Mai 19 2011

Importa-se de repetir?

Publicado por as 7:30 em Legislativas 2011

O secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, disse que o aumento da taxa de desemprego “estava dentro das expectativas”, ressalvando que “o contributo mais significativo foi de pessoas que não estavam à procura de emprego e que agora estão”. (aqui)

Será que esta gente merece uma nova oportunidade?

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3 Resposta a “Importa-se de repetir?”

  1. Paulo Nascimento diz:

    Para alem das coisas que Pedro Passos Coelho diz e desdiz logo a seguir, ou finge que não disse.

    Existe um problema muito sério de credibilidade dos partidos do eixo do bloco central.

    Não se discutem politicas, discutem-se generalidades, num tom insultuoso. E sem qualquer conteúdo.

    Quando se tenta discutir opções politicas, nota-se um nervosismo nas reacções. e as respostas, em vez de serem
    construtivas, são no sentido de rebaixar os adversários políticos. com chavões, clichés e infantilização dos adversários.

    Sabendo que essa atitude tem eco na imprensa. Uma imprensa que prefere circo mediático, para aumentar audiências ao debate sério de ideias. Que afasta os consumidores de publicidade.

    O melhor exemplo disso é sobre o assunto FMI.

    Primeiro não havia alternativa, a “Extrema Esquerda”, “irresponsável”, “utópica” faltou ao respeito ao não querer falar com os senhores do FMI.

    Para garantir esta verdade suprema, levamos com uma bateria de comentadores, a revezarem-se, com os banqueiros a dar a estocada final. Um por dia até á vitória final.

    Mas, os chatos da esquerda , não se calavam. e mantiveram-se a dizer que existem alternativas. e de tanto insistirem no assunto, lá se começou a falar da Reestruturação da Dívida.
    Num tom depreciativo, claro está. devidamente repetido pelos mesmos comentadores, do regime.

    Uma irresponsabilidade, um calote, um delírio utópico.
    Mas nunca, nunca, com explicações fundamentadas.

    Uma atitude que terá consequências para o futuro de Portugal e até da Europa.

    E cá estamos nós. A discutir as patetices que alguém disse. Neste caso sobre o desemprego.
    Mas não se fala que esta previsão de desemprego a aumentar, já vem sendo indicada pela esquerda, desde o PEC I, II; III; IV/FMI, OE 2009, 2010 como consequência mais que previsível.
    Todos aprovados (ou tolerados) pelos partidos do eixo.

    Assina-se um empréstimo (Acordo com a troika), sem saber a taxa de juro. Ora aí está um ato responsável.

    Aceita-se que a avaliação feita num par de semanas por estrangeiros, serve para avaliar o estado das contas publicas.

    Chega-se a uma situação de rotura financeira, mas não se tenta apurar responsabilidades, através de uma auditoria independente, á divida em causa. Apenas os “Utópicos” e “irresponsáveis” é que o pedem.

    Vamos pagar por uma divida, da qual, não sabemos quem deve o quê e porquê. quem é responsável por ela.
    Mas não faz mal, os responsáveis, do “arco governativo” assinam o cheque, que o povo paga, e não precisamos de saber a taxa de juro.

    Na Islândia, queriam fazer os estado pagar pelos prejuízos dos privados. Não havia alternativa. Era uma irresponsabilidade.

    O Povo não aceitou, e hoje estão banqueiros e políticos presos, ou com mandato de captura internacional.
    E o estado está a pagar as dividas pelas quais efectivamente é responsável.
    Nas condições que ele próprio define como aceitáveis.

    Mas é melhor discutir patetices, do que ideias concretas.

    ….

    O PS tornou-se uma grande agência de propaganda, destinada a garantir a sua permanência no poder. custe o que custar. E a primeira coisa que vendeu. A um preço baixo, foi o socialismo.

    O PSD aguarda a sua vez de chegar ao poder. Porque sim, porque é a sua vez, porque o regime é de alternância.

    Como pode o PSD exigir moral ou seriedade aos outros, quando foi ele que permitiu ( PEC I, II; III; IV/FMI, OE 2009, 2010), que os outros chegassem a este ponto ?

    Como pode o PSD falar em democracia, estado Gordo, e acima de tudo seriedade, quando permite figuras como Alberto João Jardim continuem a fazer parte da suas fileiras ?

    Devolvo a pergunta.

    Será que esta gente merece uma nova oportunidade?

  2. João Espinho diz:

    @pn – há uma coisa que todos nós sabemos: a vontade do povo é soberana e expressa-se em votos. Que eu saiba esta tem ditado que a alternância se verifique entre os dois maiores partidos. Quando um dia isto se transformar noutra coisa, pode ser que o “arco do poder” se alargue (ao BE, ao PCP, ao MRPP, etc…) mas, felizmente, já cá não estarei para assistir à tomada do poder pelas Comissões de Moradores e outras no género. Mas o Paulo e o Louçã sabem disso melhor que eu 🙂

  3. Pedro diz:

    Agora que não há dinheiro é que se preocupam é andar atrás das pessoas que de forma continuada, persistente e sem averiguar nada, andaram a ROUBAR o Estado e a Segurança. Social Se tivessem adoptado medidas para impedir falcatruas, roubos e erros, hoje o Estado séria diferente. Mas não! Os que roubam continuam a roubar, e os que não roubam, querem fazer como se faz para roubar. Este é povo Português!

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