Abr 01 2008
PLANO DE MOBILIDADE SUSTENTÁVEL DE BEJA
Deixo aqui o ponto 10 do estudo apresentado hoje em Beja.
Creio que a CMB irá disponibilizar no seu site o referido plano.
A discussão pública está aberta.

10. Diagnóstico e Conclusões
Ao nível do diagnóstico é possível reter os seguintes aspectos mais relevantes:
− Verifica-se que o transporte individual é de longe o modo mais utilizado nas deslocações casa emprego, com cerca de 56% do total, seguido do modo pedonal, cerca de 35% e do TC rodoviário, cerca de 6%;
− É possível concluir através dos indicadores globais de saturação que na generalidade não existem problemas de congestionamento rodoviário;
− As duas carreiras urbanas possuem uma procura global de cerca de 1400 passageiros diários, o que se pode considerar como um valor satisfatório;
− Genericamente, face aos dados disponíveis, os objectivos traçados no Estudo de Ordenamento da Circulação e Estacionamento foram atingidos, conseguindo-se aumentar substancialmente a oferta na zona mais central da cidade através da abertura dos referidos parques e, por outro lado, aumentar a rotação do estacionamento nas zonas vocacionadas para uma ocupação de curta duração;
− Ao nível da circulação pedonal, verifica-se que o grau de compacidade da cidade favorece as viagens a pé, particularmente no centro histórico;
− Verifica-se também um aumento do peso da população idosa acompanhado por um crescimento tanto da taxa de ocupação, como de um crescimento demográfico moderado.
Num âmbito mais propositivo, foram estudadas a possibilidade alteração dos sentidos da rua Dr. Aresta Branco, assim como a qualidade das ligações entre um conjunto de centróides exteriores e de pólos geradores.
Relativamente à inversão de sentidos na rua Dr. Aresta Branco, os resultados obtidos a partir do modelo revelaram-se inconclusivos. Relativamente à ligação entre os vários centróides e pólos geradores, apesar de se verificarem desvios importantes face às performances em vazio, os tempos de percurso associados são suficientemente reduzidos para se poder considerar que a qualidade destes percursos será no mínimo razoável.
Começou também nesta fase a ser definido um modelo global que permita monitorizar a sustentabilidade da mobilidade em Beja. Este modelo, uma vez que irá incorporar indicadores a serem construídos ao longo do desenvolvimento do estudo, só será concluído na última fase. Para a estruturação e configuração do mesmo, adoptou-se a estrutura definida pela OCDE do modelo Pressão-Estado-Resposta.
Ao nível dos próximos desenvolvimentos do estudo, e estando já construídas as ferramentas de análise que serviram para este diagnóstico, avançar-se-á nos seguintes domínios:
− Definição de um processo de apresentação de medidas e sua aceitação pelos vários stakeholders;
− Análises mais detalhadas ao nível da circulação rodoviária, nomeadamente no caso da rua Dr. Aresta Branco, ou outras de soluções de reordenamento viário no centro histórico e do seu impacte na circulação.”

1 de Abril de 2008 às 18:24
não sei se ria ou se chore…. alias tem toda a lógica afunilar o transito todo no largo de santa maria quando a rua dr aresta branco podia ser um veio de saida da mesma…
1 de Abril de 2008 às 18:29
A intenção da CMB, tanto quanto sei, é inverter a actual situação da Rua Dr Aresta Branco.
1 de Abril de 2008 às 21:01
Deve ser engenheiro!
1 de Abril de 2008 às 21:13
No meu caso particular, utilizo o automovel porque tenho que levar os putos à escola, caso contrário utilizaria os transportes públicos.O projecto que CMB tem para concentrar os alunos do 1ª ciclo com os restantes, vai aumentar a necessidade de utilização do carro particular, este é um erro estratégico, que se vai pagar bem caro!
cumprimentos
2 de Abril de 2008 às 0:20
Lá vai a minha antiga Rua da Guia sofrer as consequências deste “desafunilamento”…
2 de Abril de 2008 às 2:19
Chegaram de longe e iluminados
As mentes regressadas à Terra.
Não essa, de planeta nomeado
Mas às ruas, de casas e pedras
Às voltas achadas de antanho
Por Bem de juntar o povoado
Acharam sob luz de seu tamanho
Se perderem em erros do passado
E toca de trocar as voltas
Em frente passou ser p´ra trás
O ir fugiu todo da Praça
- P´ra melhor- sorriu-se num cartaz
E foi dado o tempo ao tempo
- Toda a obra nasce Prima incompleta -
mais sinal aqui e outro ao vento
Sem rima, nem branca, nem poeta
E foi o tempo andando
Cansado do tempo passado
As luzes dos olhos se apagando
Da luz que apagou o povoado
E as pedras de histórias escritas
pelos passos das vidas de sempre
gritaram de novo pela vida
nessas voltas que d´ antanho o Hoje merece
E eis que de Velhas renascidas
As voltas que de Novas lhe chamam
Reclamam por ter sido esquecida
A Verdade que de antiga é tamanha:
“Não há caminhar mais certo
Nem volta que tenha menos cruzes
Que o andar que desenha um cego
No mapa do andar sem luzes”
2 de Abril de 2008 às 13:56
Mas quem são estas cavalgaduras que vem de Lisboa ensinar á gente como é que se ordena o trânsito?
Aposto que são os perigosos comunistas que ainda por cima dizem bem da cidade de Beja, e não dizem mal da CM Beja nem do ordenamento do trânsito, é claro que só podem ser comunistas. Ainda por cima, se forem ver quem dirige esta equipa técnica é um tal de José Manuel Viegas que nunca ninguem ouviu falar, e é feito por investigadores de um tal Instituto Superior Técnico, que como toda a gente sabe, é uma daquelas escolas que faz entre outros técnicos, engenheiros num fim de semana com provas de Ingles Técnico enviadas por fax.
isto só pode ser obra de perigosos comunistas.
2 de Abril de 2008 às 14:03
@vigilante – essa não pega!
3 de Abril de 2008 às 23:14
Muito bem metida Vigilante!
3 de Abril de 2008 às 23:30
@druida – não se viu nada!