Jun 04 2007

BAAL21 E IP8

Publicado por as 10:00 em Geral

“(a estrada nacional entre Beja e Ficalho) tem um tráfego diário de 1800 viaturas por dia”, segundo Francisco Santos, porta-voz do BAAL21 e Presidente da Câmara Municipal de Beja.

Ajudem-me lá a fazer as contas.

1800 viaturas a dividir por 24 horas = 75 carros/hora
75 a dividir por 2 (os dois sentidos de uma estrada) = +/- 38 carros/hora.
Isto é, por hora, 38 carros percorrem 60km.
Agora dividam estes 38 por 2 (se o IP8 tiver 4 faixas de rodagem). Dá quantos carros por hora?

Construa-se o IP8, mas antes façam as contas. É que estas bandeiras reivindicativas costumam sair caras ao erário público.

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32 Resposta a “BAAL21 E IP8”

  1. bejense diz:

    qq dia o nikonman bloqueia o acesso ao meu ip mas…… o raciocinio q faz é abusivo. pq? pq se eu jantar 2 frangos assados e voce nenhum em média cada um comeu 1 🙂 ha q ter cuidado ao aplicar ariteméticas simples para descrever condicoes reais.

    nao faz sentido dizer q o nº de clientes de uma estacao de servico q esta aberta 24h é = nºclientes /24h pq o consumo à noite é tendencialmente nulo… compare-se então os números diários. depois é necessário contar os carros em diversos pts da estrada para apanhar os carros q fazem trajectos mais curtos dentro do troco. depois é necessario contar os carros ao dia de semana e ao fds, depois é necessario contar em mais q um periodo do ano (nao vale contar durante a ovibeja). Se o nº a q o pcb se refere foi bem calculado ele deve ser comparado com numeros de outras estradas candidatas a ip e a ip’s obtidas com a mesma metodologia. e aí é q se vai saber alguma coisa.

    nao esquecer q a melhoria das condicoes da estrada vai fazer aumentar (e muito) o seu trafego (veja-se a ponte do guadiana + via infante comparada com a 125 + barco para ayamonte) antes quem ia para sevilha ou la perto ia por ficalho. depois o ip8 faz parte do eixo porto de sines – aeroporto beja – espanha – europa.

    nao sei se deve ou nao ter 4 faixas agora esse raciocinio simplista nao permite tirar condicoes (embora os numeros estejam aritmeticamente falando correctos) no caso do frango (em q comemos em media 1 cada 1) faltava dizer qual o desvio padrao e a variancia da distribuicao para a analise ser representativa.

    ja agora o sol este fds noticia q um

  2. nikonman diz:

    @bejense – dou-lhe esta de avanço: em vez das 24h/dia faça as contas a como o dia só tivesse 10 horas. Melhora a defesa da bandeira mas os números continuam a ser ridículos. Uma agravante: o plano rodoviário espanhol está elaborado e a ser cumprido. Do Rosal não vão sair estrada com 4 vias, pelo que o IP8 com 4 vias irá esbarrar num muro. E contra isso não há cimeira Luso-Espanhola que valha. É que do lado de lá fazem contas. Por cá contam-se bandeiras.
    (pode ficar descansado que eu só bloqueio IP’s de comentadores anónimos que venham para aqui escarrar).

  3. bejense diz:

    citando bejense :

  4. nikonman diz:

    “e ja agora a via do infante desembocava num muro de 2 faixas e agora vai-se ate
    huelva e sevilha siempre en autopista ;)” – quando a Via do Infante se concluiu (não sei se está concluída até Sagres) já a “Autopista” Huelva-Sevilha (A49) estava mais que pronta (1992 – Expo), tendo o troço Ayamonte-Huelva sido concluído posteriormente (em 2000 e já depois da ponte internacional estar inaugurada).

  5. bejense diz:

    depois da ponte passava a 2 faixas. eu costumo ir varias vezes a huelva (todos os anos)e so a uns 2 ou 3 anos é q a autoestrada ate huelva esta acabada. por isso em 2000 nao era assim. de qq modo nisto eu concordo com o cavaco, devem-se desenvolver as vias de comunicação pois elas potenciam o desenvolvimento de uma regiao. (independentemente do nº de faixas)

  6. nikonman diz:

    A AP Ayamonte-Huelva ficou concluída em 2000. Depois começaram as guerras dos acessos à referida auto-pista. Juntas PSOE contra governo PP e vice-versa.

  7. bejense diz:

    esta m***a diz spam quando tento postar links e citacoes do governo espanhol que provam q esta equivocado…

  8. nature diz:

    Os numeros valem o que valem, como se costuma dizer, mas tenho de concordar com o bejense quando refere que concerteza a melhoria das condições da estrada aumentará o seu tráfego, o seu número de utilizadores. Este puderá passar a ser um percurso viável e de opção, quando até agora não o é, considerando as suas actuais caracteristicas. Boas e seguras vias de acesso são, não por si só mas também, importantes para colocar um território, muitas vezes esquecido, no mapa. O IP8 não é solução para todos os males do nosso concelho e região, mas pode fazer parte dela…grão a grão…

  9. João Graça diz:

    A decisão final caberá aos “Companheiros de Baal”.

  10. Anónimo diz:

    Inaugurada é uma coisa completada é outra,e de qq modo foi no fim 2001

  11. nikonman diz:

    @bejense – esta m**** (como você lhe chama) deve ter um filtro anti-spam que recusa links nos comentários.
    E mesmo que eu habilite essa função há uma entidade reguladora que o não permite. Nada posso fazer.

  12. nikonman diz:

    Em 2000 ou 2001 a mi me da igual!

  13. nikonman diz:

    @joão graça – grande série foi essa. E a preto e branco! 🙂

  14. Horácio Flores diz:

    Inteiramente de acordo com a ideia central do post, quanto à necessidade de moderação e bom senso nas reivindicações.
    Mas o seu cálculo de utilização parece-me sofrer duma deficiência: nas suas contas, tudo se passa como se o débito de viaturas fosse igual durante as 24 horas. Ora bem sabemos que, mesmo numa estrada, há horas de maior utilização, enquanto durante a noite o tráfego é quase nulo.

  15. Joao Barros diz:

    Para quê uma estrada com quatro vias no alentejo ein? para a malta da capital só interessa mesmo chegar ao allgarve( foi assim que venderam o nome na russia)… lá fizeram ate Badajoz para poderem ir comprar uns caramillos de vez enquando… e já foi muito.
    Apesar de distante, cada vez que vejo ou oiço as declarações da pessoa que dirige a autarquia (se é que sabe dirigir algo), fico com o estômago a dar voltas… como diria o outro quanto mais falas mais te enterras, por isso se ele estiver calado faz melhor figura, alias foi com base nisso, que o Sócrates teve os seus melhore momentos de governante, foi enquanto esteve calado

  16. nikonman diz:

    Caro Dr. Flores. Obrigado pela sua participação. Já em caixa de comentários referi que se poderia reduzir as 24h para 10 horas. Mesmo com estes novos dados, e seguramente mais ajustados à realidade, considero que o País não está em condições financeiras de aceder a caprichos. Em tempo de vacas gordas eu diria “construa-se! depois logo se vê!”. Com a actual situação parece-me que todo o investimento público deve ser sujeito a um apurado estudo dos custos versus benefícios.

  17. nikonman diz:

    @joão barros – pois!

  18. Bejense diz:

    ehh pa… a ip8 como o aeroporto da ota ja esta estudado a muito tempo, nao e de agora. O QUE ME IRRITA SUBSTANCIALMENTE é o facto se ser preso por ter cao e preso por nao ter. caso a cmb nao quizesse fazer o ip8 pq é muito caro aposto q o

  19. nikonman diz:

    ó bejense, vamos os 2 ali para a estrada de serpa escrever no chão “construam-me, porra!”? E depois vamos para a estrada da Vidigueira e escrevemos o mesmo.
    Cá por mim até podem construir um aeroporto na rotunda de Baleizão. Desde que não seja com os euros dos contribuintes….
    Quanto ao resto, não me pronuncio.

  20. bejense diz:

    Nao vou pq a ideia ja foi usada 😉 agora em sines e santiago passa uma via rapida de 4 faixas (nao é uma AE >> acessos desnivelados) q na altura foi construida no deserto (ate pq no deserto nao a elefantes brancos 🙂 os homes nao andam a ligar aquilo a espanha via beja? nao e isso o ip8? nao ha um porto de aguas profundas em sines? nao ha um aeroporto em beja? nao ha uma europa q comeca em ficalho?

    a voz do povo tb dizia q a via do infante ficaria as moscas pq passa muito longe da costa (N125), os acessos a esta continuam uma merda e aquilo ta cheio, pra frente sem medo, mais vale gasta-lo ai do que na colina do sol (alias a colina do sol é a motivacao secreta do pcmb para o ip8, quer atrair clientes de espanha pras casas com a melhor relacao qualidade/preco/vizinhanca da regiao 😉

  21. João Barros diz:

    so assim mais um pouco de gasolina para a fogueira, tudo bem que para termos ligação a europa necessitamos dos espanhois indirectamente, pelo menos em termos de mapa geografico, mas porque será que qualquer coisa que tenha de ser feita para ser feita, vem sempre a questão se os espanhois tambem fazem, sou apologista que a ligação sines-beja-espanha por autoestrada ou via de 4 faixas ou la o que lhe quiserem chamar, ja deveria estar feita a muito tempo, mas volto a bater outra vez no mesmo ponto que infelizmente e o que mais doi, onde se ganham mais votos numa autoestrada no alentejo que nao em direcção ao algarve ou numa autoestrada que liga o unico porto de aguas profundas do pais a espanha e por sua vez a europa, ou sera construir um hospital para fechar 15 dias depois na freguesia de são joão da burrunhanha que tem 200 000 mil eleitores?
    poder-se-ia contruir a dita via de 4 faixas sim sr, se houvesse interesses no alentejo por parte de alguns dos lobies que movem , ou talvez não, este pais…
    infelizmente e a triste realidade que tem de ser encarada… sempre foi assim e irá continuar enquanto nao houver um abanão que faça tremer algumas hostes.

  22. Charlie diz:

    Pegaria precisamente nas palavras de H. Flores a quem cumprimento a par de todos os demais que nesta praça abordam e comentam os temas propostos com elevação e urbanidade. Na verdade e nisso concordo com H. Flores, as contas deverão ser feitas tendo em conta os picos de tráfego e o escoamento e pressões geradoras previstas nas componentes a montante e a jusante. Acrescentaria ainda um factor ao seu raciocínio que é o incremento de tráfego que uma estrutura viária necessariamente gera: A ligação entre Sines e a fronteira levará inegavelmente ao aumento do tráfego e as contas do S. Santos pecam por defeito, uma vez que considera um universo estático e não tem em conta os novos pólos servidos e potenciados pela mesma e que geram por si a necessidade evidente deslocação e transporte numa toada crescente aproveitando uma estrutura de excelência.
    Sou em crer que uma estrada de quatro faixas feita de raiz é menos onerosa para o orçamento publico do que as obras de ampliação feitas mais tarde por falta de previsão e que além dos incómodos evidentes ficam sempre muito mais caras.

  23. Anónimo diz:

    Acho graça como todos opinam sobre tudo, com a convicção que sabem do que estão a falar, sob a batuta do mestre de cerimónias.Enfim, perdoai-lhes Senhor que não sabem o que dizem, mas como são convencidos e abusadores todo o mundo é deles.

  24. João Graça diz:

    Aquando da sua apresentação na vida militar, eis o diálogo entre o cigano e o sargento:
    – Sr. sargento ondé o refetóiro?
    – Ouve lá pá! aqui na tropa não há senhores. Diz-se meu sargento, meu capitão, meu major!
    – Aí que vida tã boa, é tudo meu!…

  25. nikonman diz:

    @Anonymous | junho 5, 2007 01:43 PM – você é daqueles que acredita que os rebuçados de actor são semeados nos campos do Alentejo, certo?

  26. Chicco diz:

    Eu acho que o IP8 só tem tráfego para quatro vias no troço entre a A2 (Grândola Sul) e Beja!
    Mesmo entre Sines e a A2 não haverá movimento para tal.

    Veja-se o exemplo do IP2 entre Beja e Castro Verde: com estradas assim, quem é que precisa de auto-estradas?!

  27. Bejense diz:

    oh anonimo, desculpe la mas acho q é minha obrigacao como cidadao manda-lo para o CARALHO, e nao para o mais politicamente correcto C*****o, voce decididamente merece e nao apenas o tradicional va ha merda (ou va a merda)….

  28. no name diz:

    Só para perguntar quem conhece estrada internacional em que se circula a 15 kms/h como acontece na estrada beja serpa desde a baleizão até beja todos os dias pela manhã atrás de um tractor ou camião da palha… sem hipotese ou escapatória para ultrapassar, e mesmo sem trator a diferença é pequena.

  29. nikonman diz:

    @no name – e o oposto disso é um IP com 4 faixas de rodagem?

  30. no name diz:

    Não me referi a numero de vias, certo? Só quis referir que o presente precurso não tem condições de circulação para o tipo de ligação que é, e não existe outra alternativa (pelo menos que eu conheça). E alguém já aqui postou (com o qual concordei) sobre “IP2 entre Beja e Castro Verde: com estradas assim, quem é que precisa de auto-estradas?!”. Estrada que já utilizei quase todos os dias (infelizmente agora menos vezes) e em que uma maior distancia se percorre com muito mais facilidade, conforto, segurança, em menor espaço de tempo (mesmo sem incorrer em autos de contra ordenação), e que ainda possui acessos minimamente dignos de assim se chamarem.

  31. nikonman diz:

    @no name – então estamos de acordo.

  32. Oprichnick diz:

    Alguns de vocês quer brincar aos opinadores dos jornais mas não têm intelectualidade nem perspicácia para tal e muitas vezes até mesmo português…

    Vamos lá a ver uma coisa meus jovens…!! esse argumento que vem no “post” do homem Nicko de que não há tráfego suficiente para construir uma estrada com duas faixas. Pois é… é o mesmo problema que sofria Salazar e gentes do regime antigo que cujas ideias pouco estratégicas no domínio das obras públicas minam ainda a mente de muitos indivíduos. Não querer abrir uma estrada com duas faixas e separador é estar a rejeitar a potencialidade do aeroporto de Beja e do porto de Sines de fazer entrar produtos no resto da Europa via Espanha. Quem conhece minimamente Sines não percebe como é que ainda não há uma boa estrada (já nem digo autoestrada) que ligue a cidade ao resto do país. Camiões que andam cerca de 40km quase por caminhos de cabras é terceiro mundista. Do mesmo modo… ter o aeroporto de Beja servido por uma estrada duma faixa é uma ideia angustiante. O autor do “post” deve gostar muito do rural… já estou a ver as pessoas a chegarem de avião e depois andarem 30 minutos atrás de uma camião cargado de palha. Visão estratégica companheiros… fazer as coisas a pensar no presente é um grande caminho para daqui a alguns anos estarmos a gastar mais dinheiro ainda a remediar.

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