DIVULGAçÃO
20 de Fevereiro de 2007


foto: joão espinho

foto: francesca fabula

foto: joão espinho

foto: andré brito
Dias de chuva. De remanso.
Da exigência da quietude.
E de um leito onde abraço
A torrente do amor.
Bom fim de semana.

sobre desenho de Camille Le Roux
Está aqui e eu fico cheio de inveja por não ter sabido resumir, em tão poucas palavras, um estado de espírito.
Boa re21!
Fotografias. Muitas, boas e cá do Alentejo.
Fotojornalismo, notícias e muito mais. Com sotaque, pois claro.
É o “Cá do Alentejo“.
Para visitar.

(crónica publicada no Notícias Alentejo - Fevereiro/2007)
Blog que é blog tem que ter poesia, de preferência aquela que espelha a saudade lusa, o amor português, a tragédia de paixões falecidas e enganadas. Poesia e poetas portugueses estão em peso na blogosfera lusitana e citar um homem ou mulher das letras faz parte dos hábitos de muitos bloggers. Dispenso-me de aqui referir nomes que têm visto os seus trabalhos divulgados e há até quem diga que os blogs têm feito mais pela poesia portuguesa do que os 9 anos de escolaridade básica, mais os 2 da secundária e, certamente, alguns de frequência universitária. A bem da poesia e de quem é citado!
Serão raros – diria mesmo raríssimos, os editores de blogs que tentam o plágio, o roubo descarado de letras, apropriando-se das palavras dos outros e transformando-as em suas. O que está bem – e cai bem – é dizer que se lê Pessoa, Júdice, Camões, Florbela, Ary, Sophia, etc… e não cabe na cabeça de nenhum blogger arriscar o plágio. Em cada esquina da rede há sempre alguém que já leu este ou aquele poema e seria uma vergonha para o blogger ver-se “desmascarado” publicamente. Muitos bloggers vão mais longe e sentem a necessidade de ilustrar as suas leituras, para que as palavras dos outros tenham mais força, sejam melhor entendidas, como se o blog fosse uma ferramenta didáctica. Não basta transcrever “teu corpo onde mato a sede desta paixão”; a encimar o poema deverá estar uma fotografia, erótica, sensual, apelativa, que atraia o leitor para o que vem a seguir. Estes bloggers sentem que uma imagem não vale mais do que mil palavras e que as palavras precisam de imagens que as traduzam, as descodifiquem, as tornem legíveis. E se na casa de cada um de nós há, pelo menos, um livro de poesia, ou conhecemos, no mínimo, o nome de meia dúzia de poetas, já na fotografia a coisa se torna mais difícil ou complicada. Resta, pois, ao blogger, percorrer a rede e escolher entre milhares de fotografias aquela que parece melhor ilustrar o poema que vamos publicar. Haverá até quem tenha uma pasta só com fotografias, baixadas da Internet, e onde se vai buscar o “corpo” que falta para que o poema tenha vida. Porém, o blogger esqueceu-se de onde tirou a fotografia, desconhece o nome de quem teve o trabalho de iluminar aquele “corpo” e fazer “click” na máquina fotográfica. O blogger ignora que em cada fotografia há uma assinatura, uma rubrica, um autor, isto é, há um fotógrafo que tem nome e que, muito provavelmente, faz desta Arte o seu sustento. Na blogosfera há milhares de fotografias “roubadas” aos seus autores, há trabalhos que perderam a identidade, só porque os bloggers que assim agem consideram a Fotografia uma Arte menor, apesar de não saberem viver sem ela; há bloggers que não têm pudor em acrescentar “fotografia de autor desconhecido” ou mesmo “foto encontrada na net”. Se na poesia lhes é importante citar o nome do autor, na fotografia já se acham detentores dos direitos de autor, já se julgam donos da obra. Há quem vá mais longe e chegue a assinar com o nome do blog as fotografias que roubou na Internet. Por isso, caro leitor, quando ao navegar pela blogosfera se deparar com um belo poema, que você até conhece, ilustrado por uma bela fotografia de autor desconhecido, saiba que está na presença de um blogger sem escrúpulos, sem pudor, que não merece mais do que o nosso desprezo e a denúncia pública do “roubo”. Para que a blogosfera se torne mais credível!

foto: evgeny janush
Regresso à leitura e ao prazer do texto. Retomo o livro perdido, mas não esquecido.
“O lugar mais erótico de um corpo não é o ponto em que o vestuário se entreabre? Na perversão não há «zonas erógenas»; é a intermetência, como muito bem o disse a psicanálise, que é erótica: a da pele que cintila entre duas peças, entre duas margens; é essa própria cintilação que seduz, ou ainda: a encenação de um aparecimento-desaparecimento”.
Roland Barthes - “O Prazer do Texto”

foto: joão espinho
“Não deixes que as nuvens escondam a luz do sol.

San Jose, California - foto: scumatt
Após a assinatura de um protocolo na Câmara Municipal de Beja, a nossa cidade pode transformar-se “num polo de desenvolvimento, cujos efeitos directos e induzidos ajudarão à emergência na região de um quadro económico estruturante que possibilite a diversificação empresarial e potencie sinergias com o tecido produtivo instalado”.
Para tal, cabe à CMB o “desenvolvimento da componente politico-institucional e empreender os esforços necessários para o estabelecimento de relações de parceria institucional com autoridades administrativas da República Popular da China e de outros países do Extremo Oriente”.
Baseado neste clausulado, e perante a perspectiva da chegada de muitos cidadãos chineses, o Presidente da Câmara de Beja avança, sem temores, com a ideia: “Beja pode transformar-se numa espécie de Silicon Valley”.
Este post fica para memória futura. E sem mais comentários da minha parte!