É o que sinto perante determinados comportamentos políticos.
O vereador do PS que agora aceita o pelouro da Educação na C M Beja diz que foi eleito “para trabalhar”. Mandou às malvas o Partido que o elegeu, virou costas aos seus companheiros, vergou a coluna, demonstrou o seu carácter. Todos os autarcas são eleitos “para trabalhar”. E na oposição também se trabalha.
Mas a Monge deve ter sido oferecido mais do que “trabalho”. Diria mesmo que lhe terá sido oferecido “trabalho a mais”. O pelouro da Educação não pode ser desempenhado a meio tempo, pelo que Monge tem direito a uma carga de trabalhos.
O que está por detrás deste virar-de-casaca?
O tempo se encarregará de o desvendar.
(em actualização)
1) Paulo Arsénio, dirigente da concelhia de Beja do PS, encara a hipótese de ser retirada a confiança política a José P. Monge.
2) Ao ouvir o vereador Monge em entrevista à Pax fico com uma dúvida: o que é que ele entende por dignidade? O que é incoerência na óptica de Monge? Ele aceitou o pelouro porque está ressabiado com camaradas seus?
O caso é bem pior do que eu pensava.
3) Ouvida a entrevista na íntegra, não foi apresentada uma única razão válida para que Monge tivesse aceite o convite feito pelo PCP. Há, porém, uma agravante no discurso de José Monge: a forma como adjectivou elogiosamente o Presidente da Câmara de Beja, apontando caraterísticas que não são, de todo, as que Francisco Santos tem revelado* (logo que possível transcrevo-as aqui), deixando no ar a ideia de que se converteu à “tolerância” do Presidente.
Sem lhe ter sido perguntado, viu-se obrigado a dizer que não havia “negócio” nem “contrapartidas”. Sintomático.
* “capacidade”, “tolerância”, “abertura” e “diálogo”, foi assim que Monge caracterizou Francisco Santos. Não discuto a capacidade, mas se há coisa que não caracteriza o Presidente é a tolerância, a abertura e o diálogo.