Fev 02 2011

Enquanto na Europa cresce

Publicado por as 14:17 em Geral

Em 20 anos, Portugal perdeu 43 por cento dos passageiros de comboio.

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5 Resposta a “Enquanto na Europa cresce”

  1. celtiberix diz:

    Claro que tem vindo a diminuir. Mas a questão deverá ser posta de outra maneira: porque diminuiu decidiu-se cortar, ou cortou-se pura e simplesmente e daí… percebes? Fechou-se o ramal de Moura, agora Beja também fica a “ver passar os combóios”?
    Um serviço deste género deve “dar lucros” ou deverá apenas “não dar prejuízos”, ou ainda: dever-se-á apenas minimnizá-los? Antes de qualquer outra faço esta pergunta: as escolas são para dar lucros? os centros de saúde são para dar lucros? E toda uma população extorquida dia após dia, mês após mês, ano após ano nos seus rendimentos e nas suas esperanças deverá “arrotar” o preço da incompetência e do compadrio?
    Não me parece que nos meus tempos de tropa (há uns trinta anos) as ferrovias dessem prejuízo, e como te lembrarás a “malta da tropa” pagava apenas um quarto do bilhete com um máximo de 115 escudos (nem chega agora a 0,60€), mas mesmo atendendo aos aumentos … olha que a coisa poderia lucrar se bem gerida.
    E quanto às auto-estradas e melhores vias, uso de carro próprio e etc. e tal… os nuestros hermanos têm portagens que justifiquem a fuga para os carris? e o preço da “gasosa” compara-se ao nosso? Daí indago: se houver cortes de vias ferroviárias, que me avisem.
    (desculpa se gastei muito papel)
    Um abraço.

  2. João Espinho diz:

    @celtiberix – levantas questões importantes. Uma delas: deverá um serviço público “dar lucros”? A resposta é óbvia: se é público, não é para ter lucros. Mas também não deve ser um sorvedouro dos dinheiros públicos, isto é, não deve esbanjar os dinheiros dos contribuíntes.
    O artigo do “Público” sublinha o desastre do investimento no betão das auto-estradas: “em 1995, enquanto a Refer investia 250 milhões de euros nos carris, a Estradas de Portugal avançava com um pacote de 12 novas concessões (três delas vindas do Governo de Durão Barroso) no valor de 4,5 mil milhões de euros relativos a 2500 quilómetros de estradas.”
    Mas um especialista refere “Tem-se investido muito na construção de auto-estradas, algumas com índices de utilização muito baixos, mas, como o financiamento está contratualizado com o sector privado, não existe nenhuma vantagem em encerrarem, porque daí não resultaria nenhuma vantagem para o Estado”. Concluíndo o mesmo que “o sector privado deveria ter sido mais envolvido na exploração das linhas de caminho-de-ferro”.
    Sendo a favor de boas ligações rodoviárias (auto-estradas), parece-me que os nossos governantes esqueceram o transporte ferroviário. Ou, a acreditar nas más línguas, alguém encheu os bolsos com as AE’s e respectivas portagens.
    Um abraço (hoje falei em ti e de ti).

  3. Paulo Nascimento diz:

    @João

    interessante essa referencia a “um especialista” para justificar que “o sector privado deveria ter sido mais envolvido na exploração das linhas de caminho-de-ferro”.

    Esse especialista por acaso tem algumas acções em empresas que lucrariam com a ferrovia, ou é simplesmente um fundamentalista das privatizações ? (Daqueles que até a mãe privatizava para poder gerar mais como ele)

    O sector privado em sectores críticos, que são monopólios naturais, só serve para uma coisa. Chupar os cidadãos até á medula para depois distribuir em dividendos que são enviados para offshores, empobrecendo o país.

    Na Inglaterra já foram privatizados os comboios, no consulado da sra Teatcher e o resultado foi uma catástrofe. com diminuição da qualidade do serviço para poupar e maximizar os lucros á custa da segurança dos utentes.Até acidentes graves aconteceram á pala do fundamentalismo de extrema direita liberal.

    Não basta invocar “um estudo” ou “um especialista” para que um argumento seja tomado como uma verdade suprema.

  4. NG diz:

    Mas em contrapartida ganhou mais 43 % em pedinchas por boleia!

  5. João Espinho diz:

    @ng – como eu ando sempre à boleia, isso é boquinha para mim? 🙂

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