Nov 22 2010

Sapos, ciganos e católicos

Publicado por as 10:30 em A minha cidade


foto: joão espinho

Leio as conclusões do 37.º Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, realizado em Beja, e várias questões me surgem:
– Por que razão têm fracassado as políticas de integração da comunidade cigana?
– Este fracasso deve-se unicamente à intolerância, desconfiança e segregação por parte de algumas comunidades católicas ou é a sociedade em geral que não quer/não sabe integrar esta minoria étnica?

Para discussão.

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16 Resposta a “Sapos, ciganos e católicos”

  1. Yashmeen diz:

    Estou em contacto com um activista cigano com quem tenho debatido esta questão e que luta pela integração pela escolarização. Contudo, o desejo de integração tem de ser bilateral. Não podemos exigir à sociedade que integre quem nem sempre quer ser integrado e quem não pretende, muitas vezes, ter também obrigações associadas aos seus direitos enquanto cidadãos.
    Como sabes, sou sensível a esta questão. Na sociedade andaluza a comunidade cigana foi integrada e pertence mesmo a corpos directivos e executivos, para além da integração pela música, pela arte e pelo comércio (o director da escola do meu filho é cigano). Contudo, são chamados à responsabilização social, à escolarização, à participação comunitária, à contribuição para os organismos estatais e para o erário público, sem tolerâncias maiores.
    Não podemos apenas desculpabilizar; é preciso também responsabilizar, educar, formar e, muitas vezes, obrigar. Com a chegada dos fluxos de ciganos romenos, assistimos a um novo “debandar” que não favorece a comunidade cigana; o exemplo francês reflecte a intolerância das sociedades ocidentais para com aqueles que querem viver nelas mas manter-se à margem. É uma tendência subversiva e perigosa; o cigano já não pode ser pária porque os tempos não o permitem, correndo o risco de ser marginalizado.
    Creio que é necessário uma postura mais firme em relação à inclusão: tem de passar de ser uma opção para se tornar numa obrigação. A maior integração possível é também assumir obrigações e deveres, bem como a responsabilização social. A minha postura, neste sentido, talvez seja menos paternalista do que aquilo que se poderia imaginar vindo de mim, mas penso que em tempos de guerra não se limpam armas. Os ciganos têm de estudar, trabalhar, pagar impostos se querem beneficiar dos direitos dos outros cidadãos.

  2. El Juanito diz:

    @Yashmeen
    “Os ciganos têm de estudar, trabalhar, pagar impostos se querem beneficiar dos direitos dos outros cidadãos.”
    E fazer com que alguns doutores entendam esta simples frase!
    Algumas mentes que por aqui já escreveram, pensam que não. Para os lelitos é só benesses, trabalho e estudar é só para os “não ciganos”.

  3. JP diz:

    el juanito já comprou o seu sapito?
    e aque lelitos se refere? todos?
    e os não lelitos que tb vivem á mama? serão desculpabilizados por não serem lelitos(será que vc está incluído neste pacote?)
    grande confusão vai nessa cabecinha

  4. Nature diz:

    “Não podemos exigir à sociedade que integre quem nem sempre quer ser integrado e quem não pretende, muitas vezes, ter também obrigações associadas aos seus direitos enquanto cidadãos.”

    Concordo inteiramente com a Yashmeen e a forma como expôs o seu comentário. O problema é precisamente a falta de respeito que a comunidade cigana , na maioria dos casos, mostra pela restante comunidade, dando origem ao clima de insegurança e mal estar instalado.
    Há que respeitar para ser respeitado, há que cumprir obrigações e deveres para se poder reclamar direitos, na prática o que assitimos, é a capacidade inesgotável que a comunidade cigana mostra para aceder e reclamar direitos e fugir e ludibriar quando se trata de cumprir obrigações sociais.
    Não é racismo ou xenofobia, trata-se apenas de responsabilização social para viabilizar a integração…e fazer com que a comunidade cigana entenda esta simples frase!

  5. JP diz:

    e o sr João Espinho, na sua ambiguidade, deste aprticular só diz parte do que lhe vai na alma, senão era como os burros brancos, não era?

  6. João Espinho diz:

    @jp – sendo você certamente um especialista na matéria: como são os burros brancos?

  7. Regina diz:

    Eu convivi alguns anos com uma comunidade cigana em V.N.Famalicão e a verdade é que integram-se aqueles que desejam mesmo fazê-lo, cumprindo com os direitos e deveres consignados na Constituição da República Portuguesa.
    Eles falam de racismo, mas são insolentes e desrespeitadores sempre que contrariados.
    Enquanto de um miudo negro, chines ou indiano respeita as regras logo que as entenda, o cigano entende que só aceita as que lhe convém.
    Tive excelente relações com pais ciganos, e seus filhos, mas eles proprios admitiam que ninguém tinha de os obrigar a nada.
    É a educação deste povo, o seu modo operandis, a sua cultura, mas sendo um povo nómada (por tradição, pois a maioria nasceu cá e vive cá como qualquer cidadão português), vivem a ilusão de estarem á margem da sociedade…ora, não são os cidadãos portugueses que têm de se adaptar a eles, e sim o contrário.
    Quem defende que temos de ser mais justos e aceitá-los como são, só podem ser intelectuais que cultivam utopias…Demagogia!

    E como é bom não falar sem dar exemplos, pergunto à Yashmeen, que faria se tivesse filhos, e um deles em brincadeira no ATL chamasse “burro” a um rapazinho cigano, este fugisse pela janela, fosse a casa buscar a espingarda do pai e de retorno á escola, com apenas 9 anos lhe espetasse um tiro numa perna do seu pequeno?
    Aconteceu bem pertinho de mim…

  8. Regina diz:

    Yashmeen
    Peço que me desculpe, pois relendo o seu comentário, percebi que estamos na mesma sintonia, pelo que me dirigi a si, como a outro que falasse em paternalismos, sem qualquer intenção menos respeitosa…mas apenas para mote de reflexão sobre o quão grave é a desresponsabilização constante que este povo chama a si mesmo.

  9. JP diz:

    cria-los e mata-los, não sabia esta?

  10. JP diz:

    1- o que espanta é que quando se fala de políticas de integração, parece que eles são de fora. que eu saiba, estão cá desde o sec. xiv
    2- que é que é isso de minoria étnica? voçê é o que? caucasiano, amarelo, árabe, judeu, semi-lelo?voçê é PURO???
    3-porque é que na foto, não está por exemplo o Presidente da Camara de Torres Vedras, que é lelo? pq já se assimilou??
    4-quantos milhares de ciganos se sedentarizaram,e vivem nas grandes metróploles? que é que fazemos a estes?
    5-como é que os classificamos?alguém me explica isto? os que andam de carroça, os da ford transit e os outros? qual oo critério?
    6- aprendam a conhecer o outro, seja o que ele for, vão lá, afrontem-nos, enquanto lidarmos com eles em blogs, ou com sapos,isto nunca mais acabará
    7-o que e´que propoem? subir mais o muro, por arame farpado, fechar o portão (tipo varsóvia na 2 Guerra Mundial), fazer como os Franceses?
    8-Não há e nunca haverá 1 solução apenas. Isto não é “a GNR que resolva”, cabe-nos a todos!

  11. AVLISESTE diz:

    @JP
    Se a solução nos cabe a todos, então comece você já: Leve um cigano para a sua casa; se isso incomodar, leve-o só para a sua porta! Se estiver atarefado(a) com o seu serviço, peça ajuda a um cigano; ele certamente, com toda a certeza, diligentemente lhe prestará auxilio. Se você, não tiver coragem de dar roupa ou outros pertences, faça por se esquecer deles: à porta de casa, tipo roupa pendurada na corda, etc. etc. verificará que rápidamente desaparece, se por perto houver um acampamento de ciganos ou fôr sitio de sua passagem.
    Já agora: Quando lhe fôr possivel e mesmo sem que você tenha alguma culpa ou intenção, arrange um pequeno acidente de viação com “essa gente” e depois logo contará que são gente séria e humilde com quem se pode tratar.
    Tanto @Regina como @Yashemeen dão uma visão real do problema. Acrescento eu: certamente haverá louváveis excepções, as quais infelizmente são bem poucas. Um cigano isolado, não faz mal a ninguem: é até cobarde; dois ou três já querem intimidar um povoado e submeter os outros aos seus ditames.
    Há que tomar medidas: Se cá vivem e são minoria ética, têm de respeitar as leis e normas vigentes do país que os alberga e em muitos casos lhes dá o sustento sem nenhuma contrapartida: E nem é preciso maltratar ninguem, não se pode é cair no ridiculo de as autoridades se amedrontarem perante um grupo de ciganos, quer quando passa um veículo com excesso de lotação, falta de inspecção, seguros, etc. Veja-se em Beja, nos dias em que os senhores e respectivas familias se deslocam aos CTT, para receber as grossas mesadas (x por cada adulto + x por cada cria) e depois entopem a rua da frente do mercado municipal, sem que a PSP tenha a coragem (certamente por medo) de intervir junto dos seus veículos mal estacionados. Veja-se quando algum cigano, está enfermo e internado no Hospital de Beja; qual algazarra e chiqueiro que por lá fica.
    Esta conversa dá pano para muita manga…… quem gostar deles que os adopte e lhes dê total guarida (enquanto permanecerem como até aqui)

  12. Semprealerta diz:

    JP
    Se for capaz de escrever pelo menos mais cinco mil itens em defesa da integração dessa laboriosa etnia, vai convenser-me a ser seu discipulo em tão nobre tarefa, e, até segui-lo a uma distância que me permita raspar-me a tempo, depois de apreciar o espectáculo, quando você iniciar a conversão e confrontar qualquer clã com mais de cinco homens adultos dessa pacata e humilde gente dos fins a que os procura.
    Já agora saiba que o Presidente de Camara que referiu tem sangue cigano sómente do lado paterno.
    Não quer isto dizer que não haja talvez ciganos de boa indole…. se você conhecer algum, faço questão que mo apresente para eu corrigir rápidamente este mau conceito que desenvolvi ao longo de vinte e quatro anos a viver a uns parcos duzentos metros de uma comunidade dessa desprotegida gente.
    Aliás aproveito e vou pedir-lhe um favor. Ainda há bem pouco tempo um membro dessa nobre gente, conduzindo sob o efeito do alcool uma viatura de elevada cilindrada, (apesar de não se lhe conhecer qualquer actividade) saiu da sua mão e foi embater em três viaturas estacionadas, deixando duas delas com elevados prejuízos. Embora tenha aqui nascido, conhecia toda a gente e toda a gente o conhece pura e simplesmente fugiu e escondeu-se no seio protector da tribo. Se você que realmente mostra saber o que diz, e como sabe eles são todos boa gente, e muito solidários até, menos este e a familia pelos vistos, solicite que alguém da simpática e respeitosa etnia o pressione a vir pelo menos assumir o mal que causou.
    Garanto-lhe que nesta pacata aldeia ninguem vai recorrer àqueles brandos protestos que essa canalha utiliza quando um cidadão ou cidadã comum tem o azar de travavar perto de um carro deles.

  13. Sportinguista diz:

    Chiça
    @AVLISESTE, muita bem teclado, não há melhores palavras para definir cá a sua estadia!! Enquanto não mudarem…

  14. El Juanito diz:

    @ JP
    Ora cá temos os tais celebres doutores que a escrever são uns ases mas que na pratica são alhos chochos!

    Para lhe responder mais directamente, não se ache no direito de me perguntar se também ando “à mama”. Sou muito trabalhador, pago os meus impostos e exijo os meus direitos, enfim, um CIDADÃO.
    Quando me refiro aos amigos lelinhos, é claro que me refiro aquele grupo de pessoas que vivem pendurados na segurança social e só fazem é mer…da por qualquer lado onde pousem os pés.
    Também sei que existem muitas comunidades ciganas, integradas na “nossa” sociedade. Porque é que os outros não fazem o mesmo?! Porque lhe aparam os “golpes” todos.
    Se há outros, não lelos, que fazem o mesmo, é por culpa da fiscalização da S. Social. Mas a estes, não lelos, é-lhes retirado qualquer apoio quando se apuram situações fraudulentas.
    Nos lelinhos não se pode tocar. Tadinhos deles, são uma minoria étnica! Dizem!
    E os cidadãos que pagam e têm regras, são o quê?!
    São os papalvos que sustentam essa cambada.
    Olhe sr JP, leve-os lá para a sua porta e depois venha aqui dizer de sua justiça!
    Falam tanto no muro do bairro das pedreiras, mas aquele muro tem algum problema?! A meu vêr, o muro tem um problema sim, está degradado porque mais uma vez os “meninos” fizeram das suas.
    Devia-se era descontar do rendimento mínimo daquelas famílias a reparação do mesmo. Para próxima talvez entendessem que não se estragar o que não é deles.
    Ainda aqui há dias ouvi um lelito dizer para outro, em tom de orgulho- “Manel, eu já roubo chupas e chocolates!”
    E é assim a infância deles, aprender cedo o “oficio”.

  15. El Juanito diz:

    Então, acabaram-se os argumentos?!
    Já ninguém vem aqui provar que os lelos são bons rapazes?!
    Vá lá, não se acanhem! Expliquem lá aos contribuintes o porquê do esbanjamento de dinheiro para o pessoal que não “verga a espinha”.
    São todos “direitinhos”. Que me lembre, nunca vi nenhum, nem a coxear, nem a andar curvado com dores nas costas.
    Trabalho?! Trabalho é bom para os “gajos”!

    Glossário:
    Gajo= Aquele que não é Lelo.

    🙂

  16. alvaro tramado diz:

    O meu convivio com esta étenia, diz-me o seguinte, não quer dizer que todos o sejam, mas são muito raros os que não são.
    Vivem de esquemas, funcionam como os parasitas aproveitando a boa vontade de quem contribui para a sociedade, se tivermos em conta, basta ver o nivel de detenções, fazendo uma média ao numero de individuos existentes depressa se chega a resultados surpreendentes. Mas muitas vezes escondem-se por baixo do racismo alegando que são descriminados, mas o facto é que cometem imensos crimes no nosso país.
    Um exemplo escandaloso, passa-se em Torres Vedras, onde conseguem ter um nivel de vida muito acima, mas isso não incomoda, a forma como o fazem com a protecção do Presidente da Camara é que é grave, ao principio não percebia porquê mas rápidamente compreendi.

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