Out 13 2010

A importância da propaganda

Publicado por as 10:50 em A minha cidade

Anuncia-se para hoje, com direito a destaque nos OCS locais, uma visita dos vereadores do PCP à Junta de Freguesia de Santiago Maior (Beja) e a uma Associação de Condomínios de bairros sociais, também naquela freguesia urbana.
Percebe-se a intenção: Miguel Ramalho – alcaide do Penedo Gordo – não vai explicar as razões do que, em mais de trinta anos, não foi feito na freguesia de que já foi presidente, não vai culpar-se pelo esquecimento a que votou alguns bairros da referida freguesia, nem tão pouco vai clarificar os apoios com que sempre privilegiou a parte rural de Santiago Maior.
Não, o vereador Ramalho vai à freguesia urbana de Beja que ainda está nas mãos do PCP, para ouvir queixas e críticas ao executivo da Câmara de Beja. A visita de Miguel Ramalho não é uma visita de trabalho, é uma reunião partidária numa célula do PCP.
Tudo o resto é propaganda.

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17 Resposta a “A importância da propaganda”

  1. Paulo Nascimento diz:

    Ainda hoje não se compreende como é possível o Penedo Gordo não ser uma freguesia.

    Sei que chegou a circular um abaixo assinado na aldeia, documento esse que deixou de ser visto.

    A única razão que prende os habitantes dessa aldeia á freguesia da cidade, parece ser o serviço de urbanas.

    Em todo o resto, ou são prejudicados em relação á parte urbana, ou prejudicam a mesma. Mas nunca numa situação de equilíbrio dentro da freguesia de Santiago Maior.

    Por outro lado, existe o anacronismo de uma cidade com uma urbe bem definida territorialmente, estar dividida em quatro freguesias distintas.

    Uma Situação só justificável pela tradição.
    Economicamente e administrativamente incompreensível.

    Deveríamos estar a discutir a fusão das quatro freguesias urbanas numa única freguesia

    Existem muitas casas divididas em duas freguesias no interior da urbe. O que se torna um martírio para os infelizes proprietários das mesmas, cada vez que têm de tratar de algum documento.

    Por outro lado, uma maior racionalidade de meios, como funcionários e investimentos seria possivel.

    Até o mobiliário urbano seria mais uniforme ( ecopontos por ex.)

    Já para não falar do menor numero de eleitos e de passar a existir apenas um executivo.

    Deveríamos pensar na criação da freguesia de Beja ( ou Pax Julia) e da freguesia do Penedo Gordo.

    Fica pois a ideia.

  2. AVLISESTE diz:

    Amigo:
    É tempo é de fundir as que já existem e não estar a criar mais, porque não têm dimensão demográfica que justifique a sua existência. Se quizermos ser ainda mais racionais e poupados, teremos de encarar a breve prazo a extinsão de alguns concelhos que igualmente não possuem dimensão para existir como tal.
    Pensemos então: No distrito de Beja há 14 Concelhos o que implica 14 presidentes, 14 viaturas presidenciais, 14 chefes administrativos, tudo X 14, para já não falar dos nâo sei quantos deputados concelhios a tempo inteiro: 14 Engenheiros técnicos, etc. etc. ´TUDO à grande X 14 ! Será que justifica ? Será que se justifica haver concelhos com uma ou duas freguesias; será que se justifica haver freguesias com menos de 1.000 habitantes ?
    Se se quer e há absoluta necessidade de poupar, valia a pena pensar para já só nisto !
    É muito dificil de implementar, porque cada um quer ser dono e senhor da sua capelinha e a outros acabava-se-lhes a papa!

  3. José Roberto diz:

    Continua o romance entre João Espinho e Miguel Ramalho, com Francisco Santos pelo meio é bonito ver o amor entre as pessoas.
    Love is in the air…………….

  4. Paulo Nascimento diz:

    @AVLISESTE

    É precisamente isso que defendo.

    Extinguir as quatro freguesias urbanas (São João, Santiago, Santa Maria e Salvador), e criar duas novas.
    A freguesia de Beja, que será a fusão das quatro anteriores. E a do Penedo Gordo, cujo território será retirado a Santiago Maior/Beja.

    Ou seja. De quatro originais, ficam duas.

  5. AVLISESTE diz:

    Sr. Paulo Nascimento:
    Defende o senhor e defende qualquer pessoa minimamente inteligente: Só que isso, como sabe, não interessa a muito boa gente. É preciso é ir defendendo, contra ventos e marés, estas ideias, porque àgua mole em pedra dura tanto dá até que fura! Infelizmente, já chegámos ao ponto em que não nos podemos dar ao luxo de ter gabinetes e gabinetezinhos, comissões disto e daquilo, “por dá cá aquela palha”, que nada de conclusivo ou produtivo apresentam. Está mais que provado, que a grande maioria destes senhores, só pensa em servir-se e não em servir (nem é preciso citar exemplos, já que os mesmos abundam).
    Quanto à reorganização das freguesias pode ir mais longe: Quintos, Salvada e Cabeça Gorda; Trindade e Albernoa; Beringel, São Brissos e São Matias; Neves e Baleizão: Destas todas, fazer apenas quatro freguesias, com o nome que entendessem e já poupavam muito dinheiro. Para tudo isto é necessário haver uma grande vontade politica, o que infelizmente, não existe e pelas razões que todos conhecemos e que já apontei.
    Mas, o rei tem de ter a sua corte e os seus fidalgos, enquanto a plebe esgrime entre si as migalhas !

  6. ze de beja diz:

    o problema não é de freguesias ou concelhos, é da canalha que se instalou a comer á conta

  7. almeida diz:

    QUE GRANDES TEÓRICOS DE PACOTILHA TEM A NOSSA PRAÇA!!!!

  8. João Espinho diz:

    @almeida – detesto GRITOS na minha casa.

  9. AVLISESTE diz:

    Teoricos de Pacotilha ???? Ah… Ah…. deixem-me rir!
    O senhor deve ser um dos visados !? Deve ter andado ou anda a comer à conta: Só assim se entende a sua presumida arrogância. Mas não se exaspere sr. Almeida, os tempos dar-nos-ão razão, porque reduzir e racionalizar é a palavra de ordem, se não quizermos ir todos (Avós, pais e netos) para o penico, e para aí, irão culpados e inocentes, senão houver a coragem de inverter caminho e emendar a mão quanto antes!

  10. almeida diz:

    Olha,tem piada, picou-se!!!! Aliás, só demonstra a sua pouca inteligência.(para não dizer nenhuma) mas com ares de sabichão de PACOTILHA.
    Alguém acredita em si?

  11. João Espinho diz:

    @almeida – você tem um tal respeito sobre as opiniões alheias que calculo que ande a frequentar um sítio que eu cá sei. Vá, respeite lá as ideias dos outros.

  12. Abade Anacleto diz:

    Apenas quero deixar aqui expressa a minha total concordância com tudo, mesmo tudo, o que AVLISESTE aqui comentou.

  13. Vitor diz:

    Sr. Avliseste, concordo consigo em absoluto, ou seja, com a criação de “agrupamentos” de freguesia de forma a que reduzisse substancialmente a quantidade das existentes e consequentemente o despesismo necessário para além de que manter-se.ia o actual regime remuneratório em função da forma de exercicio do cargo ou pelo menos dever-se-ia evitar o aumento das remunerações resultante dessa reestruturação pois como sabe as reestruturações não poucas vezes são acompanhadas de “reestruturações financeiras”. Aumentava-se a responsabilidade, as competências, consequentemente o orçamento como não poderia deixar de ser mas deixava-se ficar a remuneração actual (em função naturalmente daquilo que a lei determina consoante o número de eleitores).

  14. AVLISESTE diz:

    Senhor Almeida:
    Eu, por mim, encerro aqui a polémica, porque V. Exa. já mostrou de que lado está! (Mas pense bem; nunca é tarde para mudar e só os burros não mudam).
    Repare que o senhor não opôs qualquer ideia aquilo que eu defendi e defendo e felizmente outras pessoas começam a defender e até exigir, não só em Beja, como noutros pontos do país. O senhor unicamente pretende impôr-se pelo insulto gratuito e disso, sinceramente, já temos que chegue e que mau grado, nos colocou na situação em que nos encontramos.
    Lamentávelmente, o senhor e seus condiscípulos, não conseguem contrapôr uma única razão que invalide aquilo que defendo e referi.
    João Espinho, como vão longe os tempos em que nós e outros da nossa geração, tinhamos esperança num amanhã diferente, para nós e nossos filhos, daquele que os nossos pais nos legaram. O que estamos a deixar para os nossos filhos, infelizmente, é terrivelmente pior que aquilo que herdámos dos nossos pais. Mais triste que a ilusão, só a desilusão, a qual dá lugar à frustração!

  15. Algarvio diz:

    Oh Espinho, com o comentario que fez so demonstra a sua pouca inteligência. É outro teorico de pacotilha, está visto

  16. João Espinho diz:

    @algarvio – por mais que tente, não me arrasta para o seu nível de boçalidade.

  17. AVLISESTE diz:

    Senhor Victor:
    Agrada-me ter ido ao encontro do seu pensamento: Faz todo o sentido começar a dar os passos necessários para ir formatando ideias que nos levem a melhores vivências. Até há bem pouco tempo, defender agrupamentos de freguesias ou a extinsão de concelhos, era uma perfeita heresia: hoje já é uma necessidade preeminente e muito urgente, tendo em conta a necessidade absoluta de economizar e poupar os poucos recursos existentes. Em meu modesto entender, a implementação destas fusões ou extinsões em nada prejudicaria o dever civíco da participação e gestão democrática do poder local.
    Não percebo como alguem defende a regionalização e depois pretende manter todas estas “capelinhas”, freguesias, freguesiasinhas, concelhos e mini concelhos, etc. etc. Defender esse tipo de regionalização é aumentar e perpectuar o número de tachos e afilhados, sempre prontos a saltitar de galho em galho à procura da melhor sombra!

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