Fev 10 2011

Parem de nos comer por parvos!

Publicado por as 10:00 em A minha cidade

A propósito do post “Então expliquem lá isto“, destaco comentário feito por leitor:

A EDIA pagou, em 2009, 2.2 milhões de euros em salários. Não se trata de nivelar por cima nem por baixo; caso não tenha percebido, a EDIA de pouco interessa; o que interessa mesmo é o EFMA, pois é com o EFMA que os agricultores terão que se articular ao longo dos próximos 40 anos. E eu, se fosse regante, não quereria 2.2 milhões de euros – sem contar com outros sorvedouros de dinheiro, tais como o Museu da Luz ou o Parque de Natureza de Noudar que, só eles, geram um passivo de quase 1 milhão de euros por ano – a onerar o preço da água para regadio.

O que interessa mesmo – e pelas piores razões – é que a própria EDIA, nomeadamente os seus decisores, confunde(m) o que lhe(s) dá jeito com o que é do interesse do empreendimento (o tal EFMA), facto perfeita e sobejamente ilustrado com esta mudança de nome do trabalho que o pracadarepublica expôs.

Mais, se lermos o Caderno de Encargos para o dito concurso público (com o n.º 9/2009) e formos ao capítulo dos “objectivos”, vemos lá escarrapachado o seguinte “a) Elaborar um Plano Estratégico para a EDIA, redefinindo a missão e as grandes linhas de orientação para o período subsequente a 2013, que servirá de base a um diálogo da empresa com o accionista, no sentido de serem adoptadas, posteriormente, as orientações consideradas mais adequadas para o desenvolvimento da empresa;”.
Portanto, a questão nunca foi o EFMA, mas sim a EDIA e irrita-me – e penso que não serei o único – que me comam por parvo. As pessoas não andam a dormir e, como se diz na minha terra, “mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo”.

Mais ainda, houve para aí uma associação-de-vão-de-escada a fazer um comunicado inflamado, qual vestal ofendida, que – vá-se lá saber como e porquê – incorporou, nesse mesmo comunicado, informação que constava do dito estudo e que – mistério – só foi divulgada ao público um bom par de dias depois do referido comunicado. Portanto, mais que juizinho, tem que haver vergonha! E parem de nos comer por parvos, que já chateia.

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22 Resposta a “Parem de nos comer por parvos!”

  1. strogoff diz:

    Vais uma vez…

    Não podemos pensar desta maneira e ter uma visão egocêntrica. E se conhecermos os profissionais que trabalham honestamente e com qualidade, para sobreviverem às dificuldades do dia a dia, ainda mais razões temos para pensar que estes comentários são escusados. João, anda por aí “muita merda sem cheiro”, mas esses são os tais…os tais que não roubam, porque quem rouba é o pobre!

  2. Olha, olha! diz:

    Olha o Strogoff! Então já lhe mudarm o campo de sitio ou ainda lá está? Dê lá noticias dessa sua novela para saber-mos como vai.

  3. strogoff diz:

    @ Olha, olha – sabe o que lhe respondo? Olho, olho, mas não é a “vista”. Passe bem! Ah e muita instrução, faz-lhe falta!

  4. Rato dos Pomares diz:

    Pois se me é permitido eu acho que estes comentários são muito necessários. Inconsequentes mas necessários. É seguramente o comentário de alguém que está muito bem informado e que sem beliscar os que “trabalham honestamente e com qualidade”, alerta para aparentes irregularidades na condução de um determinado processo (no todo ou na parte deste). Inconsequente porque também não belisca os responsáveis que se pavoneiam em estado de impunidade e sobranceria, independentemente dos dislates que vão comentedo “carreira” fora.
    Digamos que a “marrada” do Carneiro foi bem balanceada mas que o alvo está dentro de uma pilha de pneus.

  5. strogoff diz:

    @Rato dos Pomares – É bom que assim seja, sem beliscar os bons, que são mesmo muitos!

  6. Rato dos Pomares diz:

    E em que passo daquilo que eu escrevi pode ser lido que há maus? Eu disse que há impunidade. Aproveito para pedir desculpa por ter usado o termo “sobranceria” que, admito, pode ser excessivo. Em minha defesa alego que me ocorreu o corropio de viaturas da EDIA (ou serão do EFMA?) que levam os meninos à escola e fazem as compras de caminho . . . e não são Dianes. Mas temos que alinhar por cima, não é? Posso substituir sobranceria por desresponsabilização?

  7. strogoff diz:

    Há por aí bem pior e ninguém fala.

  8. Olha, olha! diz:

    @strgoff
    Já percebi, ainda lá tem o campo não é? Temos pena.
    A verdade é que tem estado muito caladinho, e vai continuar não é?

  9. " Hobby and lobby " diz:

    O importante é AVISAR a malta.

    É este o caminho certo debater, denunciar com critica construtiva e encontrar soluções para os problemas.

    Ninguém está ou deve estar acima da lei ( na teoria infelizmente ), e as redes sociais servem agora mais do que nunca para esclarecer …

  10. Zé Carneiro diz:

    @strogoff: quer explicar onde está o “egocentrismo” e em que medida a honestidade e a qualidade do trabalho dos profissionais da EDIA tornam estes comentários “escusados”?
    Em parte alguma do comentário que fiz é posto em causa em causa o trabalho desenvolvido pelos funcionários da EDIA. A EDIA é uma empresa que nasceu com uma missão, um alfa e um ómega: construir e pôr a funcionar o EFMA e, após a conclusão da obra, explorar a rede primária. É tão simples que até chateia e está consagrado organicamente, com preço decidido para água que lhe será paga e tudo.
    Como se vê, não se põe sequer a hipótese de extinguir a EDIA, mas sim desta cumprir o fim para que foi criada, ao invés de, como está a querer fazer, exorbitar grosseiramente as suas funções e entrar num sector que não lhe diz – de todo – respeito: a gestão e exploração da rede secundária de rega. É assim em todos os aproveitamentos hidroagrícolas portugueses, espanhóis, franceses, e por aí fora: os utilizadores gerem, com o acompanhamento do Estado, as redes secundárias de rega. Existem mesmo alguns aproveitamentos, como é o caso de nuestros hermanos, em que a própria gestão da rede primária está a ser transferida para as associações de regantes.
    Já agora agradecia que respondesse às perguntas que lhe fiz. Obrigado

  11. strogoff diz:

    @ Olha, olha – vou esperar seja sua excelência a ir lá retirá-lo! Ah, e não tenha pena! Cumprimentos 🙂

  12. PRACETA DO MODELO diz:

    O Governador Civil veio hoje a terreiro defender a Gestão da EDIA . Os argumentos só revelam desconhecimento e ignorância de qual tem sido efectivamente o trabalho desenvolvido pela EDIA.
    De facto a cultura de caserna adicionada á cultura socrática não dá para mais.
    Porque não segue o conselho que os Egipcios têm oferecido a Mubarak ? GO HOME !!!

  13. papoila saltitante diz:

    Olha, olha… em 1995, usaram todos os argumentos e mais alguns, o do desenvolvimento, o da centralidade do efma, o da região desfavorecida… blá, blá, blá… para trazerem a EDIA para Beja. Agora, volvidos estes anos, 200 trabalhadores da edia em Beja, cerca de 800 pessoas de entorno familiar, pr’aí mais de 100 crianças nas escolas de Beja, não sei quantas clinicas, restaurantes, cafés, empresas de construção civil, de serviços´, amas, enfim… a única coisa que anima essa cidade, querem acabar com ela? Pois então acabem!!!! Quem é que aí não tem uma ligaçãozita com a EDIA? Quem??? E os tolos somos nós? Acabem!!!!! ÉVORA receberá de braços abertos essa empresa que tanto tem feito pelo Baixo Alentejo! Aqui os agricultores não cortam os braços a quem lhes dá de comer, os empresários turisticos reconhecem o papel da EDIA na integração de TODAS AS VALÊNCIAS DO EFMA e o povo sabe reconhecer aquilo que empresas destas podem fazer e fazem pela região!!! É por isso que temos por cá umas quantas e a EDIA será bem vinda, com agricultores, sem agricultores… Aqui pelo menos, os agricultores sabem o que fazer com a água!!!! Não precisam de ir para sessões públicas perguntar ao ministro o que vão fazer com tanta água… E depois ainda dizem que são capazes de gerir 100 mil hectares de regadio… ai, ai, bem diz o povo… isto é dar pérolas a porcos!
    Já agora, em 2010, faliram 17 empresas no distrito de Beja. E em 2011, além da EDIA, quantas mais????

  14. João Espinho diz:

    @papoila – o discurso foi bem encomendado mas tem muitas falhas. Releia o que lhe encomendaram, faça uma leitura do que aqui se escreveu e depois regresse. Ah, outra coisa: “Quem é que aí não tem uma ligaçãozita com a EDIA? Quem???” Respondo: eu não tenho e acredito que você também não!

  15. papoila saltitante diz:

    Óh João, já lá vão muitos anos, não me encomendam nada…, basta ver à distância, física e temporal… no tempo que não havia blogues, devia o João ser pequenito, leia o histórico, documente-se, estude, mas estude profundamente e depois comente… até lá, já há quem pense que de facto, em Beja, nem comboio, nem Edia, nem nada… Basta sair daí…

  16. João Espinho diz:

    @papoila – tanta espiga! Não percebi nada. Devo continuar pequenito.

  17. Barata diz:

    @strogoff, vai uma caixa de Rennie para digerir as promessa de retirada do campo?

  18. Carlos diz:

    Para além da EDIA e na mesma lógica economicista não seria também de fechar a Base Aérea?

  19. strogoff diz:

    @Barata – Você anda enganado, não anda? Só me leva a querer que é mais um dos membros da rua da ancha que anda enganado desde que nasceu. Cumprimentos

  20. papoila saltitante diz:

    Concordo Carlos, a EDIA, a Base Aérea, o comboio já era, acho que não há mais nada… Mas não é fechar, é mudar de sítio, porque há outras cidades, outros concelhos que não têm esta mentalidade! Porque se de facto a EDIA foi para Beja porque aí era o coração do regadio, se não querem que a EDIA faça a gestão do regadio, então o que fica aí a EDIA a fazer? Lá para as bandas de Reguengos até têm opinião diferente… e em Moura por exemplo…

  21. El Juanito diz:

    Eh eh eh!!! Isto há com cada cabecinha pensadora!!!
    O que é tem a Base Aérea a ver com a EDIA!
    Mais portuguêsmente falando, o que é tem a ver o cú com as calças!
    Olhem, feche-se também o espaço aéreo por cima de Beja!!! 🙂
    Cabecinhas pensadoras!!!

  22. El Juanito diz:

    Revisão editorial:

    Eh eh eh!!! Isto há com cada cabecinha pensadora!!!
    O que é que tem a Base Aérea a ver com a EDIA!
    Mais portuguêsmente falando, o que é que tem a ver o cú com as calças!
    Olhem, feche-se também o espaço aéreo por cima de Beja!!! 🙂
    Cabecinhas pensadoras!!!

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