Arquivo de Setembro de 2008
António Lobo Antunes em Nova Iorque
25 de Setembro de 2008-
E foi então que a sessão que poderia não ter passado de um morno debate sobre a criação literária foi animada com as descrições de António Lobo Antunes sobre a pesquisa feita: “Quando falei com alguns travestis entendi que evitavam comentar a sua vida privada mas adoravam contar o que faziam com alguns políticos portugueses, um dos quais muito conhecido, que pedia para ser penetrado e representar um papel passivo na relação sexual. Não consegui saber os seus pensamentos mais profundos nem sobre as suas vidas normais, apenas que havia neste meio muitos e desesperados suicídios e que eles trabalhavam numa situação de grande clandestinidade. Compreendi então porque é aquele jovem dizia que o pai era um palhaço”.
Para ler na íntegra aqui.
As velhas
25 de Setembro de 2008Mãos
25 de Setembro de 2008
São 28 fotografias de 14 autores.
A sessão de abertura da exposição decorrerá na Biblioteca Municipal de Beja no dia 27 de Setembro, Sábado, pelas 11 da manhã.
Para quem gosta de fotografia, aconselho vivamente a visita. E a viver as experiências dos fotógrafos:
João Cravo
António Delicado
Margarida Araújo
Henrique de Oliveira Pires
Maria Paula
Francisco Pinheiro
Marta Cravo
Armando Cardoso
Vanda
Elsa Mota Gomes
O maltês
Angélica Valente
Alzira Avelino
Jaime Bahia
(isto não mete uma almoçarada, compadre?)
Pais
24 de Setembro de 2008Hoje, na bicha da caixa do supermercado, uma mãe cede momentaneamente o seu bébé de colo a uma senhora que se ofereceu para tal. Para que a mãe escolhesse alguns frutos expostos. Não passaram 2 minutos e o bébé fez aquele beicinho de quem não quer o colo onde está. E ouço a frase, deste colo emprestado, dizer: “Mãe é mãe. As crianças procuram sempre as mães, quando estão doentes e…..”, desliguei, respirei fundo e disse, para quem quis ouvir: “Foi assim que a senhora foi tratada e seguramente é assim que o seu marido trata os seus filhos”. Ao meu lado, um homem afirma “você tem muita razão” e a seguir uma outra senhora diz “o que seria de um filho sem o pai”.
Como em qualquer mercearia de bairro a conversa evoluiu. Os homens que ali estavam, curiosamente, tratam dos seus filhos, ficam com eles em casa quando estão doentes, cozinham, passam a ferro e fazem aquilo que, para aquele momentâneo colo, são coisas de mulheres.
Ainda há quem não perceba em que época vive. E não são só algumas mulheres.
Colóquio – Um esclarecimento
24 de Setembro de 2008Ou dois.
1º – O Colóquio “A Desertificação do Interior” é aberto ao público. Não carece de inscrição prévia.
2º – Não sendo o Praça da República uma instituição, não foram enviados convites encartados. Porém, tive o cuidado de enviar mail a diversas entidades, pessoas particulares e amigos, como forma de convite.
Como, por exemplo, a todos os presidentes de câmara do Distrito de Beja e outros autarcas que, penso eu, poderão ter interesse no tema em debate.
Muito certamente alguns sentirão a falta de um convite formal.
Sintam-se todos convidados. Mesmo que desta forma informal.
Erotismo e fotografia
24 de Setembro de 2008
foto: robin fabrice
As fotografias de nus carregam consigo um estigma que as mentes, mais ou menos preconceituosas, vão tentando propagar. Olhar para uma fotografia, seja de uma paisagem, de um rosto ou de um corpo nu, é ver uma forma de Arte e só assim se pode conceber a Fotografia.
É verdade que os corpos nus são também explorados como objectos de excitação sexual, mas nada disto tem a ver com Fotografia e muito menos com erotismo.
A fronteira, por vezes, pode parecer ténue, mas um olhar atento consegue de imediato distinguir erotismo e pornografia.
A imagem que ilustra este post não sugere interpretações. O domínio da luz e a boa aplicação da profundidade de campo transformam um simples corpo nu numa imagem onde tudo se pode ver sem se ver e onde se imagina o que não se vê.
É, sem dúvidas, uma Fotografia.





