Arquivo de Setembro de 2007

Amor na rede, Amor sem rede?

30 de Setembro de 2007

Ontem, na Cafetaria do Pax Julia.

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José Saragoça, Madalena Palma, João Espinho, Cristina Vieira
foto: Paulo Moura

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Mão

30 de Setembro de 2007

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foto: robert farnham

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Escrita Erótica

30 de Setembro de 2007

“Era uma noite como outra qualquer. Por acaso até era uma noite especial, embora naquele local sem história, o especial que se comemorava lá fora, era banal aqui dentro. Os corpos repousavam num improvisado sofá, corpos banais, com falhas e imperfeições, de uma banalidade mítica que só se conhecem nos momentos especiais.

Bocas nervosas verbalizavam sem se deter, cientes na força do silêncio, propulsor do abraço quente e forte que os corpos exigiam, em gritos mudos. Tocaram-se, motivados pela fome canina do desejo, entregues na paixão do efémero, consomem-se com a volúpia da primeira e única vez. Comem-se com a suprema tesão dos amantes furtivos, vasculhando com lábios insaciáveis todos os recantos de um corpo que era seu sem nunca o ter sido. Mas são traídos por gestos e olhares, mais expressivos que as palavras que não querem ou sabem dizer! Afastam-se, cada um segue mudo o seu próprio destino, depois de fingirem foder quando se amaram!”
Amélia

(contributo para um dos Passatempos referentes ao Festival do Amor)

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Escrita Erótica

30 de Setembro de 2007

Essa espécie de faísca invisível em que revejo a luz
Que te envolve o corpo húmido após o orgasmo
Consome o breve rumor e o ciciar dos lençóis
Onde deixámos as marcas invisivelmente físicas
De um imenso repetir de protestos prematuros.

E sempre tão adolescentes na distância que guardamos
A vergonha desnuda dos corpos tingidos da sombra
Do sémen que inunda a inconsistência do instante
E percorre o calor do teu peito ainda entumecido
Revendo na tua língua um fluxo desconhecido.
Delfos (António Bettencourt)

(contributo para um dos passatempos referentes ao Festival do Amor)

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Domingo

30 de Setembro de 2007

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foto: Stelios Tsagris

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A meditar

29 de Setembro de 2007

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Sobre o passo seguinte.
Descontente, desiludido, este não é, definitivamente, o meu PSD. Diria mesmo que este é o fim do meu PSD.

Adenda: Pode dizer-se que Luís Filipe Menezes passou a liderar o Partido do Multibanco.

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Amor na Rede, Amor sem Rede?

29 de Setembro de 2007

À conversa, vão estar na Cafetaria do Pax Julia, a partir das 16H00, a Madalena Palma, a Cristina Vieira e o José Saragoça. Eu lanço os reptos e modero as exaltações. O público, prevê-se, incomodará com questões e relatos.
Amor na rede? Sim
Amor sem Rede? Logo se vê.
Tudo por causa do Festival do Amor.

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Quem ama…

28 de Setembro de 2007

Porque quem ama
Não sabe tal é o drama
Quando alguém nos trama
E então ficamos na lama

Coisa bela da vida: poder rir
Viver rindo e sonhar
Muitas emoções poder sentir
Mas que será da vida sem amar?

E se assim for
Rebentamos de dor
Olhando em nosso redor
Pensando ser filho de deus menor

E só nos apetece fugir
Responder a alguém a mugir
Em vez de falar tossir
Colocar a mágoa a sair

E se não vem o nosso resplendor
Foge a vida, fica o ardor
Tormento que alguém nos quis por
Fica o coração frio sem fervor

Fica o corpo arrefecido
Fica o coração humedecido
Depois de um comportamento bandido
Qualquer contacto fica banido

Ainda não descobri um grande amor
Que me controle, que me tome
Comigo um só some
De aventura tenha fome
Que me faça sentir aquele calor

Agora em jeito de remate
Se aproxima a melhor parte
Mil abraços e beijos eu quero dar
E à espera desse alguém eu vou estar

J. Dinis Gorjão
26/09/2007

(contributo para um dos passatempos integrado no Festival do Amor)

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Uma carta de Amor

28 de Setembro de 2007

“Isto é apenas uma carta, tenho coisas lindas, tão lindas para te dizer mas sentir-me-ia envergonhada se o fizesse pessoalmente…
Tu és um Ser de Luz, sabias? Para mim uma ponte para o paraíso, um atalho para o céu, para a Terra prometida, um lirico desvio para um Mundo de fantasia onde tudo se pode realizar.
Tu só me fazes bem.
Quando estamos juntos dás-me segurança, e quando estamos distantes fazes com que sonhe…
Sonho com a tua voz, com os teus toques carinhosos, com o brilho dos teus olhos, com a Paz que só existe no AMOR verdadeiro.
Como já te disse, isto é apenas uma carta, quase um bilhete, mas senti um impulso para o escrever pois não conseguiria dizê-lo pessoalmente sem me sentir envergonhada e febril.
Mil beijos”
Vera Trindade

(contributo para um dos passatempos sobre o Festival do Amor)

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Laranjas

28 de Setembro de 2007

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via livejournal

Hoje é dia de escolha do líder laranja.

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O Olhar de… Mário Nogueira

28 de Setembro de 2007

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foto: joão espinho

O processo de apreciar uma fotografia não é algo unívoco e universal. Cada um segue o seu método, condicionado pela sua sensibilidade e conhecimento; os critérios variam, os resultados diferem. Existem, no entanto, determinados elementos cuja análise é um pouco mais simples, imediata e consensual.
A técnica é uma delas: a focagem e a exposição valorizam o sujeito?
A composição também tende a seguir determinadas regras que facilitam (ou não) a sua aceitação pelo observador.
Passando esta parte mais formal, entramos no domínio da subjectividade. O tema é interessante? Transmite-nos alguma mensagem? Aqui está presente uma forte componente pessoal, já que cada fotografia pode evocar memórias ou sentimentos num determinado observador, fruto da sua experiência passada ou sensibilidade.

Respondendo ao amável convite do João, percorri o “Praça da República” em busca de uma imagem que me inspirasse, e que decidi que deveria ser da sua autoria. Esta chamou-me a atenção. Tecnicamente, sem falhas. A composição seguia as “regras” clássicas: divisão por terços (zona da porta à esquerda, parede à direita, degraus até um terço da altura, novo patamar até dois terços de altura) e diagonal (a ruela).
Tendo a minha atenção, passo a observar mais cuidadosamente os elementos. Estes fazem-me relembrar realidades onde já estive. Estou a viver a cena, que existe. Não é uma fotografia de uma ruela; é uma ruela, por onde eu já caminhei. O facto do autor não colocar uma “legenda” ajuda à divagação, a este criar de cenários.
A fotografia, como a Arte em geral, é pessoal, e depende de quem a recebe. Esta é, para mim, a melhor fotografia do João neste último ano de publicações.
Mario Nogueira ( link )

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Festival do Amor – Passatempos

28 de Setembro de 2007

Estão ainda a decorrer aqui na Praça os seguintes passatempos:

Escrita Erótica (já tem vencedores)
Receita Afrodisíaca (já tem vencedores)
Vampiras Lésbicas (já tem vencedores)
La Vie en Rose (falta atribuir 1 convite duplo)
É por aqui (já tem vencedores)
Sonho de uma Noite de Verão (falta atribuir 1 convite duplo)
Onde é que deixei a merda do livro? (já tem vencedores)

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