Abr 16 2011

Um acto de cidadania

Publicado por as 9:00 em Geral

Seria não se candidatar.
Pior que o percurso sinuoso, é a arrogância do discurso.
Afinal, é igual a muitos políticos. É mais uma peça do sistema.
Um lamentável erro de casting.
Cuidem-se!

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19 Resposta a “Um acto de cidadania”

  1. José Mestre diz:

    O meu comentário resume-se apenas a isto : “A Queda de um Anjo”

  2. AVLISESTE diz:

    Não acho que assim seja; mas vamos esperar por 5.06 para ver e aferir.
    Reconheça-se-lhe a seu favor: Não injuria ninguém nos seus discursos e não faz ataques ferozes aos adversários.
    Provavelmente, é outra forma (melhor) de fazer política.

  3. Lucky Luke diz:

    Muito mau político (que insiste em dizer que não é. Como muitos…). Um desastre na campanha presidencial. Cada vez que falava dizia barbaridades que não lembravam a ninguém. Beneficiou da divisão do eleitorado socialista que, em grande parte, não se revia em Manuel Alegre. Tive a feliz lucidez de fugir da sua candidatura a sete pés assim que percebi o que era (ou melhor, que não era). Agora diz desconhecer o programa do PSD, que se candidata não a deputado mas a Presidente da Assembleia, etc… O dr.Nobre é mesmo um erro de casting. Independentemente do partido que o “arrastasse”.

  4. je diz:

    Não se esqueçam de que o anterior “mestre” também pratica a máxima, segundo a qual, “só os burros é que não mudam”. Só demonstra que tem aplicado bem a lição aprendida. Além do mais, como o vencimento do Presidente da Assembleia da República é 80% do vencimento do Presidente da República, a isto não se chama “arrogância” mas sim “pragmatismo”.

  5. André Miguel diz:

    Um mais que lamentável erro de casting, é um daqueles que custam eleições.

  6. Raquel diz:

    A incoerência é grave e cada vez mais evidente.

  7. Reinaldo Louro diz:

    O Marques Mendes disse ontem na TVI que esta opção por Fernando Nobre com esta afirmação, mais ou menos mas por outras palavras, que tal deveria ser inadmissível no PSD !

  8. Paulo Nascimento diz:

    Nobre é o que é. E nas presidenciais só enganou os que estavam cegos de raiva contra Manuel Alegre.

    Aqueles que votaram nele, como forma de castigar o Alegre, agora devem estar a sentir-se muito estúpidos.

    Mas isto leva a umas perguntas ainda mais importantes.

    Qual a credibilidade de um líder para ser PM. que perante umas eleições com tudo para ganhar, não consegue unir o próprio partido ?

    Pedro Passos Coelho, ao levar sistematicamente negas de notáveis do partido que lidera, têm condições para criar um governo estável e de confiança ?

    Ao convidar Fernando Nobre, não estará PPC a mostrar desespero ? Ou pior , a preocupar-se apenas com a imagem , e não com o conteúdo ?

    Perante este tipo de asneiras, será prudente entregar o leme a PPC. ?

    Pedro Passos Coelho revela sérios sinais de imaturidade e amadorismo, perigosamente temperados com um fundamentalismo irracional no liberalismo capitalista. isto só pode acabar mal.

    Se o Homem for eleito PM , até Santana Lopes passa de besta a bestial.

  9. je diz:

    Fonte bem informada do PSD disse que Fernando Nobre, “um exemplo português de altruísmo, ajuda e cooperação”. pretende ir para a Presidente da AR no intuito de dar o exemplo e pressionar os parlamentares a entregarem os respectivos vencimentos mensais, em prol da solução da crise.

  10. oiuytr diz:

    Resta saber: Com o bisturi na mão diria ele coisas assim do género:

    – Se não me deixam cortar assim saio já da sala do bloco operatório!

    – Se não me deixam cortar assim vou cortar como quero para a AMI!

    Nunca percebi porque os médicos querem ser políticos

  11. oiuytr diz:

    será que o aceitam como presidente em S Tomé?

    é que precisam com urgência de um (médico – até pode ser presidente da AMI)!

    ver anuncio da AMI: http://www.ami.org.pt/

  12. AVLISESTE diz:

    Porque não se preocupam com os cabeça de lista dos vossos partidos ?
    É caso para dizer: O PSD e PEDRO PASSOS COELHO, incomodam muita gente! Assim se vê a força do PSD !
    Quanto mais denegrirem no PSD e seus candidatos…….. melhor para nós: Urros de burro…. não chegam ao céu e os cães a ladrar e a caravana a passar !

  13. NG diz:

    Aveliseste, achou muita graça ao seu comentário de há dias e repete-se! Há gente assim: felizes por serem tolos. Aos portugueses, a todos os portugueses, interessam todos os candidatos de todos os partidos. As eleições são feitas para escolher…ou não serão??? Partindo do pressuposto que ainda são, guarde o lápis azul e deixe lá o eleitorado pronunciar-se livremente sobre os cadidatos de todos os partidos…

  14. AVLISESTE diz:

    @NG!
    Lápis azul …… há lá no seu “clube” e vá chamar tolo ao raio que o(a) parta!
    Eu e muitos portugueses, pronunciamo-nos livremente, sem cuidar de denegrir os vossos candidatos: É necessário e urgente, valorizar a diferença! Basta de regabofe.
    Tenho o grato prazer de informar: SOU ANTI COMUNISTA (PRIMÁRIO) !

  15. Reinaldo Louro diz:

    O ROSTO DA POLÉMICA

    A ” FRAUDE ” citada por Marques Mendes, origina agora em entrevista na RTP eventualmente a falta de humildade e já dá o dito por não dito, afirmando que depois dos resultados de 5 de Junho ( eleições legeslativas ), logo decidirá se o candidato Nobre de nome irá renunciar ou não, e que foi sondado pelo ‘ arco da governação ‘ sem citar nomes ou partidos !!!
    O Paulo Portas antes das eleições já deu a entender que com o CDS/PP o Nobre não contará já apoiou BE e Mário Soares .

  16. NG diz:

    Avliseste: Você escreve «…urros de burro, não chegam ao céu e os cães a ladrar …» que quer que lhe chame: burros e cães não sabem escrever! Obviamente, tolo! Um tolo que não denigre candidatos, só infama os eleitores…

  17. João Espinho diz:

    @AVLISESTE
    @NG
    A culpa é minha, que deixei passar alguma lama nos comentários. Agradeço um pouco de bom senso e respeito. Caso contrário, vou buscar o lápis azul.

  18. Fernando Mamede diz:

    @João Espinho:
    Sim, sim!
    Venha de lá o azul, que já se veio e já se foi. As nuvens taparam o céu de cinzento, e o chão onde TODOS estamos ficou lamacento, com laivos de amarelo fluorescente do polén que as flores vão soltando.
    É primavera. E nesta altura fazem-se coisas bonitas que ajudam a libertar o stress.
    Façam-no!

  19. Carlos P. diz:

    CIDADANIA
    A candidatura do Dr. Fernando Nobre, como independente nas listas do PSD, às eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho e subsequente formalização de candidatura às altas funções de Presidente da Assembleia da República tem sido motivo para díspares comentários de apoio uns, de contundente crítica outros. A opinião é livre e a todas devemos respeito. Repugna-nos porém que algumas vozes invocando o seu apoio ou o seu voto nas últimas eleições presidenciais se permitam insultar, vilipendiar e renegar de forma violenta e infamante o homem que há poucos meses atrás diziam admirar pelo seu carácter e pelo exemplo da sua vida.
    Não deixa de ser curioso, que por ignorância ou má fé, agora esqueçam que no seu percurso e antes da sua Candidatura Presidencial, Fernando Nobre já tinha, no exercício do seu direito de cidadania, apoiado diversas personalidades de distintos projectos políticos e partidários.
    O percurso da campanha e o extraordinário resultado da candidatura foram uma gesta colectiva partilhada por milhares de cidadãos.
    Sabemos que muitos dos que subscrevem aquelas criticas nunca estiveram com Fernando Nobre antes usam essa torpe falsidade para dar força e credibilidade aos seus dislates e às suas frustrações. Com esses não temos de ocupar o nosso tempo.
    Já os outros que, tal como nós, estiveram genuinamente a seu lado e viram nele as qualidades que ele realmente tem e com ele lutaram lado a lado para reganhar a esperança no nosso sistema política e para dar uma voz aos portugueses que estão insatisfeitos com o rumo que as instituições democráticas estão a percorrer, esses justificam uma tomada de posição da nossa parte.
    Para esses que agora discordam da sua opção diremos que têm todo o direito de não o acompanharem nesta sua decisão, mas já não têm direito de se considerarem por ele enganados e ainda menos traídos.
    O facto de ele seguir um percurso que cada um de nós próprios, por convicção ideológica ou qualquer outra, não seguiríamos, não permite a ninguém pôr em causa o seu carácter e a sua recta intenção.
    Recordamos que na candidatura de Fernando Nobre estiveram pessoas de diferentes partidos e opções ideológicas cobrindo transversalmente o espectro partidário português. O que nos uniu foi a sua personalidade , o seu manifesto eleitoral as suas propostas e o seu programa de acção.
    E o facto de terem estado com ele pessoas de tão diferentes matizes ideológicos significa que o seu projecto não era incompatível com nenhum deles, por assentar sobretudo numa nova ideia da praxis política, de mudança de atitude e num conceito de cidadania reforçada.
    Se olharmos aos seis desígnios estratégicos definidos no manifesto eleitoral nenhum deles é posto em causa pela sua recente opção, pelo contrário se vier a ser nomeado Presidente da Assembleia da República pode prossegui-los e seguramente que poderá fazer muito mais por eles do que se mantivesse afastado da vida política.
    Citamos ainda um importante extracto do manifesto: “ Como todos sabem – eu tenho repetido – os partidos políticos são instituições essenciais à Democracia ” e, mais adiante “ Defendo os partidos, o multipartidarismo e a representação proporcional”.
    Significa isto que o Dr. Fernando Nobre nunca questionou a existência dos partidos e a sua indispensabilidade para a democracia representativa. Por isso ao aceitar como independente, integrar uma lista de deputados promovida por um partido que se vai submeter ao sufrágio universal, não está de modo algum a violar qualquer compromisso que tenha assumido perante nós, seus apoiantes, ou a generalidade dos portugueses.
    Os subscritores da presente declaração repudiam assim as afirmações dos que como nós o apoiaram , mas agora se insurgem de modo inusitado e muitas vezes em tom inaceitável, contra uma sua opção que é inteiramente legítima e que só à sua consciência diz respeito. Ele é um homem livre e não será o apoio que um dia lhe demos que o pode privar da sua liberdade.
    Nem todos entre nós poderão repetir o voto que lhe demos nas eleições presidenciais na lista que agora integra, mas nem por isso é menor o respeito que por ele temo, nem diminuiu a nossos olhos a dimensão da sua personalidade que continuamos a ver como uma rara, valiosa e inspiradora referência moral na sociedade portuguesa.
    Aprendemos com Fernando Nobre que a tolerância, a recusa do sectarismo e da maledicência, o civismo, o respeito pelos outros são valores de que Portugal está gravemente carecido.
    O que Portugal precisa é que se forme um sentimento de Justiça e Solidariedade para todos, independentemente das suas crenças e opções.
    Não podemos aceitar a divisão entre portugueses. O que realmente necessitamos é que pessoas com opiniões diferentes se juntem, com respeito mútuo, para cooperar nas soluções dos nossos problemas.
    Portugal e a Democracia não têm tempo a perder. É hoje e não amanhã que devemos servir o País.
    Esta não é a hora de estar calado e acomodado.
    Nunca Portugal necessitou tanto que todos os cidadãos assumam as suas responsabilidades e façam ouvir a sua voz.
    Se todos nascemos livres e iguais em dignidade e direitos, não há tempo melhor que este para exercermos com determinação e responsabilidade os nossos deveres.
    Fernando Nobre siga o seu caminho a Democracia e Portugal precisam de si activo e interveniente.

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