Arquivo de Dezembro de 2006

BEM MANDADOS

21 de Dezembro de 2006

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“No sentido de salvaguardar a higiene e limpeza do concelho nesta época festiva, a Câmara Municipal de Beja solicita a colaboração de todos os munícipes para que não depositem resíduos sólidos nos contentores e Ecopontos nos dias 24, 25, 31 de Dezembro e 1 de Janeiro.

Aposto como os munícipes vão acatar o pedido camarário.

NOCTURNA

20 de Dezembro de 2006

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foto: ao gunji

do teu corpo, o sabor de mulher.

FOTOGRAFIA BRANCA

20 de Dezembro de 2006

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foto: marina an

Vejo esta situação, com a nitidez do fotógrafo:
a cabeça pousada na mão direita, um cigarro
preso aos dedos, o olhar perdido em quase
nada. Invento a imagem que se forma
na tua cabeça, a partir desse nada: uma
nuvem; e por dentro dessa nuvem, todas
as formas do sonho. Porém, o céu não
te perturba o pensamento; nem os ventos
que trazem e levam as nuvens, como
barcos, no oceano da tua memória. E
volto à situação inicial: tu, sentada à
mesa, para que eu te pudesse fixar
com a nitidez do fotógrafo, olhas-me,
como se eu estivesse à tua frente; e
o teu olhar apaga o tempo e a distância,
desfocando a imagem, como se o fumo
do cigarro te envolvesse o rosto, e
te trouxesse de volta a mim, como
nuvem, ou sonho, que o vento dissipa.

Nuno Júdice - “As coisas mais simples” - D. Quixote - Outubro 2006

BEJA NATAL 2006

20 de Dezembro de 2006

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foto: joão espinho

DESTAQUE

20 de Dezembro de 2006

Vocês não percam os cães danados de hoje.
Uma desinfectada mordidela cá no Praça e respectivo editor.
Até já!

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SELF PIC

19 de Dezembro de 2006

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foto: joão espinho

NOTíCIAS ALENTEJO - DESTAQUES

19 de Dezembro de 2006

O jornal Notícias Alentejo faz as suas escolhas do ano 2006, destacando:

Iniciativa do ano

“É PARA OFERECER, SE FAZ FAVOR!”

18 de Dezembro de 2006

Ainda não percebi a hipocrisia de tantos leitores do livro que, tal como se fazia antigamente com o pedido (envergonhado) de preservativos nas farmácias, mandam embrulhar para oferecer, não vá alguém andar por ali perto e achar “inculto” comprar o livro de Carolina Salgado para consumo próprio.
Façam como eu: “Que queres de prenda?” ao que respondi “o livro da Carolina Salgado”.
E, já vou a meio, não me arrependi.

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O que terá mudado?

18 de Dezembro de 2006

(crónica publicada no Correio Alentejo de 15/12/2006)

De forma algo estranha para alguns, como é o meu caso, ou numa atitude previsível e que não causou espanto a muitos, o Partido Socialista, mercê da sua abstenção, fez aprovar as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Beja para o ano de 2007.
Para mim foi estranha esta atitude por duas razões:
1º - Porque ao longo deste ano o PS de Beja, sempre que se pronunciava sobre as políticas levadas a cabo pelo executivo camarário, fazia-o de forma crítica, tendo na semana anterior à votação elevado o tom das críticas, apontando alguns dos males de que padece a câmara bejense.
2º - Também porque, estando o Partido Socialista na senda reformista, alterando profundamente legislação diversa existente, não me pareceu previsível que em Beja o partido do governo viesse a contrariar estes caminhos e surgisse como mais uma força apoiante do status quo, do deixa andar ou do “quanto pior, melhor”.

Para aqueles a quem a abstenção socialista não foi novidade, o argumento, apesar de estranho, pode muito bem ser uma verdade: o PS está pouco preocupado com o que se passa em Beja e as suas aparições públicas são só para isso mesmo – aparecer e dizer que sobrevive.
Interessa, pois, saber o que terá mudado nesta cidade e no concelho para que o Partido Socialista tenha alterado as suas posições. E recorremos à memória e aos arquivos, para relembrar as críticas – muitas vezes demasiado azedas – que os então candidatos, e agora vereadores socialistas, fizeram às gestões CDU e ao estado em que se encontrava, há pouco mais de um ano, a cidade e o concelho.
O que será que o actual executivo comunista fez, aos olhos do PS/Beja, para que a “degradação” de algumas freguesias rurais deixasse de existir? É que, se estamos bem lembrados, nos périplos que efectuou por essas freguesias em campanha eleitoral, o candidato Carlos Figueiredo usou expressões como “sinto-me chocado”, “discriminação das freguesias socialistas” e “espaços abandonados”, por exemplo. Certamente que, devido a uma análise profunda, o PS de Beja chegou à conclusão que agora tudo está bem no mundo rural.
Que dizer das referências então feitas pelos candidatos socialistas ao estado do centro histórico da cidade, ao mau aproveitamento dos espaços culturais, às péssimas condições do Mercado Municipal e às imperfeições das obras do POLI’s? Certamente que, durante este ano, e na perspectiva socialista, tudo melhorou graças à boa vontade do novo executivo da Praça da República.
Certamente que a vereação socialista também vê agora – o que nunca antes vira – sinais muito positivos para atrair novos investimentos para o concelho, um apoio à fixação de pessoas e empresas e que já não há necessidade de suprir as lacunas que, no Verão de 2005 e durante a campanha eleitoral, existiam no campo do apoio social aos idosos e aos mais carenciados.
Ora, se olharmos para o que se passa na nossa cidade, podemos facilmente constatar que, de novo, só mesmo a cegueira daqueles que não querem ver o caminho que estamos a levar e que nos levará, mais cedo do que possamos imaginar, ao abandono, à desertificação, ao isolamento.
O PS de Beja, que agora se abstém de intervir positivamente nos destinos do concelho, não é, certamente, aquele que se mostrou ao eleitorado e que esconde as suas propostas de então, validando as soluções que sempre reprovou.
A ideia de que chumbar um orçamento é uma atitude irresponsável, não tem sustentabilidade. Como insustentável é a demissão dos vereadores socialistas das responsabilidades que lhes foram conferidas pelo voto de grande parte dos cidadãos do concelho de Beja. Aguardar pelo último ano deste mandato para, então sim, exercer o voto contrário e apresentar-se ao eleitorado como a força política alternativa é, para não dizer outra coisa, inqualificável. Tenho, ainda, a ténue esperança que muitos socialistas não se revejam nesta estratégia.

Nota: Chocou-me, e penso que a muitos outros, a morte do jovem António Braga de Carvalho. Mais um acidente que ceifa a vida a quem a vivia com tanta força e vontade. Fica-nos no espírito um sentimento de revolta por ver partir um jovem por quem tínhamos estima e admiração. A aceitação da morte não pode significar resignação, mas deve permitir-nos ver quão débil é a fronteira entre os dois lados da existência de cada um de nós.

Dado que só voltarei a esta coluna em 2007, aproveito a ocasião para desejar aos leitores do Correio Alentejo um Santo Natal e votos de que o Ano Novo nos traga, a todos, a concretização de alguns dos nossos sonhos.

João Espinho
Beja, 15/12/2006

SEM TíTULO

18 de Dezembro de 2006

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foto: joão espinho

E PORQUE HOJE (AINDA) É DOMINGO

17 de Dezembro de 2006

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foto: yuri bonder

BEJA - MOíNHO

17 de Dezembro de 2006

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fotos: joão espinho