Nov 08 2006

Ó PRA ELES

Publicado por as 8:55 em A minha cidade

Acabo de ouvir, na Rádio Pax, um comunicado em que a Câmara Municipal de Beja dá lições (àquela estação) de deontologia e relembra os códigos de conduta dos órgãos de comunicação social.
Quando não se consegue controlar editorialmente um órgão de comunicação, fazem-se acusações e tenta-se passar a imagem de virgindade no assunto. Ora, como todos sabemos, a Câmara de Beja domina alguns órgãos de comunicação (não vale a pena mencionar, pois sabemos quais são) onde se faz propaganda das actividades das autarquias da CDU e onde não se lê uma linha que possa incomodar os senhores da Praça da República.
Quando aparece uma notícia em que as cores do clube sejam postas em causa (muito principalmente se for cor de rosa a provocação) ai Jesus que eu sou virgem e estes gajos são todos uns malandros.
Desta vez foi por causa dos cartazes colocados pela Câmara de Cuba. Amanhã será por outra coisa qualquer.
Bem fez a Radio Pax em dar voz a quem se sente discriminado.
Mal está uma Câmara que, com tantas assessorias de imprensa, faz um comunicado à boa maneira controleira.

Ler aqui.

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25 Resposta a “Ó PRA ELES”

  1. Anónimo diz:

    Deixe cá ver se entendi bem,
    o Praça acha muito bem que a Rádio Pax tenha escamoteado á Câmara de Beja o principio básico do contraditório, é isso?

  2. nikonman diz:

    @anónimo – escamoteado o quê? Então os assessores de imprensa da CMB não têm um telefone para ligar para a Rádio e dizer: “isso é mentira, queremos reagir”? Não me diga que da Rádio lhe “escamotearam” essa oportunidade, que eu não acredito. O problema é que nessa Câmara anda tudo entretido com outras coisas. Enfim…

  3. LG diz:

    Mas afinal a CMB não tem razão, neste caso?

  4. nikonman diz:

    @LG – razão em dar lições de ética? Não brinque comigo.

  5. nikonman diz:

    Mais uma achega ao anónimo das 11:23 – não lhe conhecia essa faceta de andar a fazer fretes a quem não tem a coragem de vir aqui deixar rasto. Atitude que fica bem a ambos.

  6. Anónimo diz:

    Aos costumes o Praça disse… Nada.
    Foi introduzida uma nova norma no código de conduta dos órgãos de comunicação social que altera por completo o “princípio do contraditório” e que é segundo o Praça mais ou menos isto :”os assessores de imprensa de uma qualquer Câmara pegam no telefone ligam para uma qualquer redacção e dizem “isso é mentira, queremos reagir”. São formas de ver as coisas

  7. nikonman diz:

    @anónimo – não sei a que costumes se refere. Se é o cliché, fica-lhe bem
    Tentou desvirtuar o conteúdo do meu post. Já estou habituado. Leia e releia o comunicado da CMB e veja lá se ele não poderá servir para, nas nossas Universidades, se ensinar a “como não se deve fazer assessoria de imprensa”. É que o destaque vai para a Radio e não para o sujeito da notícia. E a isto se chama tentativa de controle editorial. A tentativa de controlar danos saiu gorada. E muito mais haverá para dizer. Quanto à forma como cada assessor presta serviço, isso é com quem lhe paga. Se o trabalho é por telefone, sms, fax ou outra forma de comunicação é, julgo, perfeitamente irrelevante. O que interessa é saber reagir na hora e com artilharia pesada. O que, naturalmente, falta à CMB.

  8. marquinhos diz:

    Todos nós nos lembramos como é que funcionava o contraditório nos países da ex-URSS.

  9. Sousa diz:

    Será que esse LG é a pessoa que eu penso? Quem te viu e quem te vê?

  10. LG diz:

    É engraçado como se foge ao que está em questão…
    É ou não verdade que a CMB teve, neste caso posições correctas, quer em relação à questão da publicidade quer em relação ao esclarecimento?
    O resto é a “lenga lenga” do costume, argumentos bafientos e gastos.

  11. sam diz:

    @MARQUINHOS: subescrevo. Quem não tem memória da Sibéria para os que defendiam o contraditório?

  12. nikonman diz:

    @lg – bafienta e gasta é a inaptidão da CMB em lidar com as adversidades. Se fosse uma Câmara de outra cor a vir dizer como é que se faz jornalismo, aqui d’el rey, que era de novo o fascismo e blá-blá-blá. E logo a rapaziada do PCP a dar lições de jornalismo, que são uns rapazes muito pouco sectários e que costumam dar provas de tolerância e imparcialidade.

  13. Anónimo diz:

    É pá, mas não é o teu partido que neste momento anda a dizer que a RTP está instrumentalizada, dando como exemplo o programa “Prós e contras”?
    Neste caso concreto a CMB está cheia de razão e a prática deontológica da Rádio Pax deixou muito a desejar: Dá uma notícia sobre um facto com base no testemunho de apenas uma das partes. Isto é factual e foi em Beja, portanto bem longe da Sibéria!

  14. nikonman diz:

    É pá, mas a RTP é pública, não? E quanto à Sibéria, pois eu não falei dela, mas certamente há quem saiba do que está a falar.

  15. ANOP diz:

    A malta da camara não estava habituada ao contraditório. As rádios e jornais viviam dos bons humores da cdu. Agora a coisa mudou de feitio. Cuidem-se pois vão sofrer muito.

  16. Anónimo diz:

    Olha olha agora temos códigos de conduta para jornalistas que trabalham para estações públicas e outro para privadas, por muito que isso te custe, tendo em conta a tua afinidade com aquela rádio, não tentes defender aquilo que sabes que foi uma burrice básica, para não dizer que foi outra coisa bem mais grave e que nós sabemos qual.

  17. nikonman diz:

    @anónimo – não, não temos códigos de conduta distintos. Temos é que o PSD pode protestar contra o que se esteja a verificar na estação pública, porque esta é paga pelos contribuintes, certo? Não vemos o PSD a protestar contra a instrumentalização de outros órgãos de comunicação social, apesar de conhecermos bem quem faz o quê e onde.
    O termo “burrice básica” deve estar, seguramente, no articulado de algum código linguístico, que não o meu. Repito: fez muito bem a Radio Pax em dar voz a um protesto contra a prepotência (que parece repetida) de um vereador. É que, e disso estará o comentador anónimo esquecido, foi o próprio vereador que veio há semanas anunciar que iria ser retirada toda a publicidade “que não estivesse nos locais criados para o efeito”. Lembra-se? Pois, só que há publicidade por toda a parte, seguramente licenciada, mas não nos locais previstos. Porque não se começou, então, a retirar esta publicidade? Porque é que foi logo cirurgicamente aplicado o regulamento? Tapem-me os olhos, que eu deixo, mas não gosto que me encostem os dedos para mos fechar.

  18. coerente diz:

    Eu sei que tens uma certa aversão ao homem! Até já lhe atribuiste um “pelourinho”. Resultado: foi eleito vereador, com o voto dos eleitores. E os eleitores são tão bons e tão esclarecidos quando votaram na CDU nas autárquicas como quando votaram no Sócrates nas legislativas! É que os eleitores são os mesmos e não são só os leitores deste blog, razão pela qual a sondagem do blog dava quarenta e tal por cento à tua lista e depois, nas urnas, tiveram para aí quinze por cento.

  19. nikonman diz:

    @coerente – eu vou começar a escrever ao sabor dos eleitores, ok? Assim o blogue fica muito mais interessante e feito à vontade de Deus todo poderoso. Com ou sem sondagem. E ponha lá mais 3,1% na minha lista, ok?

  20. coerente diz:

    Já que quer ser exacto, então a lista do PSD à Câmara teve 3056 votos e 17,25% (portanto não são mais 3,1%). De qualquer forma, muito longe dos 46% que a sua sondagem dava no dia 14 de Setembro. Mas a sua lista (AM) teve menos: 3011 votos e 17%. Assim fica tudo certinho, como convém e sem critérios editoriais!

  21. nikonman diz:

    @coerente – fui induzido no erro da leitura dos resultados provisórios. Mea culpa! Mesmo assim, fiquei mais próximo do que os seus 15%. Quanto à sondagem, ela reflectiu a intenção de votos dos leitores deste blogue e nem de outra coisa se poderia tratar (para além de que erradamente lhe atribui o nome de sondagem).

  22. MataMoscas diz:

    @Nikonman: porque será que não me espanta essa do “ainda bem que vc acredita em tudo o que lê.” A ironia fica-lhe bem sobretudo quando tem o blog que tem.

  23. nikonman diz:

    @mata-moscas – ora vê como vc sabe ser anonimamente inteligente, mesmo lendo o meu blogue…
    nem outra coisa seria de esperar numa sexta-feira de greve.

  24. Anónimo diz:

    @ Nikonman,

    Quanto à palavra sondagem você é que escreveu isto no dia 14 de Setembro de 2005:

    ” E há nesta sondagem um pormenor interessante: toda a gente desdenhou da mesma. Mas a realidade é que o candidato do PCP, que até há 2 semanas se encontrava posicionado em 3º lugar, está agora folgadamente em 2º, ameaçando o candidato do PSD. Deve ter sido dada ordem na Rua da Ancha para os camaradas virem aqui votar. Do lado do PS ninguém reagiu, mantendo-se um tráfego diário de votos normal.
    Duas conclusões: os comunistas esperam ganhar nesta sondagem, pois já devem ter perdido as esperanças de ganhar na urnas; e o PS já está convencido que conquista a Câmara.
    Ficam aqui os resultados às 10H15 de hoje:

    João Paulo Ramôa (PSD) 46% – 339 votos
    Carlos Figueiredo (PS) 21% – 151
    Francisco Santos (PCP) 29% – 213
    Outro 4% – 30

    Total de votos: 733″

    Vá lá ver se cometi algum lapso de linguagem. Quanto ao resto parece que acertou na “mouche” no seu prognóstico! Mais palavras para quê?

  25. nikonman diz:

    @coerente – eu disse “(para além de que erradamente lhe atribui o nome de sondagem)”.
    eu queria dizer, em vez de atribui, atribuí. Reconheci, pois, o meu erro e agora ao tentar esclarecer, esqueci-me do acento. Quanto ao resto, mal de mim se não lutasse pela vitória, apesar de você desconhecer em absoluto quais foram os meus prognósticos e que, posso esclarecê-lo, em nada coincidiam com esta “sondagem”. Deseja mais algumas palavras da minha parte?