Ago 03 2011

O suplício

Publicado por as 18:25 em A minha cidade


foto: leandro ferreira

De andar nas Urbanas de Beja.

    Foi insuportável”, desabafa uma mulher que todos os dias utiliza o serviço das “Urbanas” de Beja na deslocação para o local de trabalho. Não é só o calor. “São os balanços que nos dá cabo dos rins e da coluna” e o cheiro intenso a transpiração, dos corpos concentrados num espaço pequeno e fechado. O chão do autocarro está pejado de nódoas, de terra e de pedaços de papéis, a revelar que a falta de civismo é outro dos constrangimentos que tornam desagradáveis os transportes urbanos de Beja.
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11 Resposta a “O suplício”

  1. El Juanito diz:

    Seria bom o Sr. Presidente e seus vereadores deslocarem-se em Beja nestes maravilhosos autocarros!
    Anda aí um deles que faz uma chiadeira que parece que vai gripar a qualquer momento.
    Mas o ideal seria mesmo o staff da câmara municipal andar também nas carripanas.
    Lá fazer brilharetes com os carros eléctricos sabem eles mas cuidar do povo, tá quieto!
    O anterior executivo nada fazia e este faz cenários de utopias para a cidade.
    E a quantidade de lombas na estrada, é um cenário digno de um rally!
    Ah e tal a malta abusa nas velocidades! Simples, faça-se mais controlo de velocidade com as respectivas multas que a malta já anda mais devagar (e contra mim falo, pois já fui multado em 60€ por ir a 60km/h dentro da localidade).

  2. Anónimo diz:

    Para não falar nos confusos horários e circuitos imperceptíveis a quem chegue a uma qualquer paragem em qualquer ponto da cidade! BEJA QUER melhores urbanas que realmente sirvam as pessoas!

  3. João Espinho diz:

    @anónimo – inteiramente de acordo.

  4. db diz:

    Será que é fácil suportar as despesas que esta empresa acarreta todos os meses? Não, claro que não!

    É verdade que a informação nas paragens deixam muito a desejar e que isso deveria ser melhorado, mas o preço dos combustíveis, a manutenção em viaturas de idade/Km’s “respeitável”, os ordenados dos motoristas e mecânico(s), associado à quebra de clientes nesta época do ano são razões justificáveis para que a empresa adopte medidas de corte em alguns luxos.
    Não ligam o ar condicionado?
    Cheira a sovaco?
    O ruído incomoda?

    Bem, nesse caso a alternativa são as PETRAS.
    É aconselhado o uso de protector solar e, de preferência, de circular pela sombra.

  5. El Juanito diz:

    @db
    “Bem, nesse caso a alternativa são as PETRAS.”
    Se o sr/sra tiver pais idosos, gostaria de os ver a pedalar nas PETRAS, neste monte que é a cidade de Beja.
    Façam-se tarifários mais sociais, que as pessoas aderem melhor aos autocarros.
    Uma vez lembro-me de comparar o passe com os passes de Lx e o de Beja era bem mais caro.
    Gasta-se tanto dinheiro mal gasto (ou com menor aplicação social) tipo as festarolas e outros, olhem tipo as tais “bombas de abastecimento eléctrico”, que poderia-se ter alguns autocarros em condições.
    Até parece que os carros eléctricos irão vingar a breve prazo, com os actuais preços, dificilmente se verão por aí a circular.

  6. El Juanito diz:

    Continuando o anterior comentario.

    Concordo que se olhe para o futuro mas não nos podemos esquecer do presente.
    Concordo em criar melhores condições para as gerações vindouras mas temos de cuidar das gerações menos jovens.

  7. db diz:

    @El Juanito
    Usei as PETRAS com ironia.
    Comparar Lx com Beja parece-me a mim estar a comparar duas realidades (bem) diferentes.

    Claro que queremos melhores tarifas sociais.
    Claro que é importante ter carros electricos.
    Mas… onde vamos buscar o dinheiro para isso?

  8. AV diz:

    Já agora aproveito o tempo de antena para me queixar do serviço da Rodoviária do Alentejo.
    Faço o trajecto Beja-Évora-Beja diariamente e os (antiquados) autocarros precisam urgentemente de reforma! Não sou exigente ao ponto de pedir uma viatura do presente ano, até porque maioritariamente a viatura em que viajo é de 1998 e até é bastante confortável e com óptimo AC. O que corre mal, é quando nos trocam a viatura por viaturas de 1986 e 1987, em plenos meses de Verão. É uma falta de consideração pelos clientes anuais que somos, porque além da viatura não ser confortável, não se encontra em perfeito estado de higiene e a ventilação não é suficiente – por vezes imaginei-me a encontrar elefantes e leões na berma, porque as viagens pareciam autênticos safaris..
    Justificação??
    “Ah e tal precisamos do autocarro para uma viagem à praia” – concordo, mas os clientes anuais deveriam ser respeitados e acima de tudo, mereciam que alguém percebesse que 100km num autocarro com 25 anos é uma autêntica tortura.
    Para ajudar à festa, os preços aumentaram…

    Acho que em breve alguém receberá uma reclamação no livrinho vermelho…

  9. El Juanito diz:

    @: AV
    “Acho que em breve alguém receberá uma reclamação no livrinho vermelho…”
    Ora nem mais!
    O povo português é muito parco em reclamar, como tal é assim servido.
    Se os utentes/clientes escrevessem no livrinho, até as próprias direcções das empresas teriam um feedback de como os seus serviços chegam ao cliente final e poderia eventualmente melhora-los.
    Cumprimentos.

    @:db
    Eu percebi o tom de ironia e como tal também quis acentuar essa ironia embora usando como exemplo e com respeito, os seus ascendentes (caso tenha).
    Cumprimentos.

  10. anonimo diz:

    Grave é a velocidade a que andam, com ultrapassagens completamente alucinadas!

  11. Alentejano diz:

    Concordo com tudo o que dizem, eu sou rapaz que vai para novo e ate tenho medo de andar de urbana, aquilo parece uma competição de Velocidade.
    Relativamente aos Horários ou sou um pouco parvo ou ainda não os consegui compreender, em relação ao ac é o que mais faz falta nas urbanas porque é insuportável andar de urbana em Beja em alturas de mirra.

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