Fev 27 2008
O preço do pão
As notícias não são nada boas.
“Em Portugal, a indústria de panificação diz que não aguentará sem aumentar o preço do pão. Na ordem dos 50 por cento, para poder sobreviver.”
E o que farão os portugueses para sobreviver?
27 de Fevereiro de 2008 às 14:19
isto é simplesmente ridículo, os preços nos mercados internacionais são calculados em dólares, ok tudo bem o preço sobe em dólares, mas o dólar face ao euro esta cada vez mais barato (1 euro já vale 1,5 dólares), logo a variação real do preço para os países com euro anda ela por ela, o mesmo se passa com o petróleo, isto não passa de simples especulação, são mais uns a querer encher os bolsos… não chega já os chulos das gasolineiras a dizer que o preço do crude está caro quando nos últimos 5 anos teve uma variação de 5 euros para cima e para baixo… mais uma vez pura especulação…
27 de Fevereiro de 2008 às 15:01
A estratégia é optima: manda-se para a comunicação social essa informação, de que o pão vai aumentar 50%. Passados uns dias, poucos, a notícia é de que afinal o estado negociou o aumento que vai estabelecer-se apenas nos 10% e o povo fica contente porque afinal o pão SÓ aumenta 10%. Viva Portugal!
27 de Fevereiro de 2008 às 15:28
@madalena – isto se aparece aqui alguém do governo ainda diz que pertences a um sindicato tal não é a forma maquiavélica que se arranjou para ai para atacar o governo… eh eh
27 de Fevereiro de 2008 às 15:29
João, eu? pertencer a um sindicato? ahahahahahahhahahahahahha
com esta é que me partiste toda, é de rebolar a rir.
Quanto ao resto só espero n ter razão.
27 de Fevereiro de 2008 às 15:30
atão e o sindicato dos jornalistas?
27 de Fevereiro de 2008 às 15:36
João o que é que tem?
27 de Fevereiro de 2008 às 15:36
@madalena – isto é o argumento que o governo arranja para qualquer pessoa ou entidade que proteste contra…. já que eu também estou nessa, alem do meu argumento inicial claro…
27 de Fevereiro de 2008 às 15:37
pensei que fosses do referido sindicato.
27 de Fevereiro de 2008 às 15:39
já que se fala de sindicatos, alguém me arranja um, que o inergume e incompetente do meu chefe diz que na minha empresa não há sindicato para ninguem…
27 de Fevereiro de 2008 às 15:41
João Espinho, ahahahahhahahaaaaaaaaaaaaahahahahha!!!!
27 de Fevereiro de 2008 às 15:41
Eu larguei o meu no passado mês de Novembro. Deve haver lá mais umas tantas vagas.
27 de Fevereiro de 2008 às 17:36
Para que é que servem as autoridades da concorrência? Já não bastava o roubo feito pelas gasolineiras, agora isto. E acredito que há muitas empresas ligadas à panificação que têm ganho muitíssimo dinheiro. Pudera, vender um pão de quilo com 800 gramas, a preços proibitivos…
27 de Fevereiro de 2008 às 18:19
A prestação da casa, o gás, a electricidade, a água, o condomínio, o crédito pessoal, a conta ordenado, etc…
Valha-me Deus !….
A juntar a isto temos: um governo que é uma mera ficção, a sobranceria do primeiro ministro, a cara da ministra da educação, os rapazes do PS, o novo riquismo, a Câmara de Beja, os caciques, o Menezes, o Portas Portucale, o frei Louçã da esquerda caviar, o JAMAIS, os pobres que cada vez são mais no meu país de ABRIL, os lucros da banca, o meio milhão de desempregados com os seus dramas, e a puta da hérnia que não me deixa em paz, que país de merda o meu!…
Aqui d´el rei quem nos acode ? …
27 de Fevereiro de 2008 às 18:28
eu continuo na minha, Salazar volta que estás perdoado…
27 de Fevereiro de 2008 às 19:05
@J Barros: Podes levar a parte que me cabe na múmia do Salazar. Ficas aviado a dobrar e eu livre da sinistra lembrança desse completo atraso de vida.
Quanto ao panito ao qual querem (quase) dobrar o preço, temos duas saídas: uma é de seguir a frase que valeu a cabeça à Maria Antonieta: “Se o povo está com fome e não tem pão, que coma brioche”
Pois que venha lá então o tal broche, digo brioche. Não é pão mas alegra… 😉
A outra é a gente manifestar a opinião, através de bengalada ou gesto executado a partir de artefacto de igual utilidade, de que meter mais que três dedos faz doer.
27 de Fevereiro de 2008 às 20:43
Devia de assinar como anónimo, mas sei de fonte mais ou menos segura que a maior fábrica de Beja nesse ramo já hoje não anda nada bem…
27 de Fevereiro de 2008 às 21:08
@Zig – falo sem conhecimento de causa, mas o problema da maior parte das empresas é em tempo de vacas gordas, não criar sistemas de forma a precaver situações futuras menos favoráveis, e quando estas surgem estão apeados… outra situação é uma estratégia de crescimento mal calculada que mais cedo ou mais tarde entra em rotura…
28 de Fevereiro de 2008 às 0:31
@Zig.
Pois mas essa coisa de as empresas criarem almofadas financeiras nos tempos de vacas gordas é uma perfeita utopia.
Por um lado há o Estado garganeiro que mal vê um tostão parado logo abre a guela e lá vai tudo por ela abaixo.
Por outro lado, nos tempos de vacas gordas tende-se a investir em melhores máquinas e outros meios de produção, de modo geral dando o capital próprio como garantia e recorrendo a créditos bancários. Se surge um contraciclo de duração e profundidade inesperados, logo todas as contas ficam furadas. Este entrar em rotura apenas existe em todas as empresas até mesmo as grandes, porque num espaço europeu sem fronteiras, as gritantes diferenças fiscais em territórios contíguos distantes de poucas dezenas de quilómetros criaram distorções inultrapassáveis.
Portugal está perante um dilema que não tem outra solução que não passe pela renegociação ou mesmo rotura, esta sim, do pacto com a UE. Não é possível uma saída perante as premissas actuais com uma Espanha ao lado de taxas muito menores e alargando; neste mundo de crescimento exponencial das economias emergentes, estando nós presos a um pacto de estabilidade e crescimento que limita e atrofia todo o desenvolvimento económico.
Umas perguntas faço: porquê esta obsessão do défice?
Em quê melhorou a nossa economia o termos parado o desenvolvimento – numa altura fulcral de embate amarelo- para satisfazer exigencias desenquadradas do combate global?
De que nos tem servido a credibilidade do euro alto?
As respostas poderão ser resumidas em pc importados mais baratos e desemprego derivado do despedimento ligados à perda de competitividade das exportações por via o euro alto.
Uma das soluções que deveria ter sido de imediato adoptada seria a do cálculo do défice efectuado em periodos definidos em vez de anualmente. Um país, tal como uma empresa, pode ter de efectuar investimentos importantes, – mesmo por vezes inadiáveis de forma à não perda de competetividade -, num ou dois anos, tirando depois partido do investimento nos anos sequêntes. O défice calculado assim seria decerto favorável, contrário ao que é tendo apenas em conta os ciclos curtos de 36o dias que a miopia da comissao europeia tende a ver como compartimentos estanques. Como se os anos não fossem apenas convenções temporais humanas e a vida não fosse um fluir contínuo.
O que tem isto a ver como pão? Tem tudo porque nem só de pão vive o Homem e atrás de uns dias outros dias virão….
28 de Fevereiro de 2008 às 2:02
Suspeito bem (melhor diria :mal) que há um aproveitamento dos industriais de padaria a pretexto do aumento do trigo.
É que se o valor da farinha só representa uma parcela do custo real do pão ( em França 5%: aceitemos que cá é francamente mais, pois os salários dos trabalhadores são bem menores), o aumento honesto do preço do pão deveria ser referido só a esse componente do valor da matéria prima a transformar.
Para que o aumento fosse de 50%, como propoem, teria de ter havido igual aumento nos salários, na energia, nas rendas ou amortizações das instalações e equi+amento, etc.
29 de Fevereiro de 2008 às 21:44
Vou congelar pão, e vender daqui a 3 anos, só espero que a AZAI nã descubra a minha arca frigorífrica
27 de Outubro de 2008 às 16:57
falar em aumento do prço do pão nesta altura é pura e simplesmente escandaloso.então os produtores vendem o trigo a 0,21 euro e o preço do pão vai ser aumentado quando já e vendido a 1,5oo euros. mas há mais a taxa de panificação em farinha de 1ª é pelo menos de 1,3 kilos de páo por quilo de farinha. TODO O MUNDO TEM O DIREITO DE GANHAR E O DESGRAÇADO DO PRODUTOR PODE PERDER E VIVER MISERAVELMENTE. eSTAMOS A FALAR DE PEQUENOS E MÉDIOS AGRICULTORES. Então este país não valoriza o valor acrescentado da nossa lavoura. Compra mais barato lá fora ? e o dinheiro onde está ? SE HOUVER UMA REVOLTA NOS CAMPOS É BEM FEITOA. PARA JÁ EXISTEM PROPRIEDADES ABANDONADAS SE ALGUEM TIVER DUVIDAS EU MOSTRO. FAÇO UM APELO AOS NOSSOS GOVERNANTES,PRIMEIRO MUDEM O SR MINISTRO JAIME SILVA,PARA NÃO DIZER AS ASNEIRAS QUE DISSE EM oURIQUE. DEPOIS NOMEIEM UMA PESSOA QUE CONHEÇA OS NOSSOS CAMPOS E A SEGUIR LEMBREM-SE QUE SEM AGRICULTURA DE SEQUEIRO NO ALENTEJO NÃO MEIO AMBIENTAL QUE RESISTA.