Jan 14 2007
DAS MEMÓRIAS
foto: k. kaminski
Abro as gavetas e os caixotes a que chamam baús e saltam as memórias adormecidas num recanto que se desejava intemporal
nem pareces tu
mas olha que sou mesmo
e são também os escritos de um tempo disforme, enevoado, mas cheio das riquezas de uma juventude de intenções e intensidades
escreveste dessa forma?
não tinha alternativa
mas as recordações liquidam-se no simples gesto de arremessar para um saco preto
porque fazes isso?
apetece-me acabar aqui
que irá percorrer lixos e lixeiras.
Como as memórias, os factos atravessam esta esquina e deixo-me estar na quietude de um espaço que quero presente e futuro.
15 de Janeiro de 2007 às 1:39
Textos sólidos. Bonito tudo.
.
Uma vez ouvi alguem dizer, (aguém de que não me recordo bem o nome, apenas lembro que era mulher e que me assustei como sua pele era horrivelmente branca) que as gavetas nos revelam incovenientimente.Acho que os Grifos também.
Boa noite.
15 de Janeiro de 2007 às 22:45
adorei este texto…tou sem palavras
18 de Janeiro de 2007 às 18:31
gooooool!!