Arquivo de Julho de 2007

MODO

18 de Julho de 2007

Também ando por aqui.
Em boa companhia.

Ewa Lena Brzozowska

18 de Julho de 2007

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foto: Ewa Lena Brzozowska

Continuando a divulgar a Fotografia, trago-vos hoje a fotógrafa Ewa Lena Brzozowska:
“Sometimes I develop a vision of a photograph I want to create long before the photo-shoot. Sometimes I simply rely on my instinct and improvise with my models.”

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foto: Ewa Lena Brzozowska

“There are two thoughts that influence the way I try to photograph . Firstly, you need to

MEMÓRIA DO ALENTEJO

18 de Julho de 2007

Para que não se perca a memória. De quem somos.
Contos tradicionais, poesia popular e cante alentejano para ouvir, ver e ler no MemoriaMedia.

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MOMENTO PRESIDENCIAL

17 de Julho de 2007

Sobre a recente visita do PR, há boas fotografias para ver aqui.

Uma das mais significativas será esta:
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foto: Madalena Palma

Um bom observador poderá doscodificar as expressões.

Também o site da Presidência apresenta uma ampla galeria sobre a referida visita, com imagens de muito boa qualidade.

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PRINCIPALMENTE A MUDANÇA

17 de Julho de 2007

Em processo de incineração de papelada velha, fotografias que não o são e outros documentos fora de prazo, fui encontrar esta pérola:

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Interrogo-me: a meio do mandato, não parece que as três linhas de força estão já cumpridas?
Tradição, Mudança, Modernidade! Nem mais!

INQUÉRITO

17 de Julho de 2007

Aqui ao lado continua em bom ritmo a votação nos “7 Horrores de Beja”.
Julga-se que a finalíssima será disputada entre a Praça da República (o blog) e o Separador da Rua António Sardinha.
A Praça (elle-même) e as Hastes Vermelhas disputam, por ora, um lugar no pódio.
Vamos lá votar, ok?

FEIRA DO LIVRO

17 de Julho de 2007

Segundo fontes pouco (ou nada) fidedignas, os organizadores da Feira do Livro (Beja, Setembro) estão a tentar trazer a esta cidade o escritor António Lobo Antunes, assim como Pacheco Pereira, que falará sobre “Álvaro Cunhal – o homem, o artista e o político”, uma iniciativa há muito anunciada (2006) mas que, até à data, não foi possível concretizar (não se sabe se o convite a Pacheco Pereira se concretizou). As mesmas fontes revelaram que Zita Seabra recusou o convite para vir apresentar o seu livro “Foi Assim!”, cuja 1ª edição esgotou rapidamente. Sabe-se que a organização da Feira do Livro vai propor ao executivo camarário bejense a atribuição do nome de Lobo Antunes a uma artéria da cidade.

ORA PORRA!

17 de Julho de 2007

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foto: www.aguaecidade.org.br

Nem uma pinga para lavar a cara, quanto mais para o duche.
Vamos lá então telefonar para a EMAS…

(a senhora da EMAS que me atendeu foi muito simpática mas, infelizmente, sabe o mesmo que eu)

PAUSADAMENTE

16 de Julho de 2007

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foto: Helena Kubicka De Bragança

Folheio o portfolio de Helena Kubicka De Bragança.
Para desfrutar. As imagens e o som.

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foto: Helena Kubicka De Bragança

Para ver (e escutar) aqui.
(more…)

ESTA LOJA

16 de Julho de 2007

Também vai entrar em saldos.
Aproveitando a onda, não são de esperar novos artigos expostos nas montras. É provável que recupere alguns trapos que ainda estão em bom estado e os traga para aqui.
É o Verão e a pouca vontade de andar por aqui.
Porém, em consideração aos fiéis, aparecerá, de vez em quando, alguma coisa de novo.
(não vou seguir a máxima: “voltarei a postar quando algo de novo acontecer na minha cidade!”, sob pena de …… ).
Até logo.

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foto: joão espinho (com a Nikon da Mad)

Estranha, esta cidade!

16 de Julho de 2007

(crónica publicada no Correio Alentejo - 13/Julho/2007)

1 – Beja recebeu, durante mais de uma semana, as comemorações do Dia da Força Aérea. Várias iniciativas, abrangendo o Distrito, tiveram na capital do Baixo-Alentejo a sua maior expressão. Foi aqui que, a convite do Presidente da Câmara, a Força Aérea se mostrou, através de concertos, exposições, demonstrações aéreas, etc…
Destas actividades, destaco a Exposição – a Expofap – que teve lugar no Parque de Feiras e Exposições, onde foi possível contactar com as mais altas tecnologias assim como desfrutar das mais variadas experiências disponibilizadas pela FAP. Centenas de crianças são testemunho do que refiro. Mas, a questão impõe-se, onde estavam os pais destas crianças, onde estava o público adulto, sempre tão ávido de tomar contacto com novas experiências?
Provavelmente o engano é meu.
Possivelmente esta nossa cidade está de tal forma adormecida, tendo perdido hábitos de sair à noite para, até, tomar um café numa esplanada, que nem uma exposição deste teor a fez sair à rua, mesmo sabendo-se que a mesma tinha entradas gratuitas e um horário de abertura que convidava à visita.
Também deve ser por causa desta apatia que o concerto pela Banda de Música da FAP, numa noite de temperatura que convidava a sair, deixou a Praça da República com quase tantos assistentes quantos os músicos que brilhantemente actuavam em palco.
Estranha, esta cidade!

2 – O monumento que a FAP ofereceu à cidade representa, nas palavras do respectivo Chefe do Estado-Maior (CEMFA), uma forma de agradecimento pela forma como os bejenses têm acarinhado todos aqueles que servem a FAP e aqui têm passado alguns anos das suas carreiras. A cerimónia de inauguração do referido monumento revestiu-se de singeleza e grande dignidade. A FAP esteve ali representada pelos seus mais altos comandos e a cidade fez-se representar pelo seu Presidente da Câmara.
Numa breve alocução, o CEMFA fez as honras do ramo. Esperava-se do autarca um gesto cavalheiro, simples, de reconhecimento, que poderia ser consubstanciado em meia dúzia de palavras, que revelassem o agrado e orgulho da cidade em acolher no seu seio os homens e mulheres que prestam serviço na FAP, não esquecendo as famílias que os acompanham e aqui se têm estabelecido.
Estranhamente, o silêncio foi a forma mais elegante que o Presidente da autarquia escolheu para retribuir as palavras do CEMFA. Não se percebe esta atitude. Diria mesmo, muito estranho este comportamento.

3 – Beja gabou-se, durante muitos anos, de ser uma cidade arrumada, sem grandes edificações, sem cimento em excesso, com bairros mais ou menos aprazíveis. Apesar de se verificar uma diminuição de habitantes, a construção de habitações parece ter encontrado na nossa terra a sua salvação. Por toda a parte se vê erguerem-se novos edifícios. Se olharmos para aquilo em que se está a transformar a avenida que vai da “Rotunda da Saladeira” (rotunda do Melius, para os mais distraídos) até à zona do Parque de Feiras e Exposições, pergunta-se: mas donde (e para quê) virá tanta gente? Não me pronuncio sobre o edifício que está ali a ser construído e cujos futuros residentes não terão de decorar o nome da avenida, pois se questionados, dirão que vivem na rotunda, dado o edifício está a ser construído mesmo em cima da mesma. Estranho, não é?
Mas, continuando, o crescimento em número de pessoas não tem acompanhado o aumento do volume de betão, pelo que é de prever (será?) o incremento da oferta de casas em 2ª mão. A cidade não se desenvolveu e não criou novos postos de trabalho. Porém, assisto diariamente a um tráfego automóvel a entrar-sair da cidade, logo a partir das 8 da manhã, que me faz crer que muitos dos que residem em Beja vão para outras localidades, onde têm o seu emprego, e muitos dos que aqui trabalham, não residem na cidade. Ao final da tarde, cruzo-me com os mesmos rostos, mas agora circulamos em sentido contrário. Não sei se já alguém se dedicou a analisar estes fluxos rodoviários e tão pouco tento adivinhar se as novas edificações irão albergar os que cá trabalham e aqui não residem. Mas que é estranho, lá isso é!

4 – A última sessão da Assembleia Municipal de Beja foi das mais estranhas em que tenho participado. Não falo da discussão em torno de moções ou de opções deste executivo camarário. Os debates em torno de matérias como o IP8, as greves, as “maldades” dos governos, o Hospital, as Escolas, são invariavelmente fastidiosos, pois não acrescentam nada de novo e inserir uma vírgula ou mais um parágrafo não os torna mais cativantes.
Porém, na última AM, quando um eleito do PS (Rui Sousa Santos), que já nas páginas deste jornal fez o mesmo diagnóstico, se referiu ao facto de a nossa cidade se parecer com um deserto, quando comparada com o bulício que oferece, por exemplo, a cidade de Serpa, onde as pessoas têm uma vasta oferta cultural, onde há pessoas nas ruas, esplanadas abertas, enfim, onde há cidade, quando aquele deputado municipal pôs o dedo na ferida, a reacção do presidente da edilidade foi, no mínimo, estranha. De uma forma intempestiva e irritada, ripostando com surdinas de mau gosto, Francisco Santos não soube aceitar a crítica e, teria sido de mestre, contrapor lançando o repto para que se encontrassem soluções. Não, o presidente preferiu ignorar a realidade, remeteu-se depois a um silêncio à boa maneira de birra infantil, demonstrando pouca habilidade nos confrontos políticos. Disse-o na ocasião, e repito-o agora, o presidente não deve tomar como pessoais os ataques políticos, devendo assumir a humildade democrática de aceitar as contrariedades e optar por uma postura mais consentânea com o cargo que desempenha.
Mas, como digo em título, esta é uma cidade estranha. Muito estranha, mesmo.
João Espinho
13JUL2007

CONTO DA MADRUGADA

15 de Julho de 2007

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foto: jan mlcoch

Pego na máquina, tiro os filtros, disponho os adereços.
Olho em meu redor e não me apetece este trabalho. A esta hora preferia uma esplanada, uma boa conversa.
Mas a mensagem reclamava urgência “será caso de morte ou de vida?” A modelo também não me sugeria bons ângulos e não lhe esperava qualquer expressividade digna de registo.
Quando abro a porta supreendo-me “admirado?” com a roupa que trajava, os modos que assumia. Não era um retrato que desejava, percebi. “Como é que quer que me coloque?“, joga-me, arrancando-me do estado de confusão em que me havia deixado a sua entrada. Assumi um ar natural, pergunto “para que efeitos?” e a resposta não poderia ter sido diferente: “seduzir, cativar o meu marido“.
Desejei naquele momento não perceber nada de iluminação, focos, aberturas, velocidades e sentar-me pacientemente a ouvir contar a história de uma vida.
Pedi-lhe que se despisse, se sentisse à vontade.
A fotografia poderá não ter atingido os seus objectivos, mas eu fiquei contente com o meu trabalho.