimo Martins…eheheheheh no minimo caricato não? Essa senhora para além de lhe dever vassalagem por ter chegado onde chegou com toda a sua incompetência obviamente ainda lhe deve muito mais pois a mesma para além de directora comercial ainda foi promovida a assessora de direcção e a sua empresa de informática era quem colocava todos os equipamentos assim como consumíveis na Coop…tudo isto aliado a um chorudo ordenado que muito bem pagava a sua muita incompetência faz com que tenha protegido quer o rei quer os seus sucessores!!!! e assim passinho a passinho a Coop chega ao estado em que está…isto para não falarmos na famosa heredade entregue a uma amiga da familia do rei… com tanta vassalagem ao que esperavam assistir? pois é e agora o mau da fita parece ser o Dr. João Machado….ehehehehehe´é curioso! parece me que o sr ainda tem muito para viver e para aprender até chegar próximo desta verdadeira máfia…

  18. João Espinho diz:

    (zé da boina – como deve calcular, o seu comentário – que não publiquei – contém insinuações que poderão ser consideradas ofensas pelos visados. Como o “zé da boina” é uma identificação nada credível, não poderei publicar o que escreveu. Vai para a caixa das surpresas ocultas)

  19. António Almeida diz:

    Nºao fui, nem ou ó Coop, io´ não er sóio do Pargajos?k ben a lata de este gaojos

    Por onde irao ele prgergar?1

  20. MARIA FLORES diz:

    Tem sido engraçado ler todos estes Post.

    Os camaradas da linha dura a atirarem as culpas do caldinho da COOP para os camaradas ” neo-liberais ” do rapaz Machado e vice -versa.

    Eu que pensava que estas tricas só se passavam nos” Partidos Burgueses ” fico surpreendido pelo baixo nivel a que desce a luta politica na rapaziada da Rua da Ancha.

    Tem que vir o ” camarada das cadeiras ” de Serpa para colocar a Rua da Ancha na ordem.

    Bom Fim de Semana

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