Abr 18 2007

INGLÊS TÉCNICO

Publicado por as 11:30 em Geral

Aí está o texto da prova de inglês técnico que José Sócrates fez para ser licenciado em engenharia. (via Blasfémias)
As redacções em inglês, que nos obrigavam a fazer no antigo 7º ano, eram muito mais técnicas do que esta.
Para já não falar nas provas que tínhamos que escrever sobre coisas que nem na nossa língua conhecíamos. Mas lá nos desembaraçávamos, mesmo sem o cartãozinho pessoal a proclamar amizade aos nossos lentes.

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26 Resposta a “INGLÊS TÉCNICO”

  1. chico diz:

    Escrito em processador de texto.
    Quem fez?

  2. nikonman diz:

    @chico – boa pergunta.

  3. celtiberix diz:

    Porra, porra e mais porra! Estou farto de tentar aceder à prova de inglês e aquela coisa bloqueia sempre. Cá pra mim isto cheira-me a SIS, eheh.
    Mas deve ser qualquer coisa do género:
    The cat is on the table; where is it?
    Ah AH AH

  4. nikonman diz:

    @celtiberix – é um ficheiro .pdf. Tens o programa competente para o ler?

  5. bejense diz:
  6. nikonman diz:

    @bejense – não preciso de ir até às do 7º ano. Bastam-me as de 5º ano do liceu. Procure nos arquivos do Liceu de Beja; ainda devem lá estar os meus contributos em inglês para um jornal de parede. Só quem não lida com línguas é que pode apresentar aquele texto do Sócrates como inglês “técnico”. Já agora, interessava saber os parâmetros de avaliação, para se perceber as razões da nota 15. E, desculpe lá caro bejense, pôr os olhos onde?

  7. bejense diz:

    caia la na realidade e mostre-me uma redacao de um aluno do 7ºano assim… vamos la a ser sinceros é OBVIO q um aluno do 7º e 9 ano nao tem vocabulario para escrever um texto daqueles… (e o texto nao é nada de especial) eu ca como nunca tive ingles tecnico nas universidades em q andei nao posso opinar. Agora ja disseram que aquilo (o trabalho) nao era o UNICO elemento de avaliacao.

    Alias é comum haver cadeiras q sao feitas com a entrega de um trabalho escrito (feito em casa) e posterior oral sobre o mesmo.

    Acho é desconcertante como neste pais se tem acesso a informacao privada das pessoas… essa informacao deveria estar guardada e segura e deveria ser apenas acessivel a quem de direito

  8. nikonman diz:

    @bejense – não devemos estar a falar do mesmo 7º ano. Eu referi-me ao 7º ano antigo, o dos liceus; garanto-lhe que se faziam boas redacções. Obviamente que não eram em linguagem técnica, mas esta prova de Sócrates também não o é.

  9. bejense diz:

    ahh 7ano = 11 ano.. ok ja é mais aceitavel… agora o q nao acho aceitavel é este esgravatar, empolar,

  10. nikonman diz:

    @bejense – eu só destaquei a prova de inglês por a achar patética. Confunde-se inglês técnico com inglês sobre coisas técnicas, que são áreas distintas. Lido com terminologia técnica (em inglês e alemão) e sei do que estou a falar.
    De resto, alinho consigo no “não me f******”!

  11. h diz:

    Meu caro Bejense, não gosto de entrar em polémicas em casa dos outros, mas há dislates que não podem ser ignorados!
    Sobre o exame Sócrates, prefiro não opinar, mas deixo um reparo: uma prova de avaliação, não é um documento privado!
    Sobre as suas alusões aos Politécnicos em geral e ao IPB em particular, são grotescas:
    – como bem sabe, já não é possivel entrar com nota negativa;
    – sobre os Mais 23, não entram apenas nos politecnicos; inclusivé, parece que a Universidade do Porto e a Nova são as que mais “mais 23” receberam;
    – esclareço-o ainda que o MCES vai analisar os resultados destes alunos; pessoalmente, entendo que têm sido uma mais valia;
    – sobre a qualidade dos diplomados pelo IPB, o mercado tem sabido dar a resposta;
    – sobre a excelência do Técnico, não há nada como informar-se: quiça se surpreenda!

    E mais não digo, que vai longo e chato!

  12. Charlie diz:

    Bom …duas folhitas de generalidades sobre resíduos sólidos e uma pequena dissertação sobre incineradoras…
    Desculpem-me por favor. Foi esta a prova final que contou para a conclusão dum curso superior?
    Pedem-nos rigor, e impostos em cima do lombo por tudo e por nada? Devem estar a brincar, digo judiar, com o panito do povinho… 🙁

  13. re21 diz:

    This blog is very good.It

  14. xp diz:

    A data no final também deveria estar em Inglês, ou não? De qualquer forma o Engenheiro agarrou num documento qualquer lá do ministério (se calhar até já estava em Inglês) e no Statistical Compendium, e aí vai disto que se faz tarde. E nem deve ter sido ele a escrever, ou se foi nem sequer emendou o texto no processamento de texto, caso contrário a emenda (por Exº) à palavra “lager” (Larger) não estaria feita à mão.

    Já agora, alguém detecta alguma diferença de opinião em relação à inceneração desde então para agora?

  15. Toy diz:

    Uma vez que o dono deste blog, embora a sua militância politica, é um homem culto, educado e com um poder de encaixe único, dado o que aqui se tem escrito. Proponho que se passe dos preliminares e dos entretantos, para os finalmentes e de uma vez por todas vamos analisar o porquê de tudo o que se passa em volta da famigerada licenciatura do Eng. Sócrates na UNI. Toda a gente sabe que tirando a Universidade Católica, todas as universidades e esscolas privadas tal como qualquer empresa, têm que dar lucro custe o que custar. Assim adaptam-se e de que maneira ao mercado e às necessidades especificas do tipo de aluno-alvo disponível. Aliás é o que até começa a suceder em algumas instituições de ensino público. No caso de trabalhadores-estudantes, e dado o seu poder de compra, não é preciso dizer mais nada. Agora porquê todo este alarido com aquilo que ao contrário do que o director do Público diz, já deveria ser do conhecimento geral dos politicos da capital do reino? Eu tenho uma teoria, que poderá estar certa ou errada como qualquer outra e que vai muito mais além do que a birra do Eng. Belmiro de Azevedo por causa da OPA mal sucedida. O PSD sempre se considerou a si próprio como o partido mais intrinsecamente português de todos e ao mesmo tempo como o que possuia os melhores quadros técnicos; isto por antagonismo ao PS do compadrio e da incompetência. Só que os seus dois últimos primeiro-ministros não só não foram nada convincentes, como até deixaram muito a desejar. E eis senão que surge um governo de professores universitários de alto nivel e que desde o seu inicio de funções se adivinhava que iria ter sucesso governativo, onde o PSD tinha falhado tão redondamente. Só assim se explica porque nunca houve um chefe de governo tão atacado como este. Primeiro foi a sua presumivel homosexualidade (e a do Diogo Infante pelo meio), agora as cinco cadeiras da Independente e já se vislumbra a do compadrio em relação ao seu pai na fiscalização de obras públicas, coisa que certamente nunca terá acontecido em nenhum governo anterior. Decerto que quando se inverter a situa ção e o PSD voltar de novo a governar, ninguém tem dúvidas que irá ser pago na mesma moeda. Mas o pior de tudo é que é a qualidade da democracia que tenderá a deteriorar-se ainda mais do que já está, e se porventura aparecer por aí um partido nacionalista de direita a prometer dignidade e compostura, muita gente talvez chegue à conclusão que é a única solução tal como em 1928.

  16. Professor(por extenso) Doutor(por extenso) diz:

    Vai uma apostinha como está para breve a reabertura da Independente?
    E já agora, quem da nossa praça(digo burgo, zona,região etc por causa do dono da casa)tirou também por esta altura um cursinho na Independente, dou uma ajudinha para variar estamos a falar de dirigentes locais do PS

  17. nikonman diz:

    @prof dr – também me avançaram com essa teoria: a UnI vai reabrir. Porque será?

  18. bejense diz:

    @h:

    Reafirmo: quando eram as univ e politecnicos a impor a nota minima entrava-se no IPB com media de 6 (seis). O IPB foi classificado mais q uma vez entre as 10 piores do pais (e arredores) relembro q na mesma altura o IST impos a media minima de 12 (doze) como media de entrada.

    REAFIRMO:

    O nao me moiam é a maior desgraca q aconteceu ao ensino superior Portugues, os criterios de acesso ao IPB (basta ter 23 anos e a 4a classe) sao ridiculos pois 95% dos candidatos foram admitidos…. se eu tivesse la tirado uma licenciatura punha-os em tribunal por estarem a desvalorizar a ja pouco valorizada habilitacao q conferia…

    Quanto ao ensino de adultos, antes podia-se completar o 12ºano num liceu, ter uma nota e concorrer à universidade, ou entao fazer um exame had-hoc (à seria) e entrar.

    O problema do nao me moiam é q esta a por todos os estudantes adultos trabalhadores no mesmo saco, e dentro de 4 anos (quando sair a 1a fornada) todos os adultos q foram estudantes trabalhadores, vao deixar de ser vistos como gente esforçada e trabalhadora q mereceu as habilitacoes q conquistou, para serem vistos como uns inuteis q andaram a perder tempo a fingir q estudavam de modo a ter um canudo e pelo caminho manter o emprego aos profs das instituicoes sem qualidade e sem alunos.

  19. nikonman diz:

    @bejense – diga-me lá uma coisa: a avaliação de um estudante universitário faz-se à entrada ou à saída? Isto é, por que razão é que um estudante com o 12ºano que ingressou depois na Faculdade é, no final do Curso, melhor que um outro que entrou sem esse diploma de estudos secundários? A avaliação não é feita durante o Curso?
    Posso dar-lhe exemplos europeus que contrariam a sua tese de que os meninos de Ginásio (gymnasium) são melhores que os outros.

  20. h diz:

    @bejense, não gosto de polémicas, especialmente em casa dos outros!
    Mas responde ao meu comment, sem contradizer nenhuma das minhas afirmações!
    Sobre a qualidade dos milhares de alunos formados pelo IPB, felizmente, que a sua opinião é minoritária, quiça por desconhecer completamente a realidade!
    Convido-o (pode combinar com o nikonman) a assistir a uma aula com os “Mais 23″… acredite que vai compreender o quão absurdo é o seu preconceito! Se quiser… pode ser esta noite!
    Aceite os meus cumprimentos!

  21. Miguel diz:

    Obrigado, já está no meu blog!

  22. bejense diz:

    meus amigos:

    Eu nao estou a dizer isto para atacar ninguem em concreto (nem pessoas nem istituicoes). O IPB surgiu a talho de foice, ate pq é um bom exemplo dentro do sector publico, mas tambem se podia falar no politecnico de santarem, etc etc.

    neste momento um analfabeto pode ir a um centro de valorizacao de competencias e apresentar um trabalho feito em power point feito por outrem e obter o 9ano (quer exemplos?) da mesma maneira pode obter o 12ºano… como se isto nao bastasse pode entrar numa universidade com o nono ano fazendo um exame de cultura geral RIDICULO (e o exame e tao mais ridiculo consoante o desespero do politecnico/ univ em causa). Quer queiram quer nao estamos a formar dois tipos de licenciados os de 1a e os de 2ª. Sempre se pode entrar para as universidades com exames ad-hoc e completar o liceu da mesma maneira, so q as exigencias eram a SERIO…

    estamos a instaurar a cultura do facilitismo, do NAO ME MOIAM… e com isso sofrem tb os q teriam condicoes em entrar com um exame à séria…

    eu ja dei aulas no preparatorio, no liceu e na universidade, sempre em regime pos-laboral e posso afirmar q conheci muitos alunos e as suas motivacoes. salgaguardando algumas honrosas excessoes, perdura a do na me moiam… queriam fazer o 6º ano para tirar a carta, o 9ºano para serem promovidos na funcao publica, ou o 12º pelas mesmas razoes. Encontrei no entanto alunos bons (alguns mesmo muito bons) q teriam sucesso a estrudar de dia aqui ou na china e a quem a vida nao permitiu ter um percrso dito normal. No entanto a maioria quer é o papel com as habilitacoes e acha q se deve facilitar, ou seja nao esta ali para aprender mas sim para obter o papel… neste momento as suas preces foram atendidas…

    para lhes dar um exemplo de como nao se pode por e simplesmente bypassar o liceu e entrar para a universidade (pelo menos em materias como a matematica, a fisica a quimica a bilogia, etc) tive uma turma de 12ano de matematica q tinham tido passagens administrativas no 10º e 11º ano a mat; chegaram ao 12ºano e eu escrevi no quadro sen(x) + cos (2y) quando uma voz me interrompe e pergunata

  23. h diz:

    @bejense,
    entendi que as suas palavras foram “injustas” para o IPB e tentei explicar as minhas razões!
    Sobre os “mais 23” sou acérrimo defensor; não sou parvo ao ponto de ignorar que algumas instituiçoes, públicas e privadas, politécnicos e universidades, podem ter “exagerado” nas admissões! Mas isso não me incomoda: a selecção já se fez naturalmente! Quem trabalhou estas turmas no primeiro e segundo semestre, sabe bem do que eu falo!
    Sobre o resto do que fala … é Bolonha, meu amigo; ou aquilo que alguns entendem ser Bolonha!
    Se o seu Mestrado demorou 3, o meu demorou 5: mas o facto de o novo sistema ser prejudicial aos meus interesses, não faz dele, necessariamente um mau sistema!
    Cumprimentos
    HL

  24. bejense diz:

    @h: O caso q falo nao é o meu, é um q conheco bem.

    O acreditar no nao me moiam, é dizer que o ensino liceal nao serve para nada pois basta esperar os 23anos e depois tudo se faz dentro do ensino superior… como é q alguem pode tirar um curso de engª ou informatica sem ter bases? como é q alguem aprende a resolver um integral, sem primeiro aprender a primitivar a derivar a estudar funcoes a fazer limites a a trabalhar com funcoes trignometricas , fracoes, a multiplicar e a tabuada primeiro?? como é q alguem consegue calcular uma estrutura sem ter conhecimentos de fisica? o na me moiam é um nosense…

    talvez nos cursos do papel das investigacoes sociais aplicadas ou nas relacoes internacionais e afins seja possivel… agora eu espero nunca andar num carro ou utilizar uma estrutura ou andar num aviao projectado por um nao me moiam… nem ir a um medico nao me moiam, etc etc… alias se se consegue fazer um nao me moiam (as excepcoes NAO confirmam a regra) sem bases tirar uma licenciatura so ha duas hipoteses ou baixaram a fasquia demais ou o assunto em si nao merece ter o grau de licenciatura 😉

  25. h diz:

    @bejense,
    obviamente que os critérios de admissão TÊM que variar com os cursos!
    Agora… sobre a preparação no secundário… isso não dava um comment, nem sequer um post… era mesmo um blogue!!!

  26. extremo diz:

    A Universidade portuguesa é, na maior parte dos casos, um viveiro de trogloditas recrutados por amizades e paga de favores, com concursos públicos talhados à medida, com avaliações curriculares parciais. Os docentes ensinam mal e porcamente e só uma escassa minoria é que faz investigação, e dessa minoria, a investigação que produzem é medíocre e standardizada. Os Conselhos Pedagógicos e Científicos são fóruns de politiquice caseira e máquinas de lavar roupa-suja, entre traiçõeszinhas intradepartamentais, invejas académicas e rivalidades pessoais. Os professores das públicas transformam-se em funcionários públicos dolentes e preguiçosos, uns mais pedantemente severos outros mais ridiculamente “amigalhaços”, os das privadas tornam-se prisioneiros de algumas orientações gerais: inflaccionar notas, proteger figuras públicas, facilitar administrativamente. Em ambos os casos há estoicas excepções. Por isso, Sócrates é apenas “mais do mesmo”, utente do laxismo e da aldrabice. A única coisa que importa neste charco entretanto desvelado, é impôr uma avaliação rigorosa e independente do ensino superior, público e privado.

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