Mar 12 2011

Sobressalto cívico (3)

Publicado por as 22:10 em Fotografia,Sobressalto cívico


foto: afonso matias

E agora?

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10 Resposta a “Sobressalto cívico (3)”

  1. Raquel diz:

    Agora?

    Agora já não tanto “à rasca” , porque já desabafaram !
    Aliviados , portanto!

  2. Pedrada no Charco... diz:

    Só não compreende quem não o desejar !

    Sem incidentes, uma marcada e simbólica presença de centenas de milhares.

  3. trabalhador rural diz:

    Senhora Raquel, presumo que deva ser pessoa que tambem usufrui de algum bom TACHO, isto a julgar pelo “aliviados, portanto”, transparece que nada do que se passa neste país a aflige.

  4. celtiberix diz:

    O carnaval já passou, que dirá o pinóquio desta vez?

  5. Raquel diz:

    Trabalhador rural :
    Engana-se!
    Aflige-me e muito. Apenas não tenho “tempo” a perder com actos onde se perde tempo e energia que me faz imensa falta para dar resposta a exigência do meu “tacho”, que por sinal é o meu sustento e dos meus filhos (que até um misero abono perderam ) . Enquanto isso , vejo-os (os jovens) a escolherem os empregos que querem , a discutir direitos e longe de saberem o que são deveres. Eu sei e será por isso , que o tempo escasseia .
    Eu sei que esta minha postura , poderá ser “anormal” nos dias de hoje….
    Já agora , perante esta enorme confusão , emerge uma nova aflição : a juventude tende a confundir emprego com “tacho” . Isso é grave . Muito grave !
    Ah , também podia falar-lhe de outras coisas que me afligem, como , saber que metade dos jovens que tão “amistosamente” manifestaram o seu descontentamento , não levantaram a “peida” do sofá para votar …

    Quer um conselho: usufrua da sua liberdade para não ser um “maria vai com as outras” e já agora , respeite a opinião dos outros !

  6. El Juanito diz:

    Acho que os cartazes deviam era exigir a demissão deste governo e avisar o próximo de que se não for competente, também estará lá pouco tempo.
    E os manifs permanecerem na rua até à queda!

  7. luisa becker diz:

    que pena eu nao estar ai,tambem iria juntar-me a manifestaçao.força juventude ,e o vosso futuro que esta em jogo.muita força e o que eu vos desejo-

  8. trabalhador rural diz:

    RAQUEL:
    Haja deus, nada melhor que reconhecer quando se fazem afirmaçoes “anormais”.Penso que não deve generalizar,porque pelos vistos tem filhos em casa e amanhã não se sabe se tera que os alimentar com o seu “tacho”, até aos 20 e muitos anos , e ai talvez mude de opinião, a não ser que que no seu tacho ainda se arrangem alguns tachinhos para colocar as suas crias. Não se atrase que isto dentro de pouco tempo deve mudar de rumo, e depois os tachos tem outra cor.

  9. Raquel diz:

    Trabalhador Rural:
    Eu não sei como está por aí o tempo na sua zona “rural”, mas na minha zona urbana chove a cântaros , como tal , já tenho agua até aos queixos e não me apetece “chover no molhado”.

    Ainda assim deixou-me a pensar 2 vezes , uma , porque acusa-me de generalizar quando o pensar anormal é precisamente o contrario (por mais pejorativo que seja a ideia) , outra porque , não sei como acelerar o crescimento dos meus filhos de forma a seguir o seu conselho, tendo em conta as suas previsões “coloridas” …
    Quer explicar-me?

  10. Semprealerta diz:

    Pobre juventude esta sempre “à rasca”
    Sem duvida alguma posso afirmar que ao longo da minha facilitada vida, juro não ter testemunhado uma geração que tenha sido sujeita a tamanhas arbitrariedades como esta por parte dos poderes instalados.
    No tempo já remoto em que eu procurava o meu primeiro emprego, o Estado mal soube da minha disponibilidade depressa satisfez essa minha ansiedade. Forneceu-me ferramenta e equipamento de fácil manejo e depressa me instalou nas belas matas de Angola onde placidadmente comecei a dilenear o meu promissor futuro.
    Quando ao fim de 26 meses consideraram que a minha formação estava concluida, foi interrompido o meu doce idilio e devolvido ao chão pátrio, sendo então alvo de uma unica benesse que jamais esquecerei e ficarei eternamente grato para com a Nação! uma requisição para me ser fornecido transporte através da CP para o meu domicilio no Alentejo! bem, talvez tenha sido um lamentavel lapso, mas nem me perguntaram se tinha meios para tomar uma parca refeição no dia seguinte.
    Com todos estes antecedentes obviamente arranjei logo um “tacho”. Por azar meu faz calos e cansa. Mas sou um homem livre… e independente. Tive foi de aprender uma profissão e exerce-la com honestidade.

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